Enquanto o Brasil privatiza, a Europa e os Estados Unidos voltam a estatizar empresas

Resultado de imagem para privatização chargesCarlos Newton     Ilustração de Alexandre Beck (Arquivo Google)

O sempre atento jornalista Sergio Caldieri envia à Tribuna da Internet uma oportuna reportagem de Cristiane Sampaio, publicada no site da Associação dos Engenheiros da Petrobras – Aepet, mostrando que os Estados Unidos, principal referência para o sistema capitalista, figuram na terceira posição do ranking de reestatizações, que é liderado por Alemanha e França.

A surpreendente reportagem mostra que o Brasil está andando na contramão da política contemporânea, pois a primeira e única pauta prioritária da equipe econômica do governo Jair Bolsonaro é privatizar todas as estatais, à exceção do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, pois a Petrobras está sendo toda fatiada e em breve pouco sobrará dela.

NA HORA ERRADA – A entrega dos principais ativos da Petrobras está acontecendo justamente quando a empresa brasileira se torna a petroleira com mais possibilidade de crescimento no mundo, pois desde 2016 está extraindo petróleo no pré-sal ao custo de apenas 8 dólares/barril, baixo valor só alcançado em alguns campos do Oriente Médio.

O fato concreto é que  a grande mídia, capitaneada pela Organização Globo, está escondendo dos brasileiros a realidade sobre a Petrobras, cuja capacidade de crescimento é hoje a maior no mundo. A previsão é de que em 2026 a produção brasileira de petróleo já seja superior a 5 milhões de barris/dia. Só o supercampo de Búzios estará produzindo mais de 2,4 milhões de barris/dia. O Brasil então passará a ser grande exportador, podendo vender mais de 2 milhões de barris/dia em petróleo cru ou em derivados, se governo tivesse juízo e investisse em refinarias, ao invés de vender as que já existem.

REESTATIZAÇÃO – A reportagem de Cristiane Sampaio, que cita como fonte o site “Brasil de Fato”, destaca a pesquisa realizada em 2017 pela entidade holandesa Transnational Institute (TNI), que  identificou a ocorrência de pelo menos 884 casos de reestatização, entre os anos de 2000 e 2017. No total, 835 empresas que haviam sido privatizadas foram remunicipalizadas e outras 49 foram renacionalizadas.

Segundo o mapeamento, a tendência se mostra mais forte na Europa, onde somente Alemanha e França respondem por 500 casos, e os EUA figuram na terceira posição do ranking, tendo registrado 67 reestatizações no período monitorado pela TNI. Mas a tendência é registrada também em outros países, como Japão, Argentina, Índia e Canadá.

A TNI aponta que, nesses países, a prestação dos serviços públicos sofreu alta no preço e queda na qualidade. O processo de reestatização de empresas ganhou fôlego especialmente de 2009 para cá, quando foram registrados mais de 80% dos 884 casos mapeados.

DESDE TEMER – O Brasil entrou na contramão da tendência mundial no governo de Michel Temer (2016-2018), quando se iniciaram o fatiamento de empresas da Eletrobras e a tramitação do processo de fusão da Embraer com a americana Boeing, numa operação atualmente questionada na Comissão Europeia, que aponta risco de redução da concorrência no mercado.

Sob o governo Bolsonaro, o país acelerou a privatização, com uma lista de 17 empresas a serem vendidas pelo governo, como Correios, Telebrás, Casa da Moeda, Eletrobrás e Serpro. Em julho, o governo vendeu parte da BR distribuidora, subsidiária da Petrobras, pelo preço de R$ 8,6 bilhões. Com isso, a participação da estatal na empresa se reduziu de 71,25% para 41,25%. De modo geral, a área de energia está entre as mais visadas pelos atores que defendem as desestatizações. Também se somam a ela os serviços de água e transporte, por exemplo.

