Datena deu outra volta nos políticos e valorizou seu passe na TV

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Datena voltou a apresentar seu programa diário

Bernardo Mello Franco
O Globo

Desta vez, ele jurou que era para valer. No fim de junho, José Luiz Datena anunciou que trocaria os estúdios de televisão pelo palanque. O apresentador se lançou candidato ao Senado pelo DEM, em aliança com o tucanato paulista. A decisão foi celebrada num ato festivo, com figurões como João Doria e Rodrigo Maia.

O presidenciável Geraldo Alckmin estava viajando, mas jogou confetes à distância. “O Datena é um grande comunicador. Tem credibilidade e pode ter uma votação gigantesca”, derramou-se.

PRIMEIRO RECUO – Os políticos tinham motivos para desconfiar. Em 2016, o apresentador ensaiou disputar a prefeitura pelo PP. Depois anunciou o recuo em seu programa de rádio, com ataques à sigla que o acolhera. “Não posso permanecer em um partido que tomou mais de R$ 300 milhões da Petrobras”, afirmou.

O teatro se repetiu nesta segunda-feira, também ao vivo. “A explicação é muito simples: desisti. É a coisa mais difícil que acontece na vida de um ser humano”, disse, como se estivesse num divã cercado de câmeras e refletores.

GRANDES CHANCES – As pesquisas indicavam que ele tinha grandes chances de se eleger. Na disputa por duas vagas, o apresentador só aparecia atrás do ex-senador Eduardo Suplicy. Seus trunfos eram o cansaço com a política tradicional e o medo da violência, que ele explora todas as tardes na TV.

Datena despontou como locutor esportivo, mas ganhou fama no comando de programas sensacionalistas. É conhecido por exaltar a polícia e defender a truculência no combate ao crime. “Enquanto a gente continuar tratando bandido com carinho, com amor, eles vão continuar matando”, esbraveja, em vídeo popular na internet.

GOLPE DE MESTRE – O apresentador também costuma fazer discursos inflamados contra a corrupção. Curiosamente, aliou-se a um grupo que governa São Paulo há duas décadas, sob suspeita de patrocinar desvios em grandes obras viárias.

Para quem entende de marketing, Datena aplicou um golpe de mestre. Os políticos tentaram usá-lo, mas acabaram usados. Ele valorizou o passe e deu tom patriótico ao novo recuo. “Ainda não me sinto preparado para ajudar o meu povo, a nação brasileira”, discursou, na volta ao estúdio.

32 thoughts on “Datena deu outra volta nos políticos e valorizou seu passe na TV

  1. Todos os apresentadores de televisão, locutores de rádio, cantores, artistas e celebridades que entram na política, ao longo dos anos, tornam-se de alguma forma irrelevantes, porque perdem a credibilidade que um dia conquistaram na vida. Existem vários exemplos sobre esse assunto. O melhor que Datena pode fazer é ficar onde está.

  2. Quem foge à luta é um covarde, vagabundo da mais baixa estirpe; só podem ser igualados aos blogmates anônimos daqui.
    Zona de conforto significa manter-se latindo, alugando o seu mau caráter em troca de milhões, para alavancar a audiência da Band. Gentinha imunda para assistir a esse tipo de programa ção chula que ele faz, nunca vai faltar.
    Se vivêssemos, em um país de leis severas, assim como o próprio Datena cobra que fossem aplicadas contra as outras pessoas, ele mesmo há muito tempo, já estaria abrindo essa latrina dele atrás das grades.

    • Gostaria de ver um patifão desse, difamando e escrachando pessoas , com essa língua cancerígena: na Colômbia, Bolívia, Paraguai, Peru, Venezuela ou numa nação de tradição muçulmana. Certamente a cabeça dele, com peruma e tudo, já haviam virado um soupão de tantas rajadas.

  3. Alguns comentaristas levados pela ênfase em seus textos cometem contradições gravíssimas!

    Anônimo criticando anônimos é qualquer coisa de risível, para se dizer o mínimo.

    Enfim, a TI é um espaço democrático!

  4. É preciso ter claro em qualquer análise política o fato de que todos os presidenciáveis tem altos índices de rejeição, independe da sua intenção de votos.

    O Governo Temer, segundo as últimas pesquisas, tem 82% de rejeição. Mas essa rejeição se justifica pelas medidas econômicas já tomadas e que não serão revertidas pelo próximo governante.

    Certamente nenhum candidato vai falar durante a campanha eleitoral que vai aprofundar as medidas do governo, inclusive porque será obrigado a isso pela situação das contas públicas. Isso ficará claro a partir de 29 de outubro, depois de finalizado o processo eleitoral.

    Os assessores econômicos de todos os candidatos viáveis até o momento e que pontuam nas pesquisas já se pronunciaram sobre o aprofundamento dessas medidas.

