Em Harvard, o juiz Moro diz que não há risco de intervenção militar no Brasil

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Sérgio Moro foi entrevistado pelo juiz Erik Navarro

Por G1 PR

O juiz federal Sérgio Moro disse que a lei e a democracia estão sendo fortalecidas no Brasil, durante participação em um painel sobre crimes de “colarinho branco” na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (16). Antes de responder à primeira pergunta, o juiz comentou a situação atual do país, afirmando que a “democracia não está em risco no Brasil, absolutamente não”.

Responsável pelos processos da Lava Jato na 1ª instância, Moro disse que é possível olhar de duas maneiras para o país hoje: com vergonha, devido à corrupção sistêmica, que “revelou certas falhas de nossos governos democráticos”; ou com orgulho, considerando que as autoridades e a população estão fazendo o melhor para aplicar a lei contra a corrupção.

PROPINAS –  Entrevistado pelo juiz Erik Navarro, Moro também falou sobre o pagamento de propina em grandes casos de corrupção, quando há o envolvimento de agente público que detém muito poder e pode agir em “diferentes meios”. Ele citou que, na Lava Jato, delatores disseram que a regra do jogo era pagar propina, sendo que, alguns, não souberam dizer exatamente o que receberiam em troca.

“Às vezes você não encontra uma troca específica, isso por aquilo”, disse Moro. Ele citou uma cena do filme “O Poderoso Chefão” – que mostra um pedido de favor, sem que nada fosse exigido em troca imediatamente – para ilustrar que, em atos de corrupção, nem sempre a troca ocorre na hora. “Às vezes é cobrado apenas no futuro”, afirmou.

SEGUNDA INSTÂNCIA – Moro falou também sobre o início do cumprimento da pena após o julgamento em 2ª instância. “Acho que é uma evolução no sistema, especialmente para crimes cometidos por pessoas poderosas”, afirmou.

Defensores da prisão após 2ª instância alegam que réus com condições de pagar bons advogados podem arrastar o processo por meses e até décadas. Do outro lado, quem é contra esse entendimento afirma que ele fere a Constituição e a presunção de inocência. O caso de maior repercussão recente de um réu preso após condenação em 2ª instância é do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

ACORDOS DE DELAÇÃO – Para o juiz alguns acordos de colaboração do Brasil, para crimes de colarinho branco e pagamento de propina deveriam ser mais duros.

“Acho que estamos melhorando nossa lei no Brasil. Alguns doss acordos deveriam ser mais duros contra os criminosos. Mas você tem que considerar as condições das negociações que os procuradores têm”, detalhou.

Moro ainda rebateu críticas sobre o uso de prisões preventivas para forçar acordos de colaboração e voltou a afirmar que a maioria dos acordos foi fechada por investigados soltos.

FORO PRIVILEGIADO – Moro defendeu o fim do foro privilegiado, inclusive para juízes. “É importante que todos, não importa quão poderosa a pessoa seja, possam ser julgados pela lei”, disse.

O evento é realizado anualmente por alunos e ex-alunos brasileiros da Escola de Direito de Harvard e tem como tema, nesta edição, “A lei o século XXI”. Também participaram do congresso a procuradora-geral da República Raquel Dodge, o juiz federal Marcelo Bretas , que cuida das ações da Lava Jato no Rio de Janeiro, e o ministro do STF Luís Roberto Barroso.

7 thoughts on “Em Harvard, o juiz Moro diz que não há risco de intervenção militar no Brasil

  1. O agente Moro-Globo foi dizer ao Tio Sam que está prestes a concluir a sua missão de entregar o Brasil para o domínio dos Estados Unidos.

      • O meu também. Vende essa merda logo para os Estados Unidos! Só assim essa bosta vai pra frente. Chega de romantismo do tipo “A vale é nossa” “o petróleo é nosso”, “Foda – se o Halloween, bom mesmo é o saci pererê ” e outros mais. Chega de romantismos bobões ou mal -intencionados. Queremos dinheiro, se possível em dólar!

  2. Que raio de democracia é essa, que estaria correndo risco, se nunca existiu Democracia de verdade no Brasil, mas, isto sim, apenas plutocracia putrefata com jeitão de cleptocracia e ares fétidos de bandidocracia ?

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