Filha de Nélson Werneck Sodré teme mau uso do nacionalismo e da soberania

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Olga Sodré faz um apelo pela conciliação nacional

Carlos Newton

Faz sucesso na internet e nas redes sociais uma carta-aberta de Olga Sodré, filha de Yolanda e Nélson Werneck Sodré, um dos mais respeitados oficiais das Forças Armadas brasileiras. Psicóloga clínica, doutora em Filosofia e diretora do Instituto Cultural de Itu, Olga Sodré teme que governo e oposição usem de forma equivocada as teses do nacionalismo e da soberania, fazendo um apelo para que a defesa dos interesses do país seja feita sem os brasileiros serem arrastados no rumo da destruição e do ódio.

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O QUE APRENDI COM NELSON WERNECK SODRÉ
Olga Sodré

Fui educada por meu pai, Nelson Werneck Sodré, no amor pela Pátria e afirmação da Soberania Nacional, mas, ao mesmo tempo, ele me alertou sobre as distorções e perigos históricos dessas palavras.

Assim sendo, no momento atual, em que elas estão sendo alçadas como bandeiras, no cenário político nacional, quero partilhar com vocês o que escutei do historiador e militar Nelson Werneck Sodré, que escreveu a “História Militar do Brasil” e foi professor da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), estabelecimento de mais alto nível de ensino do Exército, no Rio de Janeiro.

A foto logo abaixo marca um momento de grande reviravolta na luta política e cultural de Nelson Werneck Sodré, como ele próprio relata no tópico “Intensificação da atividade cultural” do livro “Desenvolvimento Brasileiro e Luta pela Cultura Nacional” (Parte IV – pág. 288), em que descreve as circunstâncias históricas nas quais foi desligado do ensino da Eceme por suas posições na Diretoria Cultural do Clube Militar, e enviado para o comando do quartel de Cruz Alta no sul do Brasil, em julho de 1951.

LUCIDEZ E AMOR –Eu ainda criança, naquela época, ele me ensinava a amar e respeitar o Exército, a Nação brasileira – nossa Pátria, e a importância de defender a Soberania Nacional. Lembro-me muito bem das explicações que me transmitia, e que aprofundei posteriormente lendo seus livros, como o amor da Pátria e a defesa da Soberania foram muitas vezes utilizados para embotar as multidões e arrastá-las para a guerra e para a perseguição cruel de grupos sociais, narrando, por exemplo, o que aconteceu na Alemanha, na Itália e em outros países, com as instalações de ditaduras.

Para ele, a noção de Pátria e de Soberania Nacional implicavam o respeito dos Povos e a fraternidade humana e internacional, sem a qual essas palavras serviam apenas para a dominação e o ódio aos que são considerados diferentes e estrangeiros, para o fechamento dos países, o isolamento das nações e o acirramento dos conflitos e das guerras.

Desejo a todos vocês lucidez e amor ao próximo para que cultivem o patriotismo e a defesa da soberania nacional sem serem arrastados em direções de destruição e ódio.

(Carta-aberta enviada pelo jornalistas Sergio Caldieri)

7 thoughts on “Filha de Nélson Werneck Sodré teme mau uso do nacionalismo e da soberania

  1. 1) Utilidade Pública: Licença…

    2) Teoria Verde = começou na Estônia, já está em 158 países. No Brasil em 170 cidades = 21 de setembro, Dia Mundial da Limpeza.

    3) no_brasil?utm_source=sharer&utm_medium=sharer&utm_campaign=sharer_facebook&fbclid=IwAR0T-B-iV0ZjYsa3rnzWpBNTNu9Hydyudi-p_dp9pryPYG8jey_FSlIFMVs

    4) Zelando pelas ruas, praças, praias etc

    5) A PL – Perfect Liberty, que nasceu com um monge budista japonês Zen,no século passado, tem projeto parecido: Movimento de Embelezamento das Cidades.

    • Nos idos de 70, tinha um professor que dizia e provava que se poderia limpar uma cidade inteira em menos de uma hora, pois a solução em si era uma bobagem.
      Em determinada hora do dia cada responsável proprietário de imoveis no município limpasse sua calçada e sarjeta, o que em media não passaria de 30 m² de área a ser varrida por imóvel, e não demoraria mais de 30 minutos.
      O impossível é incutir esse pensamento comunitário nos cidadãos.

      • Há 20 anos limpo e tento limpar de todas as formas possíveis não só a frente mais tb o interior da minha casa e do meu entorno promovendo melhoramentos às minhas custas e sacrifícios, sozinho, e quando aparece um voluntário para dar alguma ajuda em algum serviço que beneficia a comunidade tenho que pagá-lo, e assim tem sido a minha rotina há mais de 20 anos, e da vizinhança que só se lembra do aqui e agora não recebo outra coisa senão ingratidão. Tem algum parafuso solto na cabeça da população, ou na minha, que precisa ser regulado, calibrado.

  2. Não existe saída alvissareira para o povo brasileiro, senão pela Conciliação Nacional, porém em torno de algo que de fato preste para resolver o país e a problemática nacional acumulada há 519 anos, como propõe a RPL-PNBC-DD-ME, até porque estamos todos esgotados de “conciliações nacionais”, fajutas, enganosas, 171, como tem sido proposta e chupadas até o bagaço, historicamente, pelos eternos oportunistas e aproveitadores sempre de plantão. Basta. Chega dos me$mo$, agora a “conciliação Nacional”, tem que ser um pega pra capar geral no sistema político apodrecido.

  3. Falar de conciliação nacional se torna difícil quando partidos estão interessados apenas em obter o poder para si mesmos. Não há um terreno comum onde se possa chegar a acordos. As acusações feitas aos adversários são mais pretextos para demonizar o outro lado que alguma coisa que seja realmente repudiada pelos acusadores. Só para deixar bem claro, foi o PT quem iniciou neste país essa prática do “fora de mim nada presta”, com seus gritos de ‘Fora’ qualquer governo que não seja do partido, todo mundo que não é aliado é golpista e corrupto, etc.. Que facções de direita tenham adotado atitudes similares foi uma conseqüência inevitável.

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