Essa política é contestada por especialistas, como o analista político Marcos Verlaine, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), para quem a lista de privatizações do governo tende a comprometer aspectos elementares da soberania nacional. Outro comentarista, Euclides de Figueiredo, assinala que na Noruega os setores essenciais da economia pertencem ao Estado e ao seu Fundo Soberano – o maior do mundo, constituído com os recursos advindos da exploração petrolifera – agora exauridos – mas com um valor superior a 3,5 trilhões de dólares, que garante toda a assistência social, saúde, educação, tudo do mais alto nível.

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P.S. 1 –
Por ironia do destino, a opção da Noruega segue o modelo criado para o Brasil pelo regime militar de 1964, que vem sendo desmontando desde o governo de Fernando Henrique Cardoso. Curiosamente, o desmonte está sendo concretizado por um presidente oriundo do Exército e que montou um governo mais militarizado do que nos tempos da ditadura.

P.S. 2 – A atual pauta de privatizações das empresas públicas brasileiras encontra resistência também nos segmentos sociais. Uma recente pesquisa Datafolha mostrou que 67% dos brasileiros rejeitam a ideia. Mas quem se interessa? (C.N.)

48 thoughts on “Enquanto o Brasil privatiza, a Europa e os Estados Unidos voltam a estatizar empresas

  1. Prezado C.N.

    Vossa Senhoria realmente acredita numa pesquisa feita pela folha de são paulo? Sentimento que mais observo nos supermercados, feiras livres e bancos, com pessoas das mais diferentes classes sociais, seria contrária a essa pequisa, a ineficiência pública notória e a falácia dos argumentos pró estado.

      • Embraer mais recentemente. Foi vendido o controle da empresa, mais o governo ainda tem parte das ações e receberá seu quinhão dos lucros.

        Incorreta ao meu ver seria as distribuidoras de energia estaduais, esses governos deveriam ter ficado com uma pequena participação nos crescentes lucros anuais.

  2. Diz a história que a ambição maior de Bolsonaro sempre foi apenas se dar bem na vida, e que só foi para o exército porque era o único jeito de escapar do miserê de Xiririca, atual Eldorado Paulista, SP, da Caverna do Diabo, Vale do Ribeira, tb conhecido à época da sua infância como “Vale da Fome”, incorporado ao velho “Ramal da Fome”, que abrange parte do sudoeste-paulista, que, desde o golpe de 1930, praticado pelo golpista gaúcho, Getúlio Vargas, após ter sido derrotado nas urnas pelo brilhante bacharel paulista, Júlio Prestes, de Itapetininga, SP ( então Athenas do Sul-paulista), daquela região, que, com o país sob Getúlio, passou a sofrer as agruras dos boicotes e embargos do governo do ditador Vargas, fato esse que rendeu àquela região o estigma de “Ramal da Fome”. Estigma esse que sempre causou grande indignação aos políticos mais jovens e mais modernos da região que, em 1990, em reposta ao abandono da região, levantaram a Bandeira do Movimento São Paulo do Sul, tal seja a criação de um novo estado-membro naquela região, liderado pelos primos Carlos, Paulo e José Roberto, de grande repercussão regional, nacional e até internacional, que levou à loucura os governos do PMDB e PSDB, durante anos, cujo projeto fora levado à Câmara Federal pelo então deputado pelo Paraná, Edi Siliprandi, onde se encontra engavetado até os dias de hoje, portando há quase trinta anos, ao que consta. Daí, é como se a marcha da história do sistema político podre, com a eleição de Bolsonaro, tivesse devolvido àquela região o mandato presidencial que lhe fora roubado em 1930, há 90 anos. Resta saber se o Bolsonaro tem noção dessas coisas. Daí, no exército, durante a ditadura, ainda segundo a história, Bolsonaro passou a ser malvisto pelos superiores que nele detectaram o diferencial mercenário da obsessão por dinheiro, por enriquecimento, o qual passou a ser levado em rédeas curtas até ser descartado, via promoção com a patente de capitão com apenas 33 anos de idade, ao que consta, salvo engano, começando a partir daí a sua trajetória político-partidária-eleitoral, com a sua obsessão financeira então livre, leve e solta.