    Só que essas informações não são massificadas e geralmente tem repercussão na parcela mais informada da população.

    A grande questão a se perguntar sobre o próximo governante é se, para se manter no poder, recorrerá a métodos autoritários, inclusive pela pressão política, social e econômica. O déficit primário, apenas como exemplo, vai permanecer durante os 4 anos do próximo governo, segundo fontes oficiais que planejam o Orçamento Geral da União e isso representará uma pressão sobre corte de gastos e aumento de impostos.

    Qualquer avaliação sobre o futuro tem de considerar tudo isso.

  5. Muito embora é importante destacar que análises tendo como substrato os critérios de índice de rejeição e intenções de votos….é tão semelhante àquela situação de definir se o “copo está meio cheio ou meio vazio”.
    Parece-me que é logicamente incongruente que alguém tenha indice de rejeição de 65% e 20% de intenção de votos.
    A não ser que ambos os índices se somados fechem o todo 100%.
    Se alguem puder esclarecer melhor sobre este tema, será importante.

  6. Infelizmente a educação-ensino aqui no Brasil leva à convicções e não a dúvidas sobre tudo e todos.
    Taí o Datena para não nos deixar mentir. Mais um brasileiro.

  7. -Qualquer pessoa pode ser candidata. O problema é que terá que se filiar a algum dos partidos políticos atuais, já infestados por ladroes, mesmo que nunca tenha enfiado um tostão de verba pública no bolso! Mas…
    -Alguém aí conhece outra maneira?

  8. Desde que esses programas L-I-X-O, destinados a classe “Ç” surgiram na TV brasileira, vários apresentadores foram eleitos em diversos estados.

  9. Famosos sempre serão eleitos: jogadores, apresentadores, atores, cantores e mais e mais. Jornalista mesmo mesmo os nota 1000 zé povinho nem lê. logo não serão eleitos. Com certeza deve ser assim no mundo inteiro.

  10. A mídia corporativa mais censura e deforma as notícias do que informa. Conseguir informação verdadeira e que realmente interessa, saber o que acontece no mundo e o que vai acontecer é uma atividade que exige muita pesquisa e leitura.

    Por exemplo, um assunto que já foi tratado algumas vezes nessa Tribuna é a dívida pública federal e seus encargos.

    Se essa dívida ocupa mais de 51% de todo o Orçamento Público Federal e não está sujeito à PEC do Teto de Gastos, é uma dívida que já se aproxima de 80% do PIB, não é então o maior problema do Brasil?

    Simplesmente a mídia se cala sobre esse assunto e só informa superficialmente, apenas de forma numérica e sem críticas nem qualquer tipo de análise.

    Hoje, tanto essa dívida quanto a PEC do Teto de Gastos, inviabiliza todos os governos eleitos nas próximas décadas.

    Além de tudo isso, de 1999 até 2013 o Brasil teve superávit primário. De 2014 em diante só existirá déficit primário que vai se prolongar durante a próxima década.

    Tudo isso a mídia quando informa, não o faz de forma clara e omite os efeitos que terá sobre o cotidiano, como o corte de gastos, principalmente sociais e aumento de impostos.

    A mídia manipula a informação dando prioridade ao combate à corrupção – que é necessário isso não se discute – mas passa para as pessoas a informação de que o fim da corrupção seria o fim dos problemas nacionais, o que não é verdade.

    Se analisarmos as contas públicas, veremos que mesmo que a corrupção fosse zerada, todos os recursos seriam drenados para o pagamento de dívidas, para o sistema financeiro, jamais para a sociedade que precisa desses recursos.

    Devido a essa drenagem dos recursos pelo sistema financeiro nacional e internacional, os governos simplesmente não tem mais capacidade de investimento e só existem para pagar folha salarial. Alguns Estados já estão parcelando os salários e esses gastos são crescentes e incomprimíveis no Orçamento.

    Portanto, não se contentem com a mídia tradicional nem partidária. Tudo que essa mídia defende tem algum interesse oculto.

    É por isso que valorizo a Tribuna da Internet e todos que escrevem aqui, sejam artigos ou comentários, porque aqui são publicados assuntos que a gente nunca lê em outras mídias e é aberta às mais diversas opiniões.

    A nossa opinião tem influência aqui. Em outros blogs e sites simplesmente não há espaço para comentários.

    • O teto só inviabiliza governos gastadores, esses são contra o teto, justamente para poder gastar a vontade e empurrar a conta para o próximo presidente ou geração de brasileiros.

      O teto permite que o orçamento seja aumentado todos os anos no mesmo índice da inflação do ano anterior. O centro da meta de inflação é 4,5%, ou seja, é possível aumentar o orçamento nesse valor, é muito dinheiro nas mãos do governo.

      Quem estiver achando pouco, é só não se candidatar ao cargo.

