Datafolha e Ibope têm curvas diferentes na estrada que leva ao Planalto

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Charge do César (cesarcartuns.blogspot.com)

Pedro do Coutto

O Ibope divulgou sua pesquisa na noite de ontem primeiro pela GloboNews e em seguida pela Rede Globo. Os números são diferentes mas as colocações dos principais candidatos são semelhantes tanto num levantamento quanto no outro. Escrevo este artigo à noite de ontem e hoje os números, claro, vão sair nos principais jornais. Chama atenção a divergência quanto aos percentuais descobertos pelos dois Institutos. Para o Datafolha, Bolsonaro subiu de 22 para 24% . Para o IBOPE o salto foi maior e o Instituto colocou o candidato do PSL na liderança com 26 pontos.

A liderança não é o foco da questão já que Bolsonaro ocupa o primeiro lugar tanto numa pesquisa quanto na outra. Mas a diferença de quatro pontos, ao contrário do que se diz por aí, é uma diferença enorme. Basta ver os últimos desfechos eleitorais no país para se constatar a importância de um percentual desse porte.

SEM EXPLICAÇÃO – Algum equívoco tem que haver. Não explica a diferença o fato de a pesquisa do IBOPE ter sido iniciada no sábado e a do Datafolha na segunda-feira. As motivações da subida de Bolsonaro situam-se no atentado que sofreu e no qual quase perdeu a vida não fosse a atuação rápida dos médicos de Juiz de Fora. Mas não é esta a questão.

A questão essencial é que se encontram separando os levantamentos, por exemplo as diferenças em relação as intenções de votos atribuídas a Marina Silva. Para o Datafolha ela caiu 5 pontos, para o IBOPE a queda pode ser incluída na natural margem de erro. Nada disso. Um equívoco. A manutenção próxima ao resultado da pesquisa anterior significa estabilização. O recuo de 16 para 11 pontos destaca o caráter descendente exposto nesses cinco degraus. Aliás, como disse recentemente o mais importante em matéria de pesquisa é identificar os movimentos de subida e descida dos candidatos em foco.

EXCEÇÕES – A maioria dos candidatos, excetuando-se Bolsonaro, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin, Marina Silva e agora Fernando Haddad, não apresentam a menor possibilidade de crescimento. Podem até apertar o passo, mas não de maneira capaz de colocá-los no turno final de 28 de outubro.

Interessante frisar que além da disputa entre os cinco principais nomes agora verifica-se que surgiu uma outra: o confronto entre o Datafolha e o Ibope para ver qual deles estará mais certo na hora da decisão.

Vamos esperar os próximos dias.

17 thoughts on “Datafolha e Ibope têm curvas diferentes na estrada que leva ao Planalto

  1. Um dos principais desvirtuamentos destas pesquisas é a de tentar direcionar o voto do povo que se vê forçado a não votar em seu candidato, “e” por achar que “a” ou “b” sejam piores que “c”, pelo fato dos três estarem na frente das pesquisas. Uma outra situação é que pelo fato haverem grandes indícios e mesmo provas de fraudes eleitorais e essas tais pesquisas, em tese, poderiam ser usadas para maquiar resultados forjados nestas urnas. A população precisa ser esclarecida para que não acredite piamente e isso possa atrapalhar bastante o processo eleitoral no Brasil. O eleitor precisa manter seu candidato até o fim, apesar de todas denuncias e do enxame de pesquisas publicadas.

  2. Realmente, a divergência entre Ibope e Datafolha é estranha. Enquanto que numa simulação de 2º turno Bolsonaro perderia para os demais, segundo a pesquisa Datafolha, na do Ibope ele empata.

    Além disso, também é necessário verificar a qualidade da amostra das pesquisas desses institutos (Ibope e DataFolha).

    Tenho consultado pessoas de várias idades e diferentes classes sociais, por curiosidade, e também tenho notado essa mesma tendência de as pessoas não quererem dizer para todo mundo em quem vão votar. Alegam que deixarão para votar nesse citado candidato (Bolsonaro) só no dia da eleição, para evitar críticas e perseguições.

    Também dizem que será um voto de protesto contra toda essa situação de corrupção e roubalheira dos últimos presidentes.

    Há pesquisas sendo feitas com amostras muito maiores e mais diversificadas, por outras entidades, e disponíveis na Internet, que já detectam índices muito maiores para o candidato Bolsonaro, na faixa de 30%.

    Outro fator é que, na hora de votar, a máquina não estará “perguntando” ao eleitor por um nome (como se faz nessas pesquisas), mas sim ele terá que “digitar” números e apertar o botão confirma. E o número a ser digitado para presidente será o último, depois de deputado federal, deputado estadual, senador 1, senador 2, governador.

  3. Peçanha.

    Concordo com vc. E vou mais longe. Elas deveriam ser proibidas até o fechamento da eleição. Conheço muita gente que vota no candidato que está na frente. Só para não haver segundo turno. Ou nofamigerado voto útil.

  4. O que está deixando a turma do Poste, do Coroné, da Melancia e do Chuchu apavorados é que só se fala no % de votos, mas está sendo escondido o % de votos válidos. Isto, muda significativamente os números e o Bolsonaro já tem 35% dos votos válidos.

  5. O Maduro já avisou que está de portas abertas para receber os petistas, psdbistas, pdtistass e todos que queiram imigrar para a Venezuela após a eleição do Bolsonaro.

    • Entendo. É como calcular a resistência equivalente de um grupo de resistores instalados em paralelo.

      -Grato pelo esforço e por dividir o seu IMPORTANTE trabalho conosco. Depois dele, pode-se até deixar de publicar as próximas pesquisas eleitorais. Ou publicallas apenas por curiosidade.

  6. A candidatura do Haddad ainda não foi deferida,so protocolou registro hoje como Candidato a Presidente, era vice. Coomo tem pesquisa de ontem e do fim de semana ilegal apresentando o nome dele se so hoje protocolaram pedido de registro? Se lula inelegível não podia aparecer em pesquisa o ” não presidente ( era vice) aparece como? Tem eleição só pra vice? Tem treta ai. Cadê o TSE?

  7. Não vejo motivos para que a tendência ascendente da curva mude, mesmo que surja uma nova Mirian Cordeiro paga pela Folha ou pela Globo ou até mesmo se aquela “jornalista” vier com alguma conversa sobre ter abortado a pedido do filho dele!

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