  3. As perguntas que tem de ser feitas:
    o Brasil vai ganhar com as privatizações?
    Vão ser gerados novos empregos?
    Vão haver novos investimentos?
    A qualidade dos produtos vai melhorar?
    Os produtos vão ficar mais baratos?
    O valor arrecadado por impostos vai aumentar?
    O valor de venda vai ressarcir todos os investimentos realizados?
    Vai haver remessa de lucros às matrizes e com isso aumentar ainda mais o deficit de contas correntes?
    E, por fim, porque as empresas compradoras não constroem empresas do zero, gerando, aí sim, mais empregos e investimentos diretos?
    Alguém teria resposta aos benefícios que o país teria com certas privatizações?

    • Caro José Vidal, permita, assino em baixo, mil vezes. lamento a situação que vivemos , uma republiqueta democradura, com os 3 poderes, mais que podres, poucos não estão com a mão no cofre publico a roubá-lo. ladrões da caneta, que roubam 220 milhões de babacas, os da bala, com derramamento de sague alcança algumas dezenas, a grande Mídia escandaliza. 141 milhões de votos de Esperança, jogados no lixo. Bolsonaro, foi péssimo milico e deputado federal, é o Lula com mas escola, querendo ser salvador da Pátria, mais está destruindo o Brasil, e pergunto, onde andam os Generais em defesa do Brasil com suas mordomias. 10 meses de desgoverno, de entreguismo ao capital, com o Paulo Guedes, como barata tonta, o tal que arrebentou as caixas de pensões das Estatais. Só nos resta rezar a Deus-Pai, pedindo sua Misericórdia. Finalizo com Gandhi: todo governo é hipócrita, só que os politiqueiros dos 3 poderes, abusam da hipocrisia!!!

  4. O grande cientista brasileiro José Walter Bautista Vidal, de saudosa memória, que foi professor de três grandes Universidades e autor de 14 livros, considerava que energia é de área das mais estratégicas e que o Estado precisa ser dono (ter o controle). Claro que pode e deve fazer parcerias. Nem é preciso ter curso na Escola Superior de Guerra para entender que ele tem toda a razão.
    É impressionante que esses palpiteiros que consideram que é preciso vender / privatizar tudo (só porque há vulnerabilidade à corrupção), nem sequer fazem ressalvas quanto a venda para os estrangeiros. Não têm visão e capacidade de avaliar o significado ruinoso da desnacionalização da Economia.
    O Desembargador Pedro Valls Feu Rosa, em pronunciamento por ocasião da abertura do XXV Curso de Política e Estratégia da ADESG-ES em 01/07/2010, bem alertou sobre as consequências graves para a nação da entrega de ativos estratégicos nacionais para grupos estrangeiros.
    Vai aí para revisar, pequeno trecho desse pronunciamento:
    “Concluiu-se, ainda, que o Brasil, após 2020, deverá ser um dos grandes exportadores de petróleo e de produtos agrícolas do planeta, o que robusteceria profundamente sua economia; também confere: basicamente é a continuação da economia extrativista que há 500 anos retira do Brasil riquezas naturais a preço de banana em troca de bens industrializados importados a peso de ouro.

    Sobre este aspecto, as gerações contemporâneas, na ansiedade de agradar o capitalismo estrangeiro, engendraram uma segunda “abertura dos portos” – esta última, entretanto, de resultados calamitosos para um país que pretende se desenvolver.

    Em verdade, o processo de desnacionalização da economia que se promoveu no nosso país, até onde pesquisei, não encontra paralelo no planeta!

    Citarei um pequeno exemplo: há coisa de um ou dois anos planejou-se vender uma das maiores empresas privadas da França a um grupo norte-americano – um negócio absolutamente lícito.

    Mas eis que os Poderes constituídos daquele país, de forma aberta e frontal, anunciaram ser aquela empresa uma jóia do país, que não poderia ser vendida, e que tudo fariam para impedir o avanço das negociações.

    O resultado: a empresa continua francesa, e agora revitalizada.

    Em nosso país o processo histórico contemporâneo foi diferente: Venda-se! Entregue-se!

    Nos últimos anos, incríveis 60% das empresas brasileiras negociadas foram parar nas mãos de estrangeiros.

