Haddad declara ao TSE que gastou R$ 37,5 milhões em campanha

Candidato do PT entregou prestação de contas neste sábado

Daniel Carvalho
Folha

Derrotado na eleição presidencial deste ano, Fernando Haddad (PT) declarou neste sábado, dia 17, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que sua campanha custou 15 vezes o que foi gasto pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). O petista entregou sua declaração na tarde deste sábado, data limite para que os candidatos que disputaram o segundo turno apresentassem suas contas.

Pelas informações prestadas, Haddad arrecadou aproximados R$ 35,4 milhões (sendo R$ 33,7 em recursos financeiros) e gastou R$ 37,5 milhões, restando uma dívida de campanha de cerca de R$ 3,8 milhões. Impedido de disputar a eleição com base na lei da Ficha Limpa, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ocupava a cabeça de chapa antes de Haddad, ainda antes do primeiro turno, havia declarado arrecadação de R$ 20,6 milhões e gastos de R$ 19,8 milhões.

IRREGULARIDADE  – Já Bolsonaro declarou ter arrecadado R$ 4,4 milhões e gastado R$ 2,5 milhões. Ele já havia entregue suas contas. Vítima de uma facada em 6 de setembro, Bolsonaro passou a maior parte da campanha no hospital ou em casa, recuperando-se. A área técnica do Tribunal Superior Eleitoral concluiu na segunda-feira, dia 12, análise preliminar da prestação de contas da campanha de Bolsonaro e apontou 17 indícios de irregularidade na documentação entregue pela equipe do presidente eleito.

Reportagens da Folha mostraram a campanha de Bolsonaro omitiu dados da prestação de contas do primeiro turno. Algumas das informações também não foram apresentadas na prestação final das contas da campanha, entre elas o trabalho de um dos principais advogados da campanha, Tiago Ayres.

DOAÇÕES –  A advogada Karina Kufa, que representa o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), informou ao  TSE nesta sexta-feira, dia 16,  que não é responsabilidade da campanha se algumas pessoas vetadas pela legislação fizeram doações para o candidato. Os técnicos do TSE apontaram vários doadores que seriam “permissionários”, com valor total de R$ 5.200 sob suspeita. A legislação proíbe que candidatos recebam doação de pessoa física que exerça atividade comercial decorrente de permissão pública.

Segundo ela, Bolsonaro recebeu “mais de 24.896 doações por meio de financiamento coletivo, o que torna esse tipo de pesquisa cadastral muito difícil de ser realizada, em vista do volume de doadores a serem ‘investigados’”. Kufa disse que “apenas 40 doadores foram identificados como permissionários, representando um número ínfimo em relação ao total de registros”. Ela destacou que as empresas privadas que prestam serviços de análise cadastral “não têm informações a esse respeito de permissões públicas, tornando muito difícil a apuração desse tipo de fonte vedada, a qual depende, única e fundamentalmente, da declaração do doador”, afirmou.

6 thoughts on “Haddad declara ao TSE que gastou R$ 37,5 milhões em campanha

  1. O paeudo jornalista Noblat e seu filho Guga cairam em desgraça como m arrego de milhões em dinheiro ou propinas. Em 2019 promete a faxina na imprensa vendida.

  2. Isentões
    @lsentoes
    O filho do Noblat, André, é vocalista de uma banda chamada Trampa. Conseguiu arrecadar 954 mil reais pela Lei Rouanet pra realizar concerto e turnê da banda. A Vale ficou comovida com o som, pelo visto.

    Esta pipocando notícia de devem simar milhões.

  3. A empresa do marido da Cantanhede tá sendo investigada na Lava Jato por contratos com o governo. Não existe petista grátis. Tá desesperada agora. O sistema treme com o próximo governo.

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