Entre os planos sinistros de Gilmar e Toffoli, apenas a libertação de Lula foi conseguida

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Charge do Kacio (Site Metropoles)

Carlos Newton

Já explicamos diversas vezes aqui na Tribuna da Internet que o ministro Dias Toffoli não tem vida própria, funciona como boneco de ventríloquo de Gilmar Mendes, que desde o início se aproximou dele e se tornou seu preceptor. Quando Toffoli assumiu a presidência do Supremo, em setembro de 2018, eles se livraram de Cármen Lúcia e passaram a colocar em prática seus planos sinistros de manipulação da política.

E o principal objetivo era inviabilizar a Lava Jato, para libertar Lula da Silva e evitar a prisão de Miche Temer, Aécio Nevesz, Eliseu Padilha, Paulo Preto e muitos outros.

JUSTIFICATIVA – Quando Jair Bolsonaro assumiu, Toffoli habilmente se aproximou dele e em fevereiro, na reabertura do Congresso, apresentou seu surpreendente plano do pacto entre os poderes.

No discurso, Toffoli usou como justificativa a necessidade de promover as reformas necessárias à retomada do desenvolvimento, a isca deu certo, todo mundo adorou. Houve vários encontros com Bolsonaro e os dirigentes do Legislativo, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, tudo ia bem, essa união contra a Lava Jato interessava a todos, inclusive a Bolsonaro, por causa das rachadinhas familiares.  

Gilmar e Toffoli articulavam a proibição ao cumprimento da pena após segunda instância, mas faltava um voto – o de Rosa Weber. Só podiam colocar em discussão quando houvesse certeza absoluta da posição dela, pois Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello já haviam declarado os votos, diversas vezes.

Mas não existe plano perfeito, porque sempre aparecem as cisrcunstâncias, já dizia o grande pensador espanhol Ortega Y Gasset.

MALHA FINA – Havia pedras no caminho. Desde julho de 2018, Toffoli já estava com a imagem emporcalhada, pois os jornalistas Eduardo Barretto e Filipe Coutinho, da revista “Crusoé”, denunciaram que o ministro recebia, mensalmente, transferências no valor de R$ 100 mil de sua esposa, Roberta Maria Rangel, sem pagar imposto, e o Banco Mercantil do Brasil não informava a movimentação ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).  

Ainda em fevereiro de 2019, três semanas após Toffoli ir ao Congresso propor o pacto, foi divulgado que o Coaf fizera um pente fino em 800 mil contribuintes “politicamente expostos”, que incluem sócios, parentes, amigos e empregados de autoridades dos três poderes. Houve várias triagens até que sobraram apenas 134 cidadãos na malha fina, entre eles o ex-ministro Blairo Maggi, a ministra Isabel Gallotti, do STJ, o desembargador Luiz Zveiter, do TJ-RJ, o ministro Marcelo Ribeiro, do TSE, além de… Gilmar Mendes e sua esposa, Guiomar Feitosa Mendes, e a atual mulher de Toffoli, a advogada Roberta Maria Rangel.

INQUÉRITO DO STF – Esse imprevisto mudou os planos originais. O ministro Gilmar partiu para o ataque, armou uma confusão, denunciando estar sendo perseguido pelo Ministério Público, com apoio de auditores do Coaf e da Receita.

Duas semanas depois, em março, sem a menor base legal, Toffoli abriu um inquérito para apurar ofensas a ministros do Supremo e seus familiares, indicando Alexandre de Moraes para relatar. Moraes se deixou levar e fez o serviço sujo. Mandou suspender a investigação da Receita contra os 134 contribuintes apanhados pelo Coaf e determinou o afastamento de dois auditores fiscais: Wilson Nelson da Silva e Luciano Francisco Castro.

Blindados pela suspensão das investigações, Toffoli e Gilmar retomaram o pacto dos três poderes e a luta contra a Lava Jato. Atendendo à defesa de Flávio Bolsonaro, o presidente do STF então assinou uma liminar e mandou parar todas as investigações, inquéritos e processos com base em relatórios do Coaf, que não tivessem prévia autorização judicial – ou seja, todas elas.

SILÊNCIO NO TRIBUNAL – Como não houve forte reação no STF e na opinião pública, Toffoli se sentiu seguro para pautar o julgamento da prisão após segunda instância e o caso Coaf, até porque já contava com o voto de Rosa Weber.

Quando colocou em votação, a ministra nomeada por Lula fez o serviço, mas surpreendeu ao final do voto, dizendo que tinha uma discordância com o relator, a qual esclareceria no decorrer do julgamento.

Ao final, quando desempatou em 6 a 5, Toffoli foi interpelado por Edson Fachin sobre a necessidade de a ministra Rosa Weber concluir o voto dela. Os ministros Luiz Fux e Marco Aurélio apoiaram, e Toffoli entrou no desespero, porque Rosa Weber ia defender o trânsito em julgado após o STJ, o que manteria a prisão de Lula.

TUDO POR LULA – Foi por isso que Toffoli interrompeu abruptamente a fala de Marco Aurélio, resumiu o julgamento em poucas palavras, dizendo que o voto do relator fora apoiado por 6 a 5 e encerrou abruptamente a sessão.