    Foi assim que chegamos no insólito país cujos habitantes compram o leite de suas próprias vacas, a água mineral de suas próprias nascentes e a maioria dos produtos de sua própria terra de empresas estrangeiras aqui instaladas.

    Da indústria alimentícia à mineração, da comunicação à siderurgia, dos transportes à energia, o que o Brasil possuía de melhor foi vendido a grupos estrangeiros. Um país não pode se desenvolver verdadeiramente sob tais condições. “

  5. Mais uma piada do ano esse de estatizar empresas num país que já mostrou no que deu isso.

    O editor se esquece de que países onde não tem punição para os corruptos como o nosso, principalmente os da máquina pública, ao contrario dos EUA ou a China, onde existe prisão perpétua e até pena de morte, estatal é o mesmo que galinheiro com raposas tomando conta.

    Editor, vc está no Brasil. Acorda.

  6. Já se esqueceram da Vale e da Telefonia, em que a primeira hoje , ainda pertence ao estado em 30% e só com impostos que paga ao governo este fatura varias vezes o lucro ao estado do que quando era estatal.

    Na telefonia hoje se tem mais telefones que habitantes. Antes somente 25% da população tinha telefone que custava uma fortuna e para se ter um tinha que esperar 6 anos.

  7. Sou a favor que o estado tenha quantas empresas quiser, desde que não tire dinheiro da educação, saúde, segurança, pesquisa, de lucro, pague salários de mercado, funcione tal qual uma empresa de mercado, demita os maus funcionários os dispensáveis e ineficientes, prenda os administradores corruptos, não vejo nenhum problema.
    Alguém conhece uma estatal assim?

  8. “O 1º Grupamento de Engenharia entregou, no dia 2 de outubro de 2019, o último trecho da duplicação do Lote 2 da BR-101, no estado de Sergipe. O trabalho foi executado pelo 4º Batalhão de Engenharia de Construção (4º BEC) e faz parte de um Termo de Execução Descentralizada (TED) firmado entre o Exército Brasileiro e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.”

    -Pronto! A rodovia agora já pode ser “privatizada”…

  9. Para esses que só têm elogios para a privatização das TELES, e nem fazem qualquer ressalva, vai aí para reflexão esse texto de 2002. Pena que não podemos colocar aqui tudo o que sabemos sobre as manobras sórdidas do canalha FHC e sua trupe no propósito de desmontar o Estado brasileiro. Não foi à toa que o professor Bautista Vidal escreveu um livro (7º) com o título ‘O Esfacelamento da Nação’ (com prefácio dos grandes Barbosa Lima Sobrinho e General Antônio Carlos de Andrada Serpa).

    Brasília, DF, DEZ./2002

    Telefonia

    No Jornal do Brasil de 25/04/2002, sobre telefonia, com o título: Dor do Crescimento, coloca-se de início o que segue: “A privatização da telefonia é sem dúvida uma das principais obras do governo Fernando Henrique Cardoso”. Essa análise nos parece bem superficial, perdoe-nos o editorialista. Seria preciso analisar os prós e os contras de maneira bem aprofundada, com conhecimento de causa.

    Vamos fazer uma síntese dessa questão, para conhecimento dos leitores ainda não bem esclarecidos, o que vem refutar isso que foi dito em tão rasgado elogio a essa privatização/desnacionalização: entreguismo profundamente vergonhoso de fantástico patrimônio estratégico da nação (… na mesma linha da política de destruição da nação Argentina, levada a cabo pelo entreguista e traidor Carlos Menem).

