Extradição de Battisti, impunidade de Gilmar Mendes

Hoje, quando o presidente do Supremo abriu a sessão na qual seria o principal personagem, oito ministros já haviam votado. Quatro a FAVOR da extradição, quatro CONTRA.

Foram sessões atípicas, com a intimidação do próprio governo da Itália, cujo presidente chegou a escrever carta ao presidente Lula. (Coisa rara: meus parabéns a Lula, que esteve na Itália e se recusou a conversar sobre o assunto com o primeiro-ministro Berlusconi).

Nas semanas que antecederam o voto de Gilmar Mendes, já se sabia que na sua hora, três coisas aconteceriam. 1- Seu voto seria longo, cansativo e monótono. 2- O presidente, pelo vazio do seu voto, seria desanimador. 3- Gilmar Mendes ficaria a FAVOR da extradição.

As duas premissas iniciais, confirmadas. E depois de 3 horas e 24 minutos, Gilmar Mendes disse as palavras que não terão a menor importância: “VOTO A FAVOR DA EXTRADIÇÃO”. Mais do que presidente do STF, Gilmar é o campeão mundial do óbvio, ou melhor, do ÓBVIO ULULANTE, como pretendia Nelson Rodrigues.

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