Há 20 anos, ACM criou uma CPI do Judiciário que deu bons resultados

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CPI de ACM pôs na prisão Luís Estevão e o Juiz Lalau

Daniela Lima
Folha/Painel

Vinte anos antes da briga em torno da CPI da Lava Toga, outra comissão para investigar o Judiciário foi combatida com o argumento de que geraria crise entre os Poderes e instabilidade para a economia. A CPI do Judiciário foi criada por insistência do senador Antônio Carlos Magalhães (1927-2007) e seu impacto foi bem menos desestabilizador do que se temia.

O principal efeito da comissão foi contribuir para a criação do Conselho Nacional de Justiça. Outras recomendações, como dar poderes às CPIs de decretar indisponibilidade de bens e estabelecer quarentena de três anos para que ex-juízes possam advogar, nunca vingaram.

JUIZ LALAU – A CPI criada por ACM consumiu parte de sua energia com casos pontuais, como o escândalo do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, presidido pelo então desembargador Nicolau dos Santos Neto, o chamado juiz Lalau, e seu cúmplice Luis Estevão, ex-senador, está preso até hoje.

Seu relator, o ex-senador Paulo Souto (DEM-BA), diz que ela foi importante para quebrar um tabu.

“O Judiciário era muito hermético. Havia uma noção na época de que seus problemas tinham de ser resolvidos internamente”, afirma Souto, hoje secretário da Fazenda de Salvador (BA).

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Há 20 anos, não era considerado inconstitucional investigar o Judiciário e a CPI funcionou normalmente. Agora, a CPI não pode existir, por causa do pacto entre os Três Poderes. Se a nova CPI fosse criada, cairia rapidamente a decisão de Dias Tofolli, que mandou blindar o senador Flávio Bolsonaro e o ex-assessor Fabricio Queiroz, assim como os 134 investigados pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), entre os quais constam os nomes do próprio Toffoli, do amigo Gilmar Mendes e das respectivas mulheres. Em qualquer país minimamente civilizado, esse tipo de armação não existiria e Toffoli já teria sido afastado do cargo. (C.N.)

 

9 thoughts on “Há 20 anos, ACM criou uma CPI do Judiciário que deu bons resultados

    • Se o PT tivesse trazido algo novo nos anos em que esteve no poder, poderíamos quem sabe estar numa situação diferente. Mas em vez disso Lula preferiu se aliar e dar sobrevida ao que havia de mais velho e desmoralizado na política brasileira: Sarney, Renan, Jáder, Maluf, Inocêncio, Roberto Jefferson, Íris Resende…

    • Pano rápido Cazé!!!!

      Os quadrúpedes zurram histéricos contra o Congresso e o STF, mas silenciam tumularmente sobre o fato de o filhotinho 01 estar fazendo de tudo para que a CPI da Lava Toga, que foi inventada pelos próprios bolsonaristas para intimidar o STF….kkkkkkk Uma das pautas da bolsomicaretinha do 26.05 era a CPI da Lava Toga, lembremos. Estou me divertindo demais vendo alguns babacas deste espaço fazendo ouvidos moucos e fingindo não verem esta contradição. Chegará uma hora em que a realidade acabará se impondo aos fatos. Está sendo divertidíssimo ver o Flavio buscar salvaguarda numa Corte contra a qual os quadrúpedes adora zurrar, a mesma Corte que protege ladrões e é aparelhada por pétistas, mas pelo jeito o filho do Mito não vê problema em recorrer a ela, não é?

  1. “Temos algumas hipóteses para explicar o fato de delatores não terem trazido nomes do Judiciário”


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    Brasil 20.09.19 06:57

    Leia mais sobre este assunto

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    Deltan Dallagnol deu uma importante entrevista a Fabio Serapião, da Crusoé.

    Leia um trechinho:

    Um dos setores nos quais a Lava Jato ainda não avançou como era de se esperar é o Judiciário. Esse poder está imune à corrupção?

    Não está imune à corrupção. Nenhum setor, nenhum órgão, está imune à corrupção. Acredito, sim, que exista corrupção no Judiciário. Ao longo da vida, já vimos indicativos disso, inclusive em investigações, relatórios do próprio Coaf relativos a movimentações incompatíveis de pessoas vinculadas ao Judiciário. Agora, temos algumas hipóteses para explicar o fato de delatores não terem trazido nomes do Judiciário. Uma delas seria a existência de filtro por parte de advogados que atuam frequentemente perante tribunais e poderiam barrar os delatores. Para evitar, sempre exigimos dos colaboradores que entregassem todos os fatos em relação a tudo sob pena de perder todos os benefícios. Mesmo assim, apareceu pouca coisa relacionada ao Judiciário. Outra hipótese é de que a corrupção no Judiciário é muito mais sofisticada. Ela estaria ligada, por exemplo, a escritórios de advocacia relacionados às vezes a parentes que teriam uma influência especial ou a uma abertura de entrada, a pagamentos de patrocínios milionários e assim por diante. A Lava Jato de Curitiba não tem competência para investigar esse tipo de crime, mas sempre buscou avançar .
    Ou seja , os advogados corrompidos são ” LARANJAS e AVIÕES ” , de juízes de todas as instâncias , desembargadores e ministros de todas as instâncias , inclusive do ” Supremo Tribunal Federal ” , através das bancas e escritórios de advogados .

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