    A Embratel (empresa americana de telecomunicações – dez./2002) e as demais empresas do grupo TELEBRÁS, que deram lucro líquido em 1997 de R$3.960.000.000, mais uns quebrados (isto, antes da privatização, quando a tarifa básica da telefonia fixa era de apenas R$4,00 – hoje está por volta dos R$30,00 – dez./2002), foram vendidas com estimativa para serem totalmente pagas em cerca de 3(três) anos, SÓ COM O LUCRO. É bom lembrar que àquela época o Real valia quase o mesmo que o dólar e o Sr. Luiz Carlos Mendonça de Barros, então Ministro das Telecomunicações (aquele mesmo envolvido nas gravações/’grampos’ do BNDES, que tomava partido por certa concorrente, chegando a dizer numa certa passagem dessas fitas, que poderia até lançar mão do ‘grande chefe’), disse publicamente que a avaliação de 30 bilhões de dólares para as empresas de telefonia a serem privatizadas (já com redução, pois a primeira estimativa foi US$40 bilhões) feita pelo grupo do Sr. Sérgio Motta, era um chute muito alto e que o valor mais “coerente”, como base para o leilão, era de 12 bilhões de dólares (praticamente 3 vezes o lucro líquido de 1997).

    Na contramão dessa política nefasta, até empresas ESTATAIS de outros países vieram para cá participar dessa tremenda pechincha.

    Houve e continua havendo muita PROPAGANDA ENGANOSA.

    Nessa privatização o governo FHC, entregou para grupos estrangeiros o que se pode considerar uma ‘galinha dos ovos de ouro’ da nação. Hoje há muitos brasileiros que têm telefone mas não têm dinheiro para pagar a conta telefônica. Telefone barato sim, porém a conta é alta demais para a maioria dos brasileiros.
    Por bem menos a TELEBRÁS (com algumas parcerias) teria colocado telefone para a maioria dos brasileiros de todas as regiões e esse fantástico lucro continuaria sendo da nação brasileira.

    O mais grave no entanto não foi o preço muito baixo dessa ‘venda’ e sim a retirada de emprego dos brasileiros pelo fomento da indústria de equipamentos e componentes no exterior, para manutenção e ampliação do sistema de telefonia no país, em razão da preferência de aquisição desses materiais e equipamentos nos países de origem dessas multinacionais estrangeiras, além da vinda de profissionais da área de telefonia (grandes executivos, engenheiros e técnicos ) para trabalhar à frente dessas empresas aqui no Brasil.

    Desnacionalizaram empresas de área estratégica, de valor da ordem de US$100 BILHÕES (100 bilhões de dólares), por algo em torno de 22 bilhões de reais, em pagamento muitíssimo facilitado. Além disto, em razão de ter havido ágio (parcela do menor preço ofertado, acima do preço base), houve uma enorme redução de imposto, cujo montante chegaria próximo dos 50% desse ágio.

    Mesmo para aqueles que tenham pouca ou nenhuma visão dessa área tecnológica, não seria difícil estimar um valor mínimo para tudo o que havia instalado (em casas, prédios, ruas, bairros, cidades, e também cabos submarinos, satélites, etc, etc, ) em todo o território nacional , além dos prédios das administrações e todo o patrimônio em geral. Basta pegar o lucro líquido de um ano ( por exemplo o lucro de 1997, último ano antes da privatização, quando o Real valia quase o mesmo que o dolar: R$3.960.000.000,00 ou US$3,96 bilhões e multiplicar por 25 ( 25 anos ), que vai dar R$99.000.000.000,00 ou pelo dolar do final de 1997/início de 1998: próximo dos US$99 bilhões.

    Com essa privatização será desmontado, se ainda não foi, o Instituto de Pesquisas da TELEBRÁS, que desenvolvia tecnologia para o Brasil.

    Esta e outras privatizações/desnacionalizações, da forma que foi, é o que se pode chamar de CRIME HEDIONDO DE LESA-PÁTRIA.

    Recomendamos a leitura dos seguintes livros: O BRASIL PRIVATIZADO, de Aloysio Biondi – Editora Fundação Perseu Abramo – São Paulo, SP, e A VERDADE SOBRE AS ESTATAIS, de Paulo Gomes – Editora Brasília Jurídica.

    • Com a telefonia antiga somente 25% dos brasileiros podiam ter um telefone.

      Ou seja, 75% dos brasileiros eram lesados neste sistema.

      Esse “lesar a pátria” inclui a população?

