Doria anuncia que Bolsonaro deve assinar decreto sobre armas nesta sexta-feira

Doria Bolsonaro

Bolsonaro se reuniu com João Doria durante uma hora

Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

O presidente Jair Bolsonaro sinalizou nesta quinta-feira, dia 10, que deve assinar amanhã o decreto que flexibiliza a posse de armas. A informação é do governador de São Paulo, João Doria, e da deputada federal eleita Joice Hasselmann (PSL-SP), que estiveram reunidos por cerca de uma hora com o Presidente da República no Palácio do Planalto.

O texto do decreto está sob análise da Subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil (SAJ). Em etapa de finalização, também passa por nova avaliação dos ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

MAIOR VALIDADE – Um dos pontos que já têm a aprovação de Moro e do governo, segundo o Estado apurou, é o aumento do prazo de validade da autorização da posse de armas, dos atuais 5 para 10 anos.

No encontro, Doria levou para Bolsonaro quatro questões do Estado de São Paulo. A primeira foi o projeto de privatização da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) e a mudança de endereço. A nova área que será ocupada não foi divulgada por Doria, mas ele disse que Bolsonaro foi “muito positivo” e o assunto deve avançar.

CAMPO DE MARTE – Eles também falaram sobre o seu projeto de um parque, administrado pela iniciativa privada, na área do Aeroporto do Campo de Marte e do museu aeroespacial. Doria destacou que a pista de pouso e decolagem será mantida mesmo sem utilização.

Doria falou, ainda, sobre a ida a Davos para participar do World Economic Forum. Ele afirmou que Bolsonaro e seu discurso no evento serão um grande palco para exibir “o novo Brasil” com visão liberal.

6 thoughts on “Doria anuncia que Bolsonaro deve assinar decreto sobre armas nesta sexta-feira

  1. Acima da lei

    Ao não comparecer ao MP-RJ na tarde desta quinta-feira (10/01), tal como parecia estar acertado, Flávio Bolsonaro usou de uma das prerrogativas que detém como deputado estadual. Como parlamentar, tem o direito de agendar previamente data e hora para um depoimento. Mas este é seu único direito. Parlamentar ou não, não lhe é permitido recusar o testemunho e tampouco lhe é dado o direito de conhecer o que se investiga.

    Flávio Bolsonaro, como ele mesmo fez questão de divulgar pelas redes sociais, não é alvo das investigações do Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro. Irá depor na condição de testemunha. Como tal, não há do que se defender. Logo não lhe é garantido o acesso ao que vem sendo investigado.

    No caso em apuração, os Bolsonaros, por mais amigos que sejam de Queiroz, o motorista que teve movimentações financeiras consideradas atípicas para seus vencimentos, não possuem traço de parentesco com o mesmo a impedir qualquer depoimento. Logo, como qualquer cidadão, devem comparecer quando convocados. (…)

    Logo, se à testemunha não é permitido conhecer o que outras testemunhas disseram, como que o deputado Flávio Bolsonaro entende ser possível ele conhecer antes o teor inteiro do Inquérito como condição para atender a uma convocação para testemunhar?

    Certamente ele não impôs esta condição com base nas leis vigentes no país. Pois nelas não encontra respaldo. Provavelmente o está fazendo por se entender acima das leis. Afinal, é filho de quem é.

    https://goo.gl/APCbfP

  2. Li que estão pensando em exigir que a posse da arma esteja vinculada à compra de um cofre para que em caso da ausência de seu proprietário outras pessoas em especial crianças não possam manuseá-la.

    Realmente a população precisa do direito de defender sua família e propriedade, bandidos pensarão duas vezes antes de invadir uma residência.

    A crueldade e covardia dos criminosos de hoje é tão grande que a não reação da vítima não garante mais que ficarão ilesas.

    Vamos ver o resultado na prática, pois pior não deve ficar.

    • Claro.. vamos fazer um experimento social,… liberar as armas.. ver se aumenta o número de mortes por armas de fogo (como vários estudos apontam)…
      depois de uma década …quem sabe.. vamos rever a legislação….

      e tudo ficará bem …

      Algumas informações sobre o tema:

      Ampliar acesso a armas não reduz conflitos com mortes, mostram dados científicos

      Ter arma em casa aumenta número de morte de crianças, mostram estudos

      Antes do Estatuto do Desarmamento taxas de homicídio cresciam de forma alarmante

      De 1980 até 2003 (antes do estatuto do desarmamento, quando o porte de armas era mais flexível), as taxas de homicídios subiram em ritmo alarmante, com alta de aproximadamente 8% ao ano. A situação era tão crítica que, em 1996, o bairro Jardim Ângela, em São Paulo, foi considerado pela ONU como o mais violento do mundo, superando em violência até mesmo a guerra civil da antiga Iugoslávia, que à época estava a todo o vapor. Em 1983 o Brasil tinha 14 homicídios por 100.000 habitantes. Vinte anos depois este número mais do que dobrou: alcançando 36,1 assassinatos para cada 100.000. Para conter o avanço das mortes foi sancionado, em 2003, o Estatuto do Desarmamento, que restringiu drasticamente a posse e o acesso a armas no país e salvou mais de 160.000 vidas, segundo estudos. Atualmente a taxa está em 29,9 o que pressupõe que o desarmamento não reduziu drasticamente os homicídios mas estancou seu crescimento.

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