Depois de anular as acusações contra Flávio Bolsonaro, não esqueçam de inocentar João de Deus

TRIBUNA DA INTERNET | Defesa de Flávio Bolsonaro tenta de novo paralisar a investigação da 'rachadinha'

Charge do Duke (O Tempo)

Vicente Limongi Netto

Depois que o STJ abriu a porteira da lambança, garantindo o sigilo bancário do senador Flávio Rachadinha Bolsonaro, investigado por prevaricação, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, a pátria amada não estranhará as solturas do Fabrício Rachadinha Queiroz, Daniel Brutamonte Silveira e João Farsante de Deus. Seguindo a linha da inacreditável falta de juízo, o Conselho de Ética da Câmara condecorará com o Mérito Legislativo os repugnantes Eduardo Bolsonaro e Daniel Silveira e a desprezível Flordelis.

Encerrando o monumental roteiro da farsa tupiniquim, o governo vai trocar o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, por Fernando Beira-Mar, para finalmente botar ordem no Brasil dos horrores e acabar com o massacrante jogo de empurra em torno da falta de vacinas. No plenário do Senado, o busto de Rui Barbosa amanhecerá com a #nojo.

A CARTA DA VELHA SENHORA – No meio desse tumulto institucional e dessa bagunça ética, podemos imaginar um carta que uma veneranda senhora, que acaba de tomar vacina, deveria escrever para o desquilibrado filho.

Olá, filho amado.

Tudo bem?  Aqui é tua mãe. Criamos você com lições de respeito e amor ao próximo. Procuramos dar a você o norte sábio da vida. Sabíamos que teu temperamento arredio e ácido criaria problemas mais adiante. Desafogue teu coração de rancores. A nação precisa de paz.

Do alto dos meus 93 anos, já vacinada, graças a Deus, digo-lhe que foi uma desgraceira dos diabos tua entrada na política. Você ganhou mais inimigos do que chuchu na serra. Tumultuou tua alma. Longe da política, você não teria sido vítima da sanha de um débil mental. Rezei muito, mais do costume, pela tua recuperação. Jesus ouviu meus clamores. Toda mãe quer o bem dos filhos.

O tempo urge. Filho, cuide com mais esmero da população. Coloque a reeleição na dispensa das coisas para depois. Respeite as normas sanitárias. Mande comprar milhões de vacinas. Recupere o tempo perdido. Sem vacinas, os brasileiros vão morrendo. Inspire-se na alegria e na esperança dos idosos depois de vacinados. Comovem-se corações.

Contenha-se nas atitudes. Aspereza e estupidez não elevam tua jornada. Fico triste e desalentada, vendo na televisão você sem máscara. Olhe para dentro de si. Mãe nunca erra. Reflita.

Adormeça a consciência na serenidade. Deixe de ser açodado. Rodeie-se de auxiliares competentes. Mande às favas os bajuladores. Não exagere no leite condensado. Faz mal ao colesterol. Agasalhe-se bem. Torço por você.

Beijos da mãe que te ama. Olinda. 

SAUDADES DO DJALMA – Meu irmão Djalma foi craque em tudo na vida. No amor, nas convicções, nos ensinamentos deixados para os filhos e netos. Na solidariedade que irradiava aos que a merecessem. Rigoroso e cáustico nas opiniões. Nesta quinta-feira, dia 25, Djalma completaria 75 anos. Partiu exaltado pelos amigos e eventuais inimigos. Pessoas inteligentes e desprovidas de mágoas e recalques intelectuais, gostavam e respeitavam Djalma.

Nelson Motta escreveu bela crônica, no site e no Globo, traçando o perfil do meu irmão, com o singelo título, “Meu comunista favorito”. Eram amigos de fé. Formado em Direção e interpretação pelo saudoso e exigente Conservatório Brasileiro de Teatro, Djalma era querido por consagrados e legítimos artistas. Foi relações públicas da cantina “Fiorentina”, no Leme. “O conversador”, foi o título da matéria, de página inteira, publicada sobre Djalma, pelo O Globo. Beijos e nossa eterna saudade, também das irmãs, Nazaré e Rosina.

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