    • Prezado Milton Vieira de Souza Lima,
      a melhor opção seria aquela que os países asiáticos tomaram, uma economia nem totalmente estatal, nem totalmente de livre-mercado.
      Deveríamos saber que nenhum país consegue desenvolver-se e reduzir as desigualdades através da produção de produtos com nenhum ou com baixo valor agregado.
      Eis um link interessante cujo estudo pode corroborar esse entendimento:
      https://arxiv.org/pdf/1701.03770

  10. Um estudo feito diz que a maneira de reduzir a desigualdade social é o país produzir produtos de complexidade econômica. Um meio termo entre a economia estatal e a de mercado;
    No Brasil, por exemplo, o programa que visava a substituição de importações trouxe a ineficiência econômica.
    No Chile a liberalização total (mercado) também não trouxe os benefícios quanto a produzir produtos de complexidade econômica.
    Os dois países caíram várias posições no ranking de complexidade econômica do MIT.
    A comparação entre as economias dos países asiáticos de alta performance e os países da América Latina em relação aos produtos produzidos em 1970 e atualmente, explica como os países asiáticos conseguiram diminuir as desigualdades sociais, com políticas hibridas estatais-livre mercado, enquanto os países da América Latina permaneceram estagnados quanto à redução das desigualdades.

    https://arxiv.org/pdf/1701.03770

    • Sim, estamos no Brasil e inseridos na AL. Mas isso não impede que as ideias econômicas que visam um desenvolvimento sustentável, produzindo produtos que tenham valor agregado sejam descartadas.
      Enfim, apesar do negativismo reinante, vou sempre defender aquilo que acho certo. E, claro, não mantendo a mente mouca às ideias diferentes.

      • Eu vou defender aquilo que deu certo.

        Não acredito em ideal. Não é um produto da realidade e sim da mente humana e a mente, mente.

        Infelizmente o brasileiro é vítima de uma educação caseira e escolar das piores do mundo. Por isso ela está nos últimos lugares nas avaliações internacionais.

        Aqui o misticismo ideológico se sobrepõe à realidade, que é onde ocorrem as causas e os efeitos e sem percebê-las o indivíduo se perde em fantasias.

          • Os países ingleses.

            A Australia por exemplo, com a metade da idade do Brasil, é um dos tres melhores países do mundo.

            Nem é preciso falar dos EUA, que no século XIX já era a maior potência industrial do planeta.
            O Canadá, o Reino-Unido, etc…

          • Países ingleses?
            Austrália um dos três melhores países do mundo?
            De qq maneira, os países ingleses que são referência em tecnologia são os EUA e a Inglaterra. Acho que já escrevi que ambos protegeram suas indústrias para poderem se desenvolver. De qualquer maneira, tirando a influência do número de pessoas para comparação, a lista dos países com a melhor renda per cápita são esses:
            https://www.gfmag.com/global-data/economic-data/richest-countries-in-the-world

          • Caro José Vidal,
            esse negócio de tecnologia não é suficiente para colocar um país rico. É uma boa componente para isso mas não é tudo.
            A Austrália e Canadá, considerado dois paises dos melhores do mundo em qualidade de vida, não demonstram ter muita tecnologia própria. Talvez uma ou outra e olhe lá.
            Ainda a pouco a Bombardier, canadense, foi vendida à Airbus.
            E por aí vai.

            Enfim, a verdade é que o Brasil está na contra-mão do mundo e não é de hoje.
            Parece que este nosso país não faz parte do planeta.
            Só há caminho para o Brasil: o milagre de mudar radicalmente de comportamento cultural e econômico na forma de agir e ou ver o resto do mundo.
            Abs

          • Caro Mario Jr.,
            não esqueça de um componente muito importante na hora de comparar países: o número da população. Ambos os países, Austrália e Canadá tem um PIB menor que o Brasil, porém a população é bem menor. Assim o PIB per cápita é muito maior que o nosso..

          • É verdade.
            É outra cultura bem diferente da do brasileiro, que não observa a lógica na sua maneira de agir.

            Enfim, a coisa aqui tá preta, 30 milhões de desempregados, 13 milhões deles pela administração nefasta do partido do crime, o PT.
            E por aí vai.

  11. Parabenizo os novos participantes do blog TI.

    Em, especial ao Sr. Souza Lima, endosso seu
    comentário..

