Dilma apaga Lula da sucessão e diz preferir Alckmin a João Dória ou Bolsonaro

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Charge do Clayton (Jornal O Povo/CE)

Pedro do Coutto

São três matérias ganharam destaque na imprensa neste final de semana, comprovando que na política, como na economia, a movimentação não se interrompe. Não só na política e na economia, na própria vida humana. São três assuntos, um título para cada um, conceitos e observações sob vários ângulos. Isso sem nos afastarmos da lógica insubstituível para qualquer análise. Vamos aos episódios.

Numa entrevista a Bernardo Mello Franco, Folha de São Paulo de sábado, a ex-presidente Dilma Rousseff, focalizando a sucessão presidencial de 2018, afirmou que prefere a vitória nas urnas de Geraldo Alckmin a João Dória ou a Jair Bolsonaro. Surpresa? Nada disso. Dilma Rousseff voltou seu pensamento para a certeza de Luiz Inácio Lula da Silva vir a ser impedido de concorrer, por decisão do Judiciário. Deixou antever, pelo tom com que dirigiu sua resposta à pergunta de Bernardo Mello Franco, que já não acredita que Lula possa ultrapassar a decisão judicial que o afastaria da sucessão.

Dilma disse que o PT ainda não discutiu quem poderá substituir a candidatura do ex-presidente em 2018. “Trata-se”, frisou, “de uma obra aberta. Do nosso ponto de vista, essa discussão não pode ser antecipada”. E acrescentou: “Não seremos nós os algozes da democracia. Algozes da democracia são aqueles que se unem ao presidente Michel Temer que pensam até na implantação de um Parlamentarismo para permanecer no poder. Os que livraram Michel Temer do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal são os mesmos que me condenaram. E indagou: Serão necessárias mais gravações com malas de dinheiro?  Isso porque o golpe contra mim não foi uma peça de um ato só. Foi para evitar que as investigações chegassem até eles, os integrantes do atual governo.

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COMO O CONSUMO CRESCEU, SE OS INVESTIMENTOS BAIXARAM?

Reportagem de Marcelo Correa, Marina Brandão, Cassia Almeida e Gabriel Martins, em O Globo, destaca o crescimento de 0,2% do Produto Interno Bruto anunciado pelo governo na sexta-feira, acentuando que o consumo das famílias brasileiras foi responsável pelo avanço, o qual, embora pequeno, pode significar uma melhora no cenário econômico. Entretanto, uma pergunta deve ser respondida pelo Planalto ou pelo IBGE: como o consumo evoluiu se os investimentos no mês de julho ficaram no pior nível desde 1996, de acordo com matéria de Vinicius Neder e Daniela Amorim, em O Estado de São Paulo.

As duas informações são incompatíveis, porque, se os investimentos caíram, como explicar o crescimento do consumo? O IBGE deve decifrar o enigma.

Os salários não aumentaram, o desemprego caiu para 13%, mas a queda não inclui os contratos de trabalho com carteira assinada. Não é fácil acreditar que os empregos informais possam ter avamçado numa escala de 0,5%, o que se choca com a lógica dos fatos. Por exemplo: qual foi o método utilizado pelo IBGE para aferir o crescimento do trabalho informal?

Quanto ao trabalho formal, o cálculo pode ser feito à base das contribuições para o INSS e para o FGTS. Esta fórmula não pode ser aplicada ao universo da informalidade de modo geral, mesmo levando-se em conta que trabalhadores avulsos se tornam contribuintes do INSS para garantir sua futura aposentadoria. Mas como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística conseguiu assinalar a expansão da informalidade? Esperemos uma explicação.

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CBF CONTRATA AGÊNCIA PARA NEGOCIAR PUBLICIDADE NA TV

Ítalo Nogueira e Sérgio Rangel, na Folha de São Paulo do dia 2, revelam que a CBF está disposta a dobrar o valor dos direitos de transmissão dos jogos do selecionado brasileiro, abrindo uma disputa entre a Rede Globo e outras redes que possam estar interessadas no contrato. Pretende vender os direitos por 466 milhões de reais, abrangendo a Copa de 2018 até a de 2022, incluindo os jogos amistosos que a equipe realizar.

São, ao todo, 37 partidas previstas incluindo TV aberta, TV a cabo e Internet. O preço de 466 milhões representa o dobro do contrato anterior adquirido pela Rede Globo.

As regras básicas permitem ofertas conjuntas de diferentes emissoras, porém a exclusividade conduz ao valor atualmente fixado pela CBF.

Um dado curioso do projeto da Confederação Brasileira de Futebol, a meu ver, reside no fato de a entidade ter contratado a agência Synergy Football, que tem sede na Suíça, para formatar o contrato a ser firmado, ou com a Rede Globo ou incluindo outra emissora.

