Ex-aliada, Joice diz à CPI como atua o “gabinete do ódio” da família  Bolsonaro

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Joice explicou como funciona o esquema dos seguidores-robôs

Luiz Felipe Barbiéri, Fernanda Calgaro e Elisa Clavery
do G1 e da TV Globo

Em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Fake News (CPI da Fake News), a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) detalhou nesta quarta-feira (4) como seria a atuação do grupo que ficou conhecido como “gabinete do ódio”, que funcionaria no Palácio do Planalto.

Segundo ela, uma rede de assessores, comandada pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) e pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filhos do presidente Jair Bolsonaro, seria encarregada de promover ataques virtuais nas redes sociais contra desafetos da família e adversários do governo.

OS MENTORES – “Carlos e Eduardo são os cabeças, os mentores”, afirmou a deputada aos integrantes da CPI, afirmando que os filhos do presidente têm rede de perfis que espalham fake News.

Ex-líder do governo no Congresso Nacional, Joice passou a ser alvo de ofensas nas redes e foi destituída em outubro, após contrariar o governo. Na ocasião, ela se recusou a apoiar o nome de Eduardo Bolsonaro na disputa pela liderança do PSL na Câmara.

O nome “gabinete do ódio” surgiu em referência aos assessores que ocupam uma sala no terceiro andar do palácio, próximo de onde despacha o presidente Jair Bolsonaro.

ESTRATÉGIA – Na audiência da CPI, a deputada afirmou que o grupo atua com uma estratégia bem definida e organizada, que começaria com uma lista de personalidades consideradas “traidoras” e que seriam escolhidas como alvo dos ataques. “Qualquer pessoa que eventualmente discorde [da família Bolsonaro] entra como inimigo da milícia”, disse.

A publicação dos posts com memes ou ofensas seguiria um calendário estabelecido pelo grupo e uma rede de parlamentares e assessores, além de robôs, seria responsável por compartilhar as mensagens de forma articulada a fim de viralizá-las nas redes o mais rápido possível.

“Escolhe-se um alvo. Combina-se um ataque e há inclusive um calendário de quem ataca e quando. E, quando esse alvo está escolhido, entram as pessoas e os robôs. Por isso que, em questão de minutos, a gente tem uma informação espalhada para o Brasil inteiro”, afirmou Joice.

TRECHOS DE CONVERSAS – A deputada fez uma apresentação para mostrar como funciona o esquema de distribuição de ataques e notícias falsas. Ela exibiu trechos de conversas no Whatsapp atribuídas ao “gabinete do ódio”, com orientações sobre os procedimentos a serem seguidos. Os diálogos teriam sido repassados por um integrante do grupo.

“Essas informações foram passadas a mim. Por óbvio, vou preservar a fonte. Eu não faço parte desse grupo, demorei para conseguir essas informações, porque é muito sigiloso, mas até algumas pessoas que fazem parte entendem que todos os limites foram estourados”, afirmou.

A parlamentar relatou ainda ter usado um software desenvolvido por uma universidade americana para analisar os perfis no Twitter do presidente Jair Bolsonaro e do deputado Eduardo Bolsonaro.

SEGUIDORES-ROBÔS – Segundo Joice, quase 2 milhões dos seguidores dos perfis deles são robôs.

Ainda de acordo com ela, o software americano identificou 21 perfis do aplicativo Instagram usados pelo grupo que seriam interligados para distribuir o conteúdo de memes e notícias falsas a algumas páginas do Facebook.

“Estou mostrando o modus operandi, estou mostrando pessoas ganhando dinheiro público para atacar pessoas”, disse, em referência aos assessores lotados no Planalto.

17 thoughts on “Ex-aliada, Joice diz à CPI como atua o “gabinete do ódio” da família  Bolsonaro

  1. A moça falou em ABIN paralela…..

    A moça falou em ABIN paralela…

    Deveria ser algemada e levada a interrogatório, daqueles dos anos 60 que essa gentalha toda andou valorizando….

  2. Joice, Joice…..

    E aquela sua “denúncia” sobre uma revista que teria recebido 600 milhões de reais em espécie para “destruir” o seu então queridinho Jair Bolsonaro?

    Por que a senhora nunca disse qual revista era?

    Por que a senhora nunca disse de onde veio o dinheiro?

    Por que a senhora nunca disse quem teria pago a revista?

    Por que a senhora nunca forneceu evidências ou provas, recorrendo ao surradíssimo recurso de afirmar que “uma fonte de confiança me disse”?

    Jogando essa porcaria no ar há duas semanas do primeiro turno, a intenção nunca foi denunciar nada, por que nada havia né, Joice? A senhora queria apenas elevar a temperatura política, caldo de cultura ideal para o bolsonarismo.

    Agora que a senhora se tornou pária diante da tchurminha bolsonarista, a senhora está vendo com que laia imunda se misturou, com que tipo de vagabundos se meteu? Por toda a parte nas redes sociais os vagabundos bolsonaristas só sabem fazer referência ao seu físico e a sua pessoa, chamando-a de “porca”, “gorda”, “Peppa Pig”…..

    Será que a senhora vai aprender alguma coisa com tudo isso?

    “Quem com porcos anda, farelo come”

  3. Enquanto o gabinete de ódio do pastor na presidência é exposto… Lula, Dilma e Mantega são absolvidos da acusação de organização criminosa, a invenção de Janot para ganhar os holofotes da mídia, o “quadrilhão”.

    http://bit.ly/2RmgyVo

    A rapadura é doce mas não mole não.. lamenta o antilulista.

  4. A ser verdadeira a informação dada no link acima, da deputada Joice, de que “A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), que na tarde desta quarta-feira (04/12/2019) denunciou a existência de um esquema coordenado de divulgação de boatos e ataques nas redes em depoimento na CPMI das Fake News, revelou que foi pressionada por membros primeiro escalão do governo a não falar ao colegiado” isto significa que pelo menos 4 ministros e outras pessoas influentes no Palácio do Planalto tentaram impedir o depoimento de Joice. Se tentaram impedir é porque sabiam que o que Joice iria informar era verdade, e não fake news. Ao que tudo indica, esses quatro ministros, pelo menos, e mais a pessoa influente que pretendeu demover Joice de prestar este depoimento à CPMI estavam sabendo que o uso de milhões de reais do dinheiro público estavam sendo utilizados por milícias digitais para disseminar fake news com ajuda de sofisticados robôs, o que é crime não só contra o erário, mas crime de calúnia e difamação contra desafetos do governo Bolsonaro – o Gabinete do Ódio.

  5. Vá firme e forte, deputada. sem medo de enfrentar a corja. Xingar Joice para tentar intimidá-la e desqualificá-la, além de burrice e covardia e canalhice de torpes engravatados. Nesse linha, já entrou Bolsonaro. Claro, o maior das trapalhadas não poderia ficar de fora. Aos berros, depois de comer pastel, chamou a deputada de “idiota”. Idiota é o próprio Bolsonaro, que não manda apurar as sérias denúncias, com provas, da deputada.

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