Cúpula do TSE e 15 ex-presidentes do tribunal saem em defesa das urnas eletrônicas

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Charge do Bruno Galvão (Arquivo Google)

Mariana Muniz
O Globo

O atual presidente, ministro Luís Roberto Barroso, o vice-presidente, ministro Edson Fachin, o futuro presidente, ministro Alexandre de Moraes, e todos os ex-presidentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde 1988 divulgaram nesta segunda-feira uma nota em defesa do atual modelo de eleições no Brasil.

“A Justiça Eleitoral, por seus representantes de ontem, de hoje e do futuro, garante à sociedade brasileira a segurança, transparência e auditabilidade do sistema. Todos os ministros, juízes e servidores que a compõem continuam comprometidos com a democracia brasileira, com integridade, dedicação e responsabilidade”, diz o texto.

REAÇÃO A BOLSONARO – A manifestação ocorre em meio às sucessivas declarações do presidente da República, Jair Bolsonaro, contra o atual modelo de urna eletrônica adotado pelo Brasil e em defesa do voto impresso.

Neste domingo, durante manifestação a favor do “voto auditável”, Bolsonaro voltou a dizer que não haverá eleições caso a PEC do voto impresso, em discussão na Câmara dos Deputados, não seja aprovada.

“O voto impresso não é um mecanismo adequado de auditoria a se somar aos já existentes por ser menos seguro do que o voto eletrônico, em razão dos riscos decorrentes da manipulação humana e da quebra de sigilo. Muitos países que optaram por não adotar o voto puramente eletrônico tiveram experiências históricas diferentes das nossas, sem os problemas de fraude ocorridos no Brasil com o voto em papel. Em muitos outros, a existência de voto em papel não impediu as constantes alegações de fraude, como revelam episódios recentes”, afirmam os ministros.

CENÁRIOS DAS FRAUDES – Na nota, os integrantes e ex-integrantes do TSE também apontam que a contagem pública manual de cerca de 150 milhões de votos significará a volta ao tempo das mesas apuradoras, “cenário das fraudes generalizadas que marcaram a história do Brasil”.

Os ministros também lembram que as urnas eletrônicas são auditáveis em todas as etapas do processo, antes, durante e depois das eleições. E que todos os passos, da elaboração do programa à divulgação dos resultados, podem ser acompanhados pelos partidos políticos, Procuradoria-Geral da República, Ordem dos Advogados do Brasil, Polícia Federal, universidades e outros que são especialmente convidados.

“É importante observar, ainda, que as urnas eletrônicas não entram em rede e não são passíveis de acesso remoto, por não estarem conectadas à internet”, ressaltaram.

ONZE PARTIDOS – Neste sábado, um grupo de 11 partidos pediu que a Corregedoria do TSE cobre explicações do presidente sobre as supostas fraudes em urnas eletrônicas relatadas por ele em transmissão ao vivo nas redes sociais.

Em junho, o corregedor da Corte eleitoral, ministro Luís Felipe Salomão, já havia determinado que Bolsonaro apresentasse evidências e informações que corroborassem as falas. O prazo para resposta se encerra nesta segunda-feira.

10 thoughts on “Cúpula do TSE e 15 ex-presidentes do tribunal saem em defesa das urnas eletrônicas

  1. Quanto mais o judiciário resiste a adotar a urna com voto impresso, mais tenho certeza que tem algo de podre aí. Por que afinal o judiciário é tão contra a impressão do voto? Por que é mais caro? Hahahaha… faz-me rir né? O judiciário preocupado com custos?
    Por que demoraria mais? E dai? Que demore uma semana, qual o problema? O país vai explodir de demorar uma semana pra saber o resultado?
    Só 3 países no mundo usam este sistema de urna eletrônica atrasada que o Brasil usa, sendo Butão e Bangladesh os outros dois.
    Por que o TSE e o STF tem tanto medo de serem fiscalizados?

  2. Cortina de fumaça

    (Senhor Editor, leitoras e leitores dessa TI: tá na cara!)

    No momento em que o país está a um passo de atingir o macabro primeiro lugar em mortes por Covid-19 no mundo inteiro (em números relativos e absolutos)

    … o presidente jmb, responsável maior por esse genocídio, consegue o inimaginável:

    desviar o foco da atenção nacional dos seus crimes relacionados à condução genocida e corrupta do governo, pasmem:

    para discutir o tipo de votação em 2022.

    É disso que se trata:

    com a comprovação cada vez mais próxima de Crime contra a Humanidade, jmb tem conseguido desviar o foco das atenções e minimizar todas as demais pautas de interesse nacional.

  3. O Ministro da Defesa, os 3 comandantes das Forças Armadas, o Chefe do Estado Maior, o Ministro da Justiça, O Ministro do GSI, o Diretor Geral da ABIN e os 3 presidentes dos clubes militares, são a for e apoiam o VOTO IMPRESSO AUDITÁVEL com CONTAGEM PÚBLICA DOS VOTOS.

    Parece que os militares, ministros e inteligência, estão do lado do Povo e do Presidente. O Barroso, TSE e $TF estão sozinho nessa.

    Os ministros do $TF não são chefes de poder e por isso, como disse o Presidente, tem que baixar a crista. Bolsonaro, Pacheco e Fux, como chefes de poder, como diz o Bruno Henrique do Flamengo “Estão em outro patamar” !

    Quem ganhará o embate? O que te parece?

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