Guedes insiste em desonerar a folha salarial dos empresários, e isso destruirá o INSS

A nova maracutaia de Paulo Guedes - Outras Palavras

Enquanto não destruir o que resta do INSS, Guedes não sossega

Guilherme Mazui
G1 — Brasília

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (23) que o país tem que desonerar a folha de pagamento das empresas e, para isso, precisa buscar “tributos alternativos”. Guedes e o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), concederam entrevista após uma reunião das alas política e econômica do governo com o presidente Jair Bolsonaro para discutir a reforma tributária e um programa de transferência de renda.

“Descobrimos 38 milhões de brasileiros, que eram os invisíveis. Temos que ajudar essa turma a ser reincorporada ao mercado de trabalho. Então, temos que desonerar a folha. Por isso que a gente precisa de tributos alternativos para desonerar a folha e ajudar a criar empregos”, disse o ministro.

TETO DE GASTOS – Barros afirmou que o governo mantém a defesa do teto de gastos e da responsabilidade fiscal. Segundo ele, os “tributos alternativos” não gerarão um aumento da carga tributária, mas sim um rearranjo no sistema de impostos.

“Reafirmamos nosso compromisso com o teto de gastos e o rigor fiscal. Nenhuma proposta que será encaminhada vai tratar dessa questão. Estamos buscando dentro do orçamento recursos para poder avançar nos programas e, se houver a necessidade, faremos uma substituição de tributação”, disse Barros.

“Esses pressupostos precisam ficar claros: não tem aumento de carga tributária, tem compromisso com teto de gastos e com rigor fiscal”, completou o líder do governo.

AUXÍLIO EMERGENCIAL – Guedes comentou também que o governo estuda fazer uma “aterrissagem suave” quando chegar ao fim o pagamento das parcelas do auxílio emergencial, previstas até o fim do ano.

A ideia, de acordo com o ministro, é manter a transferência de renda para setores mais vulneráveis da população.

“E, renda, a mesma coisa. Nós vimos a importância do auxílio emergencial, como isso ajudou a manter o Brasil respirando e atravessando essa onda da crise. Então, temos que também fazer uma aterrizagem suave do programa de auxílio emergencial”, concluiu Guedes.

PACTO E REFORMA – Barros informou que a reunião com Bolsonaro definiu que o governo, em diálogo com líderes partidários, vai definir ajustes na PEC do Pacto Federativo e no projeto de reforma tributária, ambos já em análise no Congresso.

A ideia é consultar líderes para finalizar os textos na próxima semana e, caso haja acordo, formalizar as propostas. No caso da reforma tributária, a proposta do governo será enviada ao relator Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e aos demais integrantes da comissão mista que discute o tema. Já o “conceito” de um programa de renda mínima será acertado com o senador Márcio Bittar (MDB-AC), relator da PEC que altera o pacto federativo.

“Esses textos serão submetidos aos líderes da Câmara e do Senado e, do que for acordado e das contribuições que eles puderem dar, será encaminhado então para a Câmara dos Deputados a reforma tributária, e o senador Márcio Bittar apresentará o seu relatório no Senado Federal”, explicou Barros.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Não há explicação, parece um caso patológico de fixação doentia. Desde o início do governo, Guedes só fala em desonerar a folha salarial das empresas, uma iniciativa que simplesmente destr. Alega que, com isso, os empresários iriam contratar mais, porém já está provado que eles usam essas isenções para enriquecimento próprio. Guedes jamais fala em beneficiar os trabalhadores, só pensa em beneficiar o andar de cima e fugir da procuradoria, que tenta interroga-lo no caso dos prejuízos aos fundos de pensão, mas ele foge sempre. (C.N.)

6 thoughts on “Guedes insiste em desonerar a folha salarial dos empresários, e isso destruirá o INSS

  1. Eu pessoalmente não votei no JB pq sabia vó que está acontecendo. Nenhuma surpresa. Até acho que pelas trabalhas semanais ele não consegui um maior número de privatizações. E ainda faltam dois anos!

  2. Ele não se emenda. Está no cargo só para prejudicar os trabalhadores. Os privilégios da elite ele não comenta em hipotese nenhuma.
    Quer desonerar a folha salarial de qualquer jeito, a custa da miséria do povo. A Dilma desonerou a folha de empresários campeões e mesmo assim foi empichada.
    Mas, o Guedes é insuperável, irônico, falastrão, ligado exclusivamente aos empresários, as outras classes não importam para ele.
    Agora está falando em aterrisar o auxílio emergencial, sinônimo de acabar com o benefício.
    Esse cara não tem jeito. Ele é isso daí, não muda.

    • Exatamente isso eu iria escrever, o mesmo que o Roberto,, a Dilma desonerou a folha de pagamentos de vários setores e o resultado obvio foi que não houve nenhum retorno em termos de contratação de mão de obra(ao contrário o desemprego aumentou) e a recessão resultante dos descalabros na politica economica acabaram resultando no seu impeachment
      Na verdade o que impede mesmo os empresários de voltarem a contratar, não são exatamente os encargos trabalhistas que apesar de serem altos nunca impediram a contratação de pessoal, o que impede mesmo é a falta de confiança na retomada da economia, com a falta de segurança juridica(agora mesmo os congressistas com uma omissão absurda do STF buscam uma reeleição insconstitucional dos presidentes da Camara e do Senado), tudo isso gera um ambiente totalmente nocivo para a realização de investimentos produtivos no país.
      Este Guedes não passa de um grande falastrão, um incompetente incapaz de fazer as mais obvias relações de causas e efeitos em termos economicos. Uma delas é essa proposta de diminuir contribuições previdenciárias de empregadores o resultado óbvio será o aumento do deficit previdenciário que vai pressionar o deficit fiscal.
      Outro exemplo de falta de noção de causa e efeito foi a subida do dolar insuflada pelo mesmo Guedes. Era obvio que isso ia ter efeitos inflacionários a começar pelos produtos da cesta básica , ainda mais se considerando os R$ 600 de ajuda. Mas o falastrão incompetente não é capaz ou não tem intenção de considerar qualquer relação de causa e efeito

  3. Carlos Marchi (via Facebook)

    A FASCINAÇÃO POR DINHEIRO SONANTE

    A última é que o deputado Eduardo Bolsonaro usou R$ 150 mil em dinheiro vivo para pagar dois apartamentos na zona sul do Rio.
    Os apartamento foram comprados em 2011 e 2016, segundo o jornal O Globo.
    O que salta à vista, além da fascinação da família por dinheiro vivo, é a repetida aplicação da grana em imóveis.
    E salta mais ainda a comprovação de que a criação da nota de R$ 200,00 é pra ajudar a movimentação financeira da família.
    Cabe urgentemente que seja informado à sociedade brasileira quantos imóveis cada membro da família tem em seu nome.
    Os que estão em nome de cada um e os que estão em nome do laranjal.

    https://www.facebook.com/carlos.marchi.3/posts/5230004657016980

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