Acho difícil outra emissora entrar na área do futebol na televisão. Temos o exemplo do que aconteceu em junho quando a Globo recusou-se a comprar horários para transmissão de amistosos da Seleção Brasileira na Austrália. Um possível contrato foi firmado entre a CBF, de um lado , e de outro a TV Brasil e a TV Cultura. Resultado: audiência mínima marcou o episódio.

Mas esta é outra questão. O que se estranha é a contratação de agência intermediária quando o problema pode ser resolvido fácil e diretamente pela própria CBF com a Globo, ou então com a Globo e outra emissora. O contrato pode dispensar a intermediação.

6 thoughts on “Dilma apaga Lula da sucessão e diz preferir Alckmin a João Dória ou Bolsonaro

  1. A parte mais importante da entrevista de Dilma é tambem aquela que os antilulistas não suportam e tentam esconder a todo custo. Mas a realidade sempre se impõe. É quando Dilma revela a dimensão de Lula e participação de Lula nas eleições de 2018:

    ..outro dia ele (Lula) falou claramente: Participarei da eleição preso ou solto, condenado ou absolvido, vivo ou morto. Ele participará da eleição.

    https://goo.gl/cLPGn6

    O plano de impedir Lula pela via judicial será um fracasso.

    • Com 65% de rejeição o Lulla é uma carta fora do baralho e o candidato que o PT escolher vai querer estar longe do bandido. Só os idiotas, ainda, acreditam que o Lulla vai estar em 2018 fazendo campanha política.

      • Rejeição de Lula que cai a cada rodada das pesquisas? mesmo sem dar entrevistas e sendo acusado por todos os lados?

        Enquanto os outros tem rejeição crescente com o passar do tempo?

        Até mesmo a rejeição aos membros do judiciário só faz aumentar….

        Onde isso vai desaguar?

  2. A expansão do consumo foi em parte provocada pelas liberações do FGTS e do PIS-PASEP, e por contratações no setor público. Não haverá aumento significativo do investimento privado enquanto a demanda não causar o esgotamento da capacidade ociosa que existe hoje em todos os setores, e nem do investimento público enquanto o déficit for crescente pelo não-corte de gastos e pela queda de arrecadação. É este o cerne do problema.

  3. O grande e experiente Jornalista Sr. PEDRO DO COUTTO foca em 3 Assuntos da semana:

    1- A Presidenta DILMA (70) PT, considera quase certa a confirmação de Condenação do Presidente LULA pelo TRJ-4, o que o impede ( Lei da Ficha suja) de se candidatar a Presidência da República.
    Assim, prefere enfrentar o Gov. ALCKMIN, ao Prefeito-SP JOÃO DÓRIA ou Dep. Fed. BOLSONARO. Está certa a Presidenta DILMA nessa questão. Numa época que o Povão está rebelde contra os Políticos tradicionais, o “Gestor” JOÃO DÓRIA” ( que aliás é o que comunica melhor de todos), e o “outsider” BOLSONARO teriam mais Votos do que o veterano Gov. ALCKMIN.

    2- O IBGE informa que o PIB 2º Tri/2017 cresceu 0,2% depois do 1% PIB 1º Tri/2017, e assim acabou tecnicamente a Recessão de 8 Tri.
    Que o CONSUMO foi o responsável embora o IINVESTIMENTO Público/Privado tenham ainda caído.

    Nosso ilustre Colega Sr. WILSON BAPTISTA JÚNIOR acima, explica magistralmente o Fato, em brilhantes poucas linhas.

    Achamos que a recuperação será lenta mas de crescente intensidade, e que para 2018 ( Ano de Eleição Presidencial), haverá grande injeção de CRÉDITO pelo Sistema Bancário ( Público e Privado), que o Governo não é tolo. Seus mais potentes cartuxos, os gastará em 2018.

    3- Os Dirigentes da CBF, depois de verem as barbas de seu ex-Presidente e Diretores anteriores “pegar fogo”, trataram de botar suas “barbas de molho”, contratando uma Empresa intermediária para fazer a Licitação dos Jogos da Seleção Brasileira Copa do Mundo 2018 e 2022.

  4. Talvez na única vez que posso ter a mesma opinião(simpatia?) que a ex- Presidenta, temo que essa afirmação dela mais atrapalhe do que ajude meu candidato preferido. Aliás vai aqui mais uma vez um conselho ao Dória.:
    Desista dessa candidatura agora, a melhor coisa a se fazer é apoiar o Alckmin, não faltarão oportunidades para que se lance a voos maiores, temo que suas “asas” ainda não estejam completamente desenvolvidas para uma candidatura contra o seu criador. Tucanos, reconheçam que não são como águias, não voam muito bem e portanto é necessário que voem em conjunto, nunca separados/brigados, senão correm o risco de mais uma vez não chegar na presa.

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