Desta vez, Gilmar Mendes não conseguirá soltar nem mesmo o grande amigo Temer

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Charge do Cláudio Aleixo (Arquivo Google)

Ana Luiza Albuquerque e Catia Seabra
Folha

O procurador José Augusto Vagos afirmou que os alvos da operação desta quinta-feira (21) forjaram documentos e destruíram provas para dificultar as investigações. Segundo o procurador, tudo que era produzido na Argeplan era destruído em seguida. A empresa é do coronel João Baptista Lima, amigo do ex-presidente Michel Temer. Ambos foram presos preventivamente nesta quinta.

Além disso, segundo a investigação, agentes da Polícia Federal estavam sendo monitorados. De acordo com Vagos, foram apreendidos papeis com dados pessoais dos investigadores. E funcionários da empresa combinaram uma versão para justificar as atividades ilícitas.

DUAS DENÚNCIAS – A força-tarefa, informou o procurador, pretende ajuizar duas denúncias na semana que vem. Ele disse que há três razões para os pedidos de prisão preventiva de Michel Temer, Moreira Franco e aliados: garantia da ordem pública, garantia da aplicação da lei penal e conveniência da instrução criminal.

Vagos argumentou que não faria sentido prender nomes como Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima e Rocha Loures, com o objetivo de minar a organização criminosa, sem atingir o líder, Temer. Ele também justificou as prisões pela necessidade de descobrir onde estão os valores ocultados e ressarcir os cofres públicos.

Vagos ressaltou, ainda, que o grupo promoveu obstrução de Justiça no caso que envolveu a J&F e Michel Temer. “Se foram capazes de fazer aquilo naquele momento obviamente continuam capazes até hoje.”

PROPINAS EM DIA – O Ministério Público defende a tese de que os pagamentos da propina estão sendo realizados até hoje, e que os acordos preveem sua continuidade nos próximos anos. Por isso, as prisões seriam fundamentais para estancar nova ocultação de valores.

Segundo o MPF, o destino completo do R$ 1,8 bilhão pago ou prometido em propina à organização criminosa ainda não foi esclarecido.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Em tradução simultânea, pode-se garantir que, desta vez, Gilmar Mendes não vai ter coragem de soltar seus grandes amigos. A solução para os réus é imitar Paulo Maluf e Jorge Picciani é ficar doentes de imediato, com a mulher do Coronel Lima tentou hoje ao ser presa. Aliás, o Coronel Lima é mestre nisso e ganhou prisão domiciliar desse jeito. Uma boa dica é começar a usar fraldas geriátricas. (C.N.)

4 thoughts on “Desta vez, Gilmar Mendes não conseguirá soltar nem mesmo o grande amigo Temer

  1. A prisão de Michel Temer e Moreira Franco acabou, indiretamente, ajudando a tirar o foco dos benefícios concedidos por Jair Bolsonaro aos militares.

    Porque, tal como ocorre com os juízes, passar qualquer remuneração de servidor, mesmo militar, para R$ 30 mil causa uma compreensível indignação.

    Logo cedo, antes da confusão, era assunto em todas as colunas que os oficiais-generais, os mais beneficiados, terão um aumento de 33,33% em troca de um desconto que, escalonadamente, lhes retirará 3% como contribuição para sua aposentadoria.

    Temer merecia uma medalha por poupá-los das manchetes durante o dia de hoje, exibindo o “sacrifício” de melhorarem – nem discuto a justiça, apenas a conveniência – suas remunerações.

    https://goo.gl/7duuJS

    • Os militares só estão interessados em seus soldos. Dane-se o resto. Que importa se o presidente coloque a soberania nacional em risco. Entregue bases militares e nos leve a uma guerra para defender intetesses estrangeiros (americanos). O importante é que terão seus soldos aumentados. É o cala boca. Ou usando o dito popular, comendo eu e meu cavalo, que me importa o resto?

  2. Gilmar não será acionado e Temer solto:

    “Desembargador que vai analisar HC de Temer já comparou propina a gorjeta”

    “Ivan Athié, o desembargador do TRF-2 que vai analisar o habeas corpus impetrado pela defesa de Michel Temer, já comparou pagamentos de propina a alvos da Lava Jato com gorjetas, registra o Estadão.”

    ““Nós temos que começar a rever essas investigações. Agora, tudo é propina. Será que não é hora de admitirmos que parte desse dinheiro foi apenas uma gratificação, uma gorjeta?”, questionou Athié na época.”

    ===> O Antagonista

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