  11. Ô senhor Mário Jr, menos.
    Comparar essa coisa com o Tiririca, é muito cruel.
    O Tiririca, embora seja, digamos assim, um pobre coitado, até agora não há nada que o desabone.
    Até agora, é claro….

  12. De nada adianta criticarmos apresentadores de TV, artistas, jogadores de futebol, cantores, cantoras, atrizes, se o povo vota nesse pessoal!

    Se o candidato está acompanhado da fama em sua profissão, o voto é certo.

    A questão seria, a meu ver, entrevistar e se tentar saber os porquês que as mentes reconhecidamente inteligentes deste país fogem da política?!

    Por exemplo:
    Quem deixaria de votar no Sérgio Cortella, Pondé, Clóvis Filho …?

    E por que não se candidatam?
    Porque a política se tornou uma profissão, e estes mestres já têm as deles, além de ser abjeta e deletéria esta política nacional!

    Datena lida em seu programa com pessoas fora da lei, com notícias que muitos gostam de ver porque mostra a decadência humana, o crime doloso, a crueldade de uma pessoa, logo, encontra adeptos e admiradores.

    Independente do seu caráter ou de ser sensacionalista, de acrescentar às notícias suas opiniões medíocres, sem fundamento e carentes na argumentação, Datena é famoso, e o público que assiste o seu péssimo programa o tem como eficiente, honesto, e que fará um bom trabalho em prol do povo no Congresso.

    Pois esta é a informação que a população tem consigo dos famosos.

    Outro exemplo:
    Faustão e a Dança dos Famosos ou um concurso onde os famosos se apresentam imitando outros cantores.

    Audiência plena, por mais caricata que seja a apresentação, mas são feitas por famosos, por gente qualificada, no entendimento do povão.

    O problema estaria no candidato ou em quem nele vota?

  13. Pois é, teve até um “Jardel Artilheiro” que virou deputado de uma assembléia legislativa.
    Para não fugir aos vaticínios do Barão de Itararé, fez na vida pública, tudo aquilo que costumava fazer na privada.
    Demorou, mas devolveram ele ao esgoto de que tinha saído.

    • Pois é, também foram eleitos para outras assembleias legislativas o Cacareco, Macaco Tião, que sequer eram humanos!

      Logo, tenho razão quando digo que o problema não está no eleito, mas quem vota nele!

      Quanto ao Jardel, voto a ter razão, quando afirmo que basta ser famoso para ser eleito.

      A torcida do Grêmio elegeu o seu ex-jogador que lhe deu grandes títulos, uma espécie de prêmio.

      No entanto, Jardel levou consigo a sua dependência química, a sua doença, então meteu os pés pelas mãos, naturalmente.

  14. SP ganhou muito com está desistência. Aqui no RS o PDT deu a sigla para o comunicador Lasier Martins disputar o senado para a vaga do Senador Simon. Na TV sempre o Jornalista com sua língua afiada detonação a classe política. Hoje com quase 4 anos de mandato. Fora do partido que o elegeu. É um apático senador. Longe daquele paladino televisivo.

    • Mesmo assim o Lasier ainda é bem melhor que o Paulo Paim que faz quase um século que vive de vender esperança aos aposentados e nunca fez absolutamente nada. Poderia até ser sócio da Gleisi e do “marido”.

  15. mais um falastrão que ia se encostar no senado para receber mordomias,o seu programa é um circo dos horrores. deu uma de luciano huck ficou na midia dando uma de patriota e no final roeu a corda.

  16. Datena ganha R$ 700 mil/mês para atirar pedras

    Acham mesmo que ele toparia ganhar R$ 34 mil/mês para virar vidraça?

    Só se ele fosse um quadrúpede chegado no capim

  17. Amigos Tribunários

    Sem desmerecer ninguém, sem agredir ninguém, quero deixar registrado que, não vale a pena gastarmos tempo e energia com debates sobre pessoas que não produzem nada para o país e para as pessoas em geral.

    Pelo ato assumido, pela segunda vez em tão pouco tempo, acho positiva a desistência do âncora. A política já está péssima. para melhorará-la é preciso pessoas sérias, honestas, capazes, comprometidas com as coisas políticas, administrativas, econômicas e sociais de nosso país.

    Certamente seria “mais um” entre tantos de hoje os que ainda virão, a não produzir nada de bom.

    Usou os que deixaram se usar. Ganhou? Comprova que é mais um esperto e não inteligente.

    Como nação, não perdemos nada. A política, do jeito que é feita, talvez tenha perdido alguma coisa.

    Fallavena

  18. Atrás da valorização na TV, Datena deve ter levado um “presentinho substancial” de quem favoreçeu. Ganhou dos dois lados. É só ver a quem favoreceu e tirar conclusões.

  19. Um oportunista a menos na política. Fico pensando em como devem estar se sentindo os boçais que pretendiam votar nele, espero que lhes sirva de lição.

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