Fachin prorroga por 60 dias o inquérito de Renan, Jucá, Maia, Eunício e Lúcio

Parlamentares que são investigados no inquérito, da esquerda para a direita: Eunício Oliveira, Rodrigo Maia, Romero Jucá, Renan Calheiros e Lúcio Vieira Li,a (Foto: Arte/G1)

Os quatro ases e um coringa estão sob investigação

Matheus Leitão
G1 Brasília

Eunício Oliveira, Rodrigo Maia, Romero Jucá, Renan Calheiros e Lúcio Vieira Lima

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou pedido feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e prorrogou por 60 dias o prazo para conclusão das investigações de inquérito sobre o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e outros quatro parlamentares acusados de receber propinas da Odebrecht: o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), o senador Romero Jucá (MDB-RR) e o deputado Lúcio Vieira Lima (MDB-BA).

Em despacho apresentado nesta semana, Fachin acolhe o pedido da PGR e determina o envio do processo à Polícia Federal para conclusão das investigações.

O inquérito foi aberto após delação premiada da Odebrecht e apura se os parlamentares receberam R$7 milhões em propina da construtora para aprovar a medida provisória que tratou de incentivos tributários a produtores de etanol e à indústria química em 2013.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Renan e Jucá estão acostumados a inquéritos que jamais terminam e prescrevem. Mas os outros três são estreantes e estão preocupados, especialmente Lúcio Vieira Lima, que era o ocupante do apartamento dos R$ 51 milhões. Pode ser que desta vez aconteça alguma coisa, porque o inquérito está submetido a Fachin, que gosta mais de prender do que soltar. (C.N.)

7 thoughts on “Fachin prorroga por 60 dias o inquérito de Renan, Jucá, Maia, Eunício e Lúcio

  1. Afinidades eletivas
    “Person of the Year”, Moro tira foto com Doria em NY
    KENNEDY ALENCAR

    A foto de Doria com Moro é uma excelente peça de campanha para um candidato a governador do PSDB que disse que visitaria Lula em Curitiba. Para o juiz que colocou o petista na cadeia, é mais um exemplo de suas afinidades eletivas. Nem foi a primeira pose ao lado de um tucano. Sem surpresa. Doria estava na dele e no ambiente dele. O magistrado só foi imprudente, dirão, porque, afinal, ele pode tudo.

    Pior mesmo foi o discurso de Moro, uma análise política rasa sobre corrupção e democracia, uma mistura de lição de moral com falsa modéstia, um chamado aos empresários para que não caiam nas garras desses políticos malvados e corruptos.

    O juiz disse que hesitou a respeito da possibilidade de receber o prêmio “Person of the Year”, da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, porque não sabia se um magistrado, nas palavras dele, “deve chamar esse tipo de atenção”. Segundo Moro, “Judiciário e juízes devem atuar com modéstia, de maneira cuidadosa e humilde”.

    Sem dúvida, é uma ponderação correta e totalmente em sintonia com o traje a rigor da noite de gala, anual e nova-iorquina, que já virou símbolo da cafonice e do complexo de vira-latas da elite brasileira.

    Para um juiz que interveio ilegalmente no processo político em 2016, divulgando uma gravação de Dilma e Lula ao arrepio da lei, traz enorme conforto o ensinamento de que, “apesar de dois impeachments presidenciais e um ex-presidente preso, não houve e não há sinais de ruptura democrática”.

    Realmente, não merece crédito nenhuma teoria conspiratória sobre o interesse dos Estados Unidos nas consequências da Lava Jato em relação às grandes empresas brasileiras que eram competidoras das americanas na América Latina e na África. É detalhe o Departamento de Justiça dos EUA considerar normais e produtivos os contatos informais com procuradores e magistrados brasileiros. Softpower pouco é bobagem. Que se dane a mulher de César.

    A servidão voluntária de uma elite deslumbrada, apegada ao auxílio-moradia e outros privilégios de casta, faz o serviço completo e ainda agradece a homenagem _porque abaixo do Equador o Supremo segura a barra, legaliza e avaliza a coisa toda.

    https://goo.gl/9S4LSM

    • Pobre sr Alex, defensor do falso pai dos pobres, hoje engaiolado na bela Curitiba. Pobre jornalista, irmão do dono de gráfica que acabou se desmoralizando, para lavar grana para a lesa enxotada por impeachment.. Moro mora (com trocadilho, por favor) no coração da imensa maioria dos brasileiros. E continuará morando. Como o larápio-mor continuará morando numa cela. Pode até mudar de lugar. Mas, sempre para uma cela.

  2. Se alguém se meter com o Renan, ele, como das outras, vezes chama logo de ” Juizeco ” e as excelências botam o rabo entre as pernas se não estiverem com o próprio preso.

  3. 0:25 segundos do link abaixo:

    https://www.youtube.com/watch?v=L5I2JmsSZfs

    Sobre Renan, sempre bom lembrar:

    Nenhum ministro do STF (nem mesmo os mais boquirrotos) jamais veio a público negar a afirmação que Renan (ladrão contumaz da república) fez em plena sessão de julgamento do impeachment, confessando interferência direta para que Gleisi e seu marido não fossem indiciados. Medo de Renan? Ou cumplicidade mesmo?

    “Poderes independentes e harmônicos entre si”

    Só os trouxas acreditam nisso……

  4. Do pó para o pó .???

    iz Gaspar foi subcomandante do Grupamento de Radiopatrulha Aérea da PM de São Paulo. Tinha abaixo dele mais de 400 policiais e respondia por quase 30 aeronaves da PM em todo o estado. Em 2008, a filha dele, Tamires Correa Gaspar, abriu uma empresa em sociedade com Felipe Ramos Morais, piloto preso em Goiás na segunda-feira (14) por ter participado da morte de dois chefes de uma facção criminosa de São Paulo, Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, Fabiano Alves de Souza, o Paca.
    Felipe é apontado pela polícia de São Paulo como piloto dessa facção e já foi condenado por traficar cocaína usando um helicóptero. Ele foi encontrado usando o documento falso de outro piloto, que estava desaparecido e era suspeito de levar drogas do Paraguai para Goiás. À Polícia Civil, o preso teria dito que usava o documento falso por ter feito serviços para organizações criminosas e ter medo de ser encontrado por esses grupos.

    A empresa aberta pelo piloto se chama G. F. Assessoria Aeronáutica Ltda. Felipe Ramos Morais era sócio e administrador. A filha do coronel assinava apenas como sócia – na época, ela tinha 19 anos. De acordo com o registro na Junta Comercial de São Paulo, em março do ano passado, Felipe foi retirado da sociedade e o Coronel Gaspar, agora aposentado, entrou no lugar dele. Os dois ficaram amigos numa rede social em março de 2012. Quatro meses depois, Felipe foi preso com 173 kg de pasta base de cocaína neste helicóptero.

    As iniciais G e F, da G. F. Assessoria Aeronáutica, também aparecem em outra empresa de Felipe Rramos Morais, que tem quatro helicópteros, dois deles envolvidos no transporte de drogas: G. F. Helicópteros. A mãe e a irmã do piloto têm uma terceira empresa: a G. F. Táxi aéreo.

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