    Só lembrando aos incautos,(entreguistas),No governo COLLOR injetou recursos na Embraer,tornou se pujante na gestão do Brigadeiro, não me falha memória Ozires…

    Hoje,os gringo compraram e fecharam, deixando milhões di cabeça pensante desempregados.

  12. “Segundo os dirigentes sindicais que atuaram na época da privatização, o governo Collor foi responsável por cortar investimentos e apoio as exportações das empresas estatais brasileiras.”

  13. O ALTISSIMO SEJA LOUVADO …SEMPRE …

    Prezados parabéns pelo nivél do debate sobre as nossas mazelas economicas..em especial os que defendem o nosso amado BRASIL ( desprezo aqui os canalhas atuais que se dizem nacionalistas..mas na verdade são os partidários de joaquim silvério dos reis …uns vermes …).

    Teve um comentárista que citou o “progresso’ de duas nações … (hum), esquecendo este que estas nações fazem parte de um mesmo time de “protencionistas’…só defendem seus interesses… (lembrem-se de foster dulles…e sua frase …lembrem-se…dele sempre …)

    Tem general aqui em nosso país que só sabe bater continência aos EUA … só isso .
    Para aqueles que acham que a nação americana chegou a onde chegou somente por ser a “terra da liberdade’ devia atentar para o que pensam seus presidentes…quando são empossados ..no cargo…e só para ver o quanto são NACIONALISTAS roxos e sem aspas vejam o discurso de posse do PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS GENERAL ULYSSES GRANT..vejam por si mesmos o que é que um PRESIDENTE ( AINDA MAIS SENDO GENERAL GUERREIRO COMO FOI..) DEVE FAZER E PENSAR SOBRE O SEU DESTINO E QUE ESTE DEVA FAZER PARA ENGRANDECER AINDA MAIS SUA NAÇÃO E SEU POVO …
    Nós aqui sempre fomos “divididos” uma sociedade que não aceitou INSERIR no seu desenvolvimento social e economico seus ESCRAVOS LIBERTOS … uma sociedade que só teve olhos para os “estrangeiros” os de inicio como IMIGRANTES CONVIDADOS CHEIOS DE BENESES, enquanto os NEGROS LIBERTOS ..nem escolas , nem moradias dignas e nem acesso ao mercado interno de consumo…a estes apenas a MARGINALIDADE do processo social e dignidade .
    Agora ..só estamos colhendo o fruto de nossa INSANIDADE social e economica..um gigante cheio de trairas ..e uma elite que só enxerga seu ‘umbigo’… Verdadeiros Canalhas…
    Nosso tempo de nos levantarmos já passou ..perdemos o “bonde” da HISTÓRIA…

    O ALTISSIMO SEJA LOUVADO SEMPRE ..
    SALMO 103 PARA TODOS …

  14. O que o CN diz: “pois desde 2016 está extraindo petróleo no pré-sal ao custo de apenas 8 dólares/barril, baixo valor só alcançado em alguns campos do Oriente Médio.” não tem lógica, vejam que no pré-sal temos uma lâmina de água de 2000 metros, perfurar mais 3 mil metros em camadas de sal que são corrosivas e difícieis de manter, dizerr que sai mais barato que o petróleo dos árabes: Ainda temos a logistica das plataformas que custam bilhões ficarem a 300, ou até 600 Km da costa.
    Na Arábia tiram petróelo a 150 metros de profundidade e os poços ficam 30 km da costa, tem oleoduto e o pessoal vai por terra trabalhar num poço que só tem uma torre de extração.
    Só quem não entende nada é que fala esta besteira que o a Petrobrás tira petróleo a 8 dorares o barril, está mais barato que a água potável usada nas plataformas.

    • Sua imensa cultura me deixa perplexo, Mauri (a verdade está lá fora)… Deve ser para escondê-la que você usa pseudônimo…Quanta presunção.! E quanta preguiça! Se colocasse no Google “pré-sal + 8 dólares”, veria que a Petrobras chega a tirar a 7 dólares o barril.

      CN

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