Desta vez, TV, rádio e redes sociais são os caminhos para as urnas de outubro

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Charge do Kayser (Arquivo Goodle)

Pedro do Coutto

Em uma campanha com menos recursos financeiros do que aconteceu em 2014, em face da proibição de doações empresariais para candidatos e partidos, o caminho das urnas de 7 de outubro divide-se pelos horários gratuitos na TV e as mensagens nas redes sociais da internet. A partir de agosto, como destacou ontem Chico Caruso em artigo contendo texto e imagem no O Globo, inicia-se o tiroteio verbal e as promessas sempre renovadas e não efetivadas , característica das mensagens políticas. Mas esta é outra questão.

O horário gratuito na TV e no rádio pode ser até comparado, em seus reflexos, com as mensagens nas redes sociais. É uma questão bastante curiosa, através da qual pode se medir o efeito de um lado e o efeito obtido de outro.

INSERÇÃO GRATUITA – E acrescente-se uma coisa: os espaços na TV são limitados proporcionalmente às bancadas dos partidos e das coligações na Câmara Federal. Os espaços nas redes sociais não têm limite.

Estou falando de matérias de inserção gratuita. Não se confunde com publicidade comercial, sobretudo porque esta não poderá ultrapassar limites muito reduzidos. Basta lembrar que as doações por parte de pessoas físicas encontram-se limitadas a 10% dos rendimentos anuais de cada doador.

Em segundo lugar, não creio que algum candidato possa pagar publicidade na internet se ele pode aparecer gratuitamente com a postagem de seus apelos ao voto. É preciso inclusive, analisar-se bem essa questão que vai conduzir a uma análise da veiculação de mensagens nas redes da cibernética com os resultados que cada candidato vai apresentar nas pesquisas do Datafolha e do Ibope.

PRIMEIRO PLANO – A comparação deve partir de um levantamento dos conteúdos referentes aos candidatos à presidência da República, no primeiro plano. Isso porque é impossível medir as inserções de todos os candidatos a senador e a deputados federais e estaduais. No máximo pode-se aplicar essa chave de pesquisa também aos candidatos a governador, já que são vinte e sete estados da federação.

É impossível estender-se o levantamento aos candidatos aos parlamentos. Entretanto, pensando melhor, admite-se que tal pesquisa possa se estender ao infinito em virtude da multiplicação de candidatos gerando mensagens sem fim. O importante, no entanto, é cotejar os ingressos dos candidatos nas redes eletrônicas com os pontos que vierem a somar nas pesquisas depois de iniciado o horário eleitoral na televisão.

SÓ A SUCESSÃO – Fiquemos na comparação reunindo apenas os candidatos à presidência da República. Então poderemos ter ideia mais nítida da influência tanto nas redes sociais quanto na televisão.

As campanhas deste ano terão custo muitas vezes menor do que as despesas verificadas em pleitos anteriores. Vamos esperar as próximas pesquisas, tanto as do Ibope quanto as do Datafolha, e vamos na comparação eliminar a hipótese de publicidade paga na internet.

Afinal de contas não acredito que alguém pague uma publicidade se tem acesso gratuito ao espaço que flutua entre as campanhas e as urnas.

One thought on “Desta vez, TV, rádio e redes sociais são os caminhos para as urnas de outubro

  1. Ao longo dos últimos 128 anos, restou mais do que comprovado que eleições e golpes, 171, não resolvem o país, pelo contrário só complicam ainda mais as coisas. Portanto, claro está que não é de mais eleições e golpes (2014-2015 que o digam) que o país precisa, mas, isto sim, de Revolução Redentora Já, aqui e agora, da política, da nação e da população. Nesse sentido, a RPL-PNBC-DD-ME, o projeto novo e alternativo de política e de nação, o novo caminho para o novo Brasil de verdade, excluído pelo $istema político podre das eleições de 2014 e 2018, está propondo ao conjunto da população a RADICALIZAÇÃO TOTAL, via votos brancos, nulos e abstenções, contra o continuísmo da mesmice do dito-cujo $istema político podre, protagonizado pelo partidarismo eleitoral, o golpismo ditatorial e seus tentáculos, velhaco$, dos quais somos todos vítimas, reféns, súditos e escravos, e dos quais urge nos libertarmos, via Revolução Redentora.

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