Filhos de Bolsonaro comandaram rede de fake news na pandemia, aponta o relatório 

Charge: 'Tira ele, papai'. Por Tacho

Charge do Tacho (Jornal NH)

Paulo Cappelli, Julia Lindner e Natália Portinari
O Globo

Relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL) incluiu em seu parecer, no capítulo reservado às fake news, que três filhos de Jair Bolsonaro integram, juntamente com o presidente, o “núcleo de comando” de disseminação de informações falsas na pandemia: o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Antecipada pelo GLOBO na sexta-feira, a informação consta na versão final do relatório que será lida hoje na CPI.

O texto cita Bolsonaro como “cabeça da organização”. Carlos, por sua vez, acumularia também participação em outro núcleo, de “formulação”. A acusação é feita com base na suposta influência do vereador sobre o chamado “gabinete do ódio”, grupo de assessores e pessoas próximas do presidente que teria a incumbência de disseminar fake news e atacar adversários políticos do Planalto.

LIGAÇÃO DIRETA – De acordo com o organograma desenhado pela equipe de Renan, Carlos teria ligação direta com Filipe Martins, assessor especial lotado na Presidência da República e que seria o número dois na estrutura do gabinete do ódio.

Já Eduardo atuaria, segundo Renan, como “articulador de financiamentos para sites que desinformaram na pandemia”. A justificativa tem como base mensagens interceptadas no WhatsApp nas quais o deputado aparece intermediando conversa do blogueiro Allan dos Santos, do programa Terça Livre, com o empresário Luciano Hang, dono da Havan. Os diálogos teriam objetivo de ajudar Allan dos Santos a obter patrocínio para seu canal no Youtube.

 

5 thoughts on “Filhos de Bolsonaro comandaram rede de fake news na pandemia, aponta o relatório 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *