Estamos em plena SUCESSÃO PRESIDENCIAL: candidatos sem segurança e o verdadeiro, oculto por elipse, mas com autenticidade

Muitos podem admitir, acreditar e até escrever, interrogando: Aécio não era o candidato que apresentava como opção entrar para o PMDB, com o apoio e a boa vontade de Lula? Era. Mas em política e em eleição, como na própria vida, a coerência consiste em mudar e não em ficar.

Sem possibilidade de ter Aécio nos seus quadros, o PMDB, maior partido nacional, considerava que a vice-presidência era uma “conquista” mais do que razoável e compensatória.

Mas esse PMDB não exibirá nenhuma revolta se não der o vice. Em 2002 e 2006, Lula foi buscar o vice, um quase desconhecido José Alencar, hoje um símbolo nacional de resistência, otimismo, fé e esperança.

Portanto, nenhuma linha do que está neste ensaio ou análise antecipada pode ser considerada visão esdrúxula, que palavra, ou interpretação visionária. Os fatos não desmentem nem por um instante a revelação de agora. Embora tudo possa acontecer diferente, mas não de forma contraditória ou desastrada.

Fica faltando o DEM, que não é pedra importante neste xadrez. Já na eleição para presidente do Senado, DEM e PSDB ficaram de lados opostos. De qualquer maneira, haja o que houver, o DEM não ganhará a presidência nem a vice. Nem em 2010, nem depois.

Essa união entre dois candidatos tidos como inconciliáveis ou até irreconciliáveis, facilitaria encontros para a eleição de governadores e o preenchimento das duas vagas para o Senado.

Seria uma espantosa e escandalosa UNIÃO NACIONAL. No pluripartidarismo, esses acordos são mais do que naturais, principalmente por acontecerem antes da eleição.

Serra, Dilma e Aécio têm uma data comum: 31 de março de 2010, desincompatibilização. E um fato que resiste a interpretações: o destino ou o futuro da R-E-E-E-L-E-I-Ç-Ã-O.

PMDB, PSDB, PT-PT e DEM, os quatro maiores partidos, não estarão representados por Serra ou por Dilma. Mas todos estarão perto do Poder, é o que interessa. O TERCEIRO MANDATO SEGUIDO, mais do que um sonho, uma obsessão, talvez leve os acordos para outra trajetória.

Dilma e Serra podem estar ultrapassados antes de outubro de 2010. Dona Dilma é porta-voz e porta-estandarte de um presidente de quem depende fundamentalmente, mas que ainda aposta no terceiro mandato. Se tiver que sair, Lula corre o tremendo perigo de apoiar um perdedor, perdão, uma perdedora.

José Serra quer voltar a 2002, “minha vez é agora, estou com 60 anos. Com 68, e a mesma falta de credibilidade, charme, carisma e fascínio, terá mais condições de se apossar do Planalto-Alvorada?

PS- De qualquer maneira, inseparáveis ou irreparáveis, Serra-Dilma têm tudo para transformar 2010 num Vietnã ou Afeganistão, sem o menor suspense ou mistério. Que República.

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