Demissões no Banco do Brasil e na Ford afetam arrecadações do INSS, do FGTS e do IR

TRIBUNA DA INTERNET | Crise do desemprego exige solução rápida, o país não  pode esperar

Charge do Jean Galvão (Arquivo Google)

Pedro do Coutto

O Banco do Brasil divulgou segunda-feira que abriu plano de demissões voluntárias com objetivo de reduzir 5 mil empregados de seu quadro, hoje calculado em 93 mil em todo o país. Reportagem de Fábio Pupo e Isabela Bolzani focaliza o assunto. Por coincidência, haverá outras 5 mil demissões com o fechamento das unidades da Ford em nosso país.

O Globo e a Folha de São Paulo destacam mais essa redução no mercado de trabalho. No Globo assinam a matéria Henrique Gomes Batista, João Sorima Neto e Bruno Rosa. Na Folha, a reportagem é de Eduardo Sodré, Fernanda Brigatti e João Valadares.

EFEITOS NEGATIVOS – Os reflexos vão se fazer sentir tanto no plano econômico quanto na área social. Falei em área social e acentuo que Guedes e sua equipe não atribuem importância a esse segundo reflexo. Mas vamos destacar os principais aspectos que aliás estão no título deste artigo.

Com as demissões, cai a receita do INSS, já abalada pelo desemprego que atinge 14 milhões de brasileiros. O BB deixará de recolher a parte de 20% sobre os salários, que é a contribuição empresarial para com o INSS. Deixará também de recolher 8% mensais para o FGTS.

Cada emprego que se perde reflete também na parte do desconto na folha de cada trabalhador. Como se constata esses são os reflexos diretos na receita da Previdência Social e do FGTS. A parte do IR vai se fazer sentir quando da declaração anual do exercício deste ano de 2021 a ser pago em 2022.

INCENTIVOS PARA DEMITIR – No caso do Banco do Brasil as despesas com desligamentos serão adicionadas em função dos incentivos ofertados pelo banco. Tenho a impressão de que as demissões chamadas voluntárias têm como objetivo reduzir o passivo trabalhista e com isso, segundo Paulo Guedes proporcionar menor desembolso para a empresa que poderá assumir o BB no projeto de privatização.

Aliás de voluntárias as demissões só têm o nome, como aconteceu por exemplo em Furnas. Ou seja, quem não aderir será desligado sem os incentivos que seduzem as demissões.

É o caso também da Ford, com a diferença de que a montadora vai apenas pagar as indenizações previstas na CLT que são o aviso prévio, salário mensal, 13º proporcional, ferias proporcionais e multa de 40% sobre o saldo acumulado do FGTS.

DRAMA SOCIAL – A repercussão das demissões na Ford, destaque em todos os jornais de terça-feira, revela em cores fortes o drama social que está desencadeado em todo o país, com repercussões no exterior.

Afinal a montadora é uma multinacional americana, cujo fundador Henry Ford destacava a necessidade vital do emprego, inclusive para assegurar parcelas de crescimento do PIB e a capacidade de consumo de modo geral, vital para quem pretende vender veículos.

Ao contrário do que pensa Paulo Guedes. Henry Ford era considerado um capitalista, mas tinha preocupações sociais.                   O pensamento de Henry Ford é absolutamente contrário à atual política econômica no governo Jair Bolsonaro.

3 thoughts on “Demissões no Banco do Brasil e na Ford afetam arrecadações do INSS, do FGTS e do IR

  1. Kkk é ridículo achar que menos 10 mil empregos vão abalar o caixa do INSS e que o IR vai perder uma grana braba. O PDV do BB só vai estimular os empregados já aposentados pelo INSS para caírem fora de vez. Tem gente insistindo em achar chifre em cabeça de cavalo.

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