Ex-assessor acusa Ana Valle, ex-mulher de Bolsonaro, de fraudar o seguro DPVAT

Senador pede convocação de ex-mulher de Bolsonaro para a CPI | VEJA

Ana Valle também colocou seus parentes nas rachadinhas

Deu em O Globo

Em entrevista ao “Jornal Nacional”, nesta terça-feira, um ex-funcionário da família Bolsonaro associou Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro e ex-chefe de gabinete do vereador Carlos Bolsonaro, a um esquema de fraude envolvendo o seguro DPVAT, pago a vítimas de acidentes de trânsito.

Ana Cristina, que é investigada pelo Ministério Público do Rio (MP-RJ) pela prática de rachadinha quando atuava no gabinete do vereador na Câmara Municipal do Rio, teria participado de um esquema operado pelo advogado Marcelo Morgado, que já foi alvo de investigação da Polícia Civil.

LAVAGEM DE DINHEIRO – Segundo Marcelo Luis Nogueira dos Santos, que foi nomeado entre 2003 e 2007 no gabinete do então deputado Flávio Bolsonaro e trabalhava como funcionário doméstico de Ana Cristina, a ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro teria no esquema “uma forma de lavagem de dinheiro” dos recursos obtidos via rachadinha, isto é, do recolhimento de salários de assessores lotados no gabinete de Carlos Bolsonaro. Procurada pela TV Globo, a defesa de Ana Cristina não se manifestou.

Na investigação da rachadinha, o MP identificou que Ana Cristina foi sócia de um escritório de advocacia, o Valle Ana Advogados, e de duas empresas de seguros na época em que era chefe de gabinete de Carlos.

Todas as firmas foram registradas em endereços próximos à Câmara Municipal. Segundo um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), mais da metade dos débitos na conta bancária de uma das seguradoras entre 2008 e 2015, totalizando R$ 1,1 milhão, se deu com saques em espécie.

VALORES RETIDOS – No escritório de advocacia, Ana Cristina tinha como sócia Lidiane Castro Morgado, mulher de Marcelo Morgado, investigado por fraudes no DPVAT.

Um inquérito da Polícia Civil apontou o endereço do escritório de advocacia de Ana Cristina como o local onde teria ocorrido a prática de estelionato contra uma das vítimas, que receberiam adiantamentos em espécie para arcar com valores de funerais de parentes.

Depois, o advogado receberia procurações das vítimas para sacar o seguro e reteria parte deste valor.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Caramba! Ganhar dinheiro fácil até em funeral dos outros é realmente um show de criatividade até mesmo para Ana Cristina Valle, a mestre das rachadinhas, que colocou sete parentes seus no esquema da família Bolsonaro. Ela merece o Oscar de Efeitos Especiais. (C.N.)

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