Demissão do general Azevedo revela a gravidade da crise provocada por Bolsonaro

Como será recebido o ato de Bolsonaro, sobretudo pelo Exército ?

Pedro do Coutto

Na tarde de hoje, segunda-feira, a GloboNews anunciou que o presidente Jair Bolsonaro pediu a renúncia do general Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa.

Trata-se, a meu ver, de sintoma gravíssimo do que pode acontecer no universo político do país. O que teria motivado a iniciativa do presidente da República  que o levou a um gesto de risco, demitindo um general que estava (ou está) à frente de um posto ao qual o Exército, a Marinha e a Aeronáutica estão vinculados e subordinados.  Há algo muito tenso no cenário político. Como será recebido o ato de Bolsonaro, sobretudo pelo Exército ?
 
ENIGMA – O comandante do Exército, Edson Leal Pujol, cujo posicionamento reflete uma posição democrática, transforma-se numa peça chave do enigma. Na atmosfera de Brasília reapresenta-se uma dimensão que aconteceu nos episódios Jânio Quadros, João Goulart e no ato em que o presidente Ernesto Geisel demitiu o general Sílvio Frota do ministério.
 
Sílvio Frota pressionava para uma solução que não era o projeto de Geisel. O irmão de Ernesto Geisel, Orlando Geisel, era o ministro do Exército. O presidente da República então consolidou João Figueiredo para sucedê-lo no Palácio do Planalto. E pós fim à crise militar. Mas agora os tempos são outros.

9 thoughts on “Demissão do general Azevedo revela a gravidade da crise provocada por Bolsonaro

  1. Força-tarefa ajudou a eleger o Bozo”, disse procuradora
    Mensagem foi enviada ao ministro Lewandowski em diálogo divulgado por hacker; defesa de Lula segue apresentando ao STF mensagens apreendidas
    Pepita Ortega, Rayssa Motta e Fausto Macedo
    A defesa do ex-presidente Luiz Inácio da Silva segue apresentando ao Supremo Tribunal Federal relatórios de análise das mensagens apreendidas na Operação Spoofing – investigação que mirou hackers que invadiram celulares de autoridades como o ex-juiz Sergio Moro e procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato.

    https://www.terra.com.br/amp/noticias/brasil/politica/forca-tarefa-ajudou-a-eleger-o-bozo-disse-procuradora,e8aa7a6fa00f3fa1711f02e95537cd8flyy1a6vs.html

  2. A tal procuradora faz bem o seu papel de … procurar.
    E pensa que achou um tesouro quando, na verdade, encontrou o óbvio ululante, o axioma, tentando demonstrar o indemonstrável.

    Evidente que qualquer PROVA que se encontrasse contra Lula e seu PT, ajudaria outro candidato que fosse opositor ao ladrão!
    No entanto, havia dois petistas, restando Haddad para disputar o Planalto.

    Evidente que perderia, haja vista o repúdio que o povo tinha de Lula e seus roubos contumazes.
    A Lava Jato ajudou Bolsonaro sim, na mesma razão que auxiliou o povo a discernir sobre o que quisesse para os próximos anos:
    ou a sequência de danos e prejuízos incalculáveis ao povo e país ou, lá pelas tantas, alguém que não fosse tão corrupto!

    Convenhamos, a procuradora encontrar uma pessoa menos corrupta que Lula e seus petistas amestrados, é o mesmo que barata conseguir achar caixas de papelão, pois basta tê-las em casa.

    A questão, ao fim e ao cabo, é uma só:
    Lula e seus asseclas roubaram ou não, o povo e Brasil?
    Resposta óbvia, lógica:
    SIM.

    Parabenizo a procuradora pela sua “astúcia” e descoberta.
    Ela finalmente encontrou a diferença do dia para a noite:
    Antes, ela imaginava que era o sol, o responsável pelo dia.
    Agora, depois que encontrou a verdade, o dia e a noite acontecem porque a Terra gira em torno de si mesma e ao redor do sol!!!

    Se a procuradora é também fã de Olavo, também encontrou outra verdade.

  3. É realmente uma situação gravíssima.
    O presidente defenestrou mais um amigo, que não aceitou usar as Forças Armadas para seus objetivos golpistas. O Exército não é do presidente. O Exército é uma Força do Estado, assim como a Aeronáutica e a Marinha. Não pode ser usado ao bel prazer do inquilino do Planalto, seja ele quem for.
    Trata-se, a demissão mais esdrúxula, de todas até aqui. Azevedo e Silva tinha interlocução com o STF e era um elo de ligação com os Militares, que o respeitavam. Perdeu o presidente, um amigo leal, mas, que soube na hora certa fizer não, aos arroubos autoritários, desse despota medieval, que o povo acreditou, tanto das classes A, como da classe média e classes C e D. Mas, errar é humano e faz parte do aprendizado das pessoas.
    Quem discorda de Bolsonaro, logo é demitido sem dó nem piedade. Os casos emblemáticos são: Gustavo Bebiano, general Santos Cruz, Sérgio Moro, Mandetta e agora O do general Azevedo e Silva. Quem será o próximo?
    O general Hamilton Mourão, só não teve a cabeça ceifada, porque o vice é indemissivel.
    O general, ministro do Exército do governo do general Ernesto Geisel, era da linha dura. Não concordou com a distensão lenta e segura do regime e preparava um golpe contra o presidente. Geisel recebeu os comandantes militares no Planalto e comunicou a todos, que demitiria seu ministro. Escolheu o comandante do Sul como substituto. Foi pessoalmente ao Forte Apache demitir Frota. Ainda deu a ordem: Viage para o Rio agora, que a mudança irá depois.
    O artifice de toda essa engrenagem estava a cargo do general Hugo de Abreu, de três estrelas e primeiro na lista de promoção ao generalato.
    Geisel então, escolheu o general Figueiredo, também de três estrelas e quinto da lista e depois o indicou para assumir o seu lugar.
    Abreu foi para a reserva ressentido com o chefe e escreveu o livro: O outro lado do Poder.

  4. Faltou no posto anterior, citar os cargos dos generais Abreu e Figueiredo. O primeiro era Chefe de Gabinete do presidente Geisel e o segundo, Chefe do SNI.
    Ninguém sabe os motivos, que levaram o presidente Ernesto Geisel, a preterir Hugo de Abreu, o primeiro na lista de promoção.
    Magoado e triste com o fim melancólico de sua carreira, o general teve um enfarte fulminante, deixando essa vida precocemente.
    Faltou dizer, que o mote da preparação de Geisel para entregar o poder dos civis era: Distensão lenta, gradual e segura.
    Coube ao general João Figueiredo completar o ciclo. Não foi fácil para ele. A linha dura resistiu e o ápice dessa resistência foi a bomba jogada no Riocentro/ RJ, no primeiro de maio de 1981.

  5. É a receita do confronto permanente do guru Steven Bannon, o mesmo que elegeu Trump, que depois o defenestrou.
    Arquitetura do Desastre.
    Sendo seguida a risca. Isso não vai acabar bem.

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