É claro que a maioria dos ministros não concordou com o comportamento faccioso e ditatorial de Toffoli. Três semanas depois, no decisão do caso Coaf, veio a derrocada. Suas teses foram derrotadas por 9 a 2 e 8 a 3. As investigações sobre Flávio Bolsonaro e Fabricio Queiroz já estão sendo retomadas, assim como a apuração dos 134 apanhados na malha fina do Coaf/Receita.

Por fim, os auditores fiscais e procuradores, humilhados por Toffoli, Gilmar e Moraes, agora poderão saborear o dose gosto da vingança.    

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P.S.1
Como se constata, daquele plano sinistro apenas a libertação de Lula foi consumada, e de forma ilegal, porque o acórdão ainda nem foi publicado e não tem valor legal. Além do mais, em nenhum momento o julgamento proíbe prisão após segunda instância, o que os ministros vetaram foi apenas a obrigatoriedade do cumprimento antecipado da pena, conforme logo saberemos, quando o acórdão for redigido pelo relator.

P.S. 2Jamais um ministro foi tão humilhado quanto Dias Toffoli, que no julgamento do caso Coaf mudou seu voto na undécima hora e aderiu ao de Alexandre de Moraes, para não perder a relatoria. Ao ser nomeado para o Supremo, em 2009, Toffoli não tinha notório saber. Agora, não tem mais reputação ilibada, porque foi flagrado manipulando seus atos na presidência do STF, algo que jamais ocorrera na História Republicana. (C.N.)  

11 thoughts on “Entre os planos sinistros de Gilmar e Toffoli, apenas a libertação de Lula foi conseguida

  1. Considerando que estamos no Brasil, espanta gente como Cunha e Cabral ainda estarem encarcerados. Com algum dinheiro e pressão midiática e quase tudo se consegue em Banânia. Bolsonaro foi um grito de socorro do povo que tem vergonha na cara. O quanto estavam certos, só o tempo dirá.

    • Povo que tem vergonha na cara e consciência não vota em sem-vergonha, como é o caso do sistema podre, amaldiçoado, que só vive de inventar mentiras, 171, roubalheira e comilança, à paisana e fardado.

  2. De novo?
    O STF apenas interpretou corretamente, desta vez, o que diz a Constituição a respeito da prisão em segunda instância. Apenas em casos fundamentados isso pode ser levado a efeito (a chamada prisão preventiva).
    Quanto a Toffoli, errou quando proibiu liminarmente o compartilhamento de dados da COAF (hoje UIF). O compartilhamento de dados da RF sem autorização judicial é mais polêmico, tanto é que Marco Aurelio e Celso de Mello votaram contra.

    • Caro Vidal,

      É como eu tenho comentado por aqui: tem comentarista que se comporta como cheerleader de político (só falta o pompom no bumbum) e torcedor de Fla-Flu. Se tal ministro vota conforme seus desejos, é maravilhoso; se o contraria, é vagabundo ordinário…..

      “Êh, ô, ô, vida de gado
      Povo marcado
      Êh, povo feliz!”

  3. A manada já sabe, né?

    No STF, vagabundos e desonestos, só mesmo Toffoli e Gilmar Mendes…..

    Os demais são tutti buona gente !!! ……..kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk xD

    Quanto ao Johnny Bravo, um sujeito que é político profissional há 30 anos, não passa de um inocentinho que foi enganadinho pelos Malvadões Toffoli e Gilmar ……

    Quem quiser enlevar sua consciência que acredite nesse continho de fadas……

    Fica bonito dar destaque a uma narrativa em que o STF não é de todo ruim, né não, inocentinhos????????

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk xD

    “Êh, ô, ô, vida de gado
    Povo marcado
    Êh, povo feliz!”

  4. Como se vê na charge, e reiteradamente nos seus escritos, para o C.N., o Concurso Público para ingresso em cargos estratégicos da república é de suma importância, questão até de vida ou morte, mas ainda não o vi falar nada em favor da Democracia Direta com Meritocracia que propõe o Concurso Público Padrão para todos os cargos eletivos, até como instrumento de moralização de todos os demais concursos, e que tira o monopólio das eleições das mãos sujas do sistema político podre e do dinheiro sujo e o coloca nas mãos limpas da Meritocracia.

  5. Vamos dar a volta por cima indo às ruas para pressionar o senado a tirar os canalhas do STF e abrir um novo tempo de justiça no Brasil.
    Ou ficar a pátria livre ou morre pelo Brail !

  6. “Notório saber” e “reputação ilibada” são “fakes” inseridas em outra “fake”, a Constituição “cidadã” – aquela que já foi estuprada por mais de 100 emendas.

  7. VOCÊ C.N. DISSE QUE GILMAR E TOFFOLLI QUERIAM A LIBERTAÇÃO DO LULA, MAS É UMA GRANDE MENTIRA DESTE VELHO UDENISTA. O GILMAR FOI CONTRA A INDICAÇÃO DE LULA PARA O MINISTÉRIO DO LULA, POR EXEMPLO, GILMAR FOI A FAVOR DA PRISÃO EM PRIMEIRA INSTANCIA, PRIMEIRA VEZ. OS BANDIDOS DE ESTIMAÇÃO DO GILMAR SÃO SERRA [que já se hospedou no ap. de Serra], AÉCIO E OUTROS TUCANOS. ENTÃO VC C.N. MENTIU.

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