Faltam 13 meses para 2010, as pesquisas avaliam “certeiramente”, Serra, Dilma, Ciro, que não são candidatos. Deixam de fora, o único que tem legenda, ambição e Poder que se chama Luiz Inácio Lula da Silva.

Em 1929, o presidente Washington Luiz escolhia como seu sucessor (a rotina da época), o governador de São Paulo, Julio Prestes. Mandou telegramas para todos os governadores, comunicando a indicação, “e pedindo apoio para o indicado”.

Todos se manifestaram a favor, era o jogo. Só o governador da Paraíba, João Pessoa mandou telegrama incisivo, elucidativo, definitivo: “NEGO”. Quando foi assassinado, a palavra NEGO, colocada na bandeira da Paraíba onde está até hoje, gloriosa e explicativa.

Agora, 80 anos depois, o presidente Lula movimenta e confunde a própria sucessão e com a acoplagem e conivência dos institutos de pesquisa, “lança candidato”. Com a agravante de que esse candidato (candidata) além de não ter votos, não tem legenda nem condições de se firmar. Pois o nome do governo não é ela, que “guarda” momentaneamente um lugar que na hora certa será devidamente preenchido.

Desde a frustrada, apressada e cobiçada República, só a reeeleição de FHC obteve sucesso, paga pelo amigo Sérgio Motta. Em 1898, tentaram a reeeleição de Prudente, ele nem admitiu. Em 1902 Campos Sales queria muito, os outros não queriam. Até FHC ninguém tentou, até mesmo nas ditaduras.

Alguns teriam possivelmente conseguido, como Juscelino em 1960, Jânio em 1961, quando renunciou. JK lançou sua candidatura 5 anos depois, Jânio, o típico aventureiro político, nem pensou nisso, queria mais, não conseguiu nem o menos.

O único que tentou até então, João Goulart, difusamente, sem um plano objetivo e determinado, pretendia continuar ilegalmente, foi derrubado também ilegalmente.

Com isso surgiu a ditadura de 64, uma fórmula nova que raros ou raríssimos perceberam: ao contrário do habitual, montaram uma ditadura FIXA, com um ditador ROTATIVO. Que precisava ter três características. 1- General de 4 Estrelas. 2- Da ativa. 3- Que se comprometesse a cumprir única e exclusivamente um mandato.

Depois do vice Sarney e do vice Itamar, surgiu o assombroso Lula. Candidato ao governo de SP, tirou quarto com cinco candidatos, três vezes seguidas derrotado para presidente, fato único na História Ocidental.

Continuando como fato único, Lula a seguir ganhou duas vezes. Como obteve uma incrível repercussão internacional, Lula considera que é um direito dele, empatar o número de derrotas e vitórias, ou seja, conseguir o terceiro mandato. Trabalhava para isso, abstratamente, não ostensivamente, fingindo que apoiava ou apoiaria alguém.

Agora, abandona o “eu não quero”, “não admito, “não sou candidato”, mostra acintosamente que ele “é o cara”, declarando e exigindo: “O POVO TEM QUE VOTAR NA CONTINUIDADE”. Ora, se está absoluto nas pesquisas e se considera que o povo faz o que ele quer, por que exigiria a CONTINUIDADE PARA ALGUÉM QUE NÃO ELE MESMO?

Agora as pesquisas feitas de forma estranha e não entendida ou decodificada, colocam três nomes na frente, numa não confirmada preferência: Serra, Ciro e Dilma. Nenhum dos três tem perfil presidencial, nenhum dos três tem voto para chegar ao Planalto, dois deles já tentaram, foram derrotados.

Esses três, d-e-f-i-n-i-t-i-v-a-m-e-n-t-e, não são presidenciáveis, dois deles podem iludir os seus partidos e até os pesquisadores. O terceiro não tem nem legenda.

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PS- Lula não elege ninguém, mesmo no Poder.

PS2- Ninguém ganha de Lula, qualquer que seja a fórmula que escolha para continuar.

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