IBGE desmentiu Temer, porque nunca houve tantos brasileiros em desalento

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Charge do Bruno Galvão (Arquivo Google)

Bernardo Mello Franco
O Globo

Há duas semanas, Michel Temer sustentou que a alta no desemprego seria uma notícia… positiva. “É um dado positivo que revela esse suposto desemprego”, disse o presidente à CBN. “Quando a economia melhora, as pessoas que estavam desalentadas e não procuravam emprego começam a procurar emprego”, prosseguiu.

“Como não há emprego para todos, isso eu reconheço, ele não consegue o emprego”, continuou Temer. “Ele entra, ou reentra, na área dos desempregados. Mas é interessante, eu volto a dizer. É um fato positivo”, assegurou.

ENTRE ASPAS – “Mas é um positivo entre aspas, não é, presidente?”, questionou o âncora Roberto Nonato, numa tentativa de trazer o entrevistado ao mundo real. “Não, é fora das aspas”, ele respondeu.

Na quinta-feira, o IBGE mostrou que a conversa do presidente era fiada. O instituto informou que o número de desalentados está longe de diminuir. Ao contrário: aumentou para 4,6 milhões, o maior de toda a série histórica. A categoria reúne os brasileiros que, abatidos pela crise, desistiram de procurar trabalho.

No primeiro trimestre de 2016, às vésperas do impeachment, o país contava 2,8 milhões de desalentados. Isso significa que o exército de pessoas sem esperança de se realocar cresceu 64% desde que Temer vestiu a faixa. O número de desempregados também subiu neste período: de 11,1 milhões para 13,7 milhões. Um salto de 23% em dois anos de governo.

NÍVEL RECORDE – A subutilização da força de trabalho também atingiu nível recorde. O índice acaba de bater em 24,7%, o maior desde o início da PNAD Contínua, em 2012. Hoje falta trabalho para 27,7 milhões de brasileiros, somando desempregados, subocupados e desalentados.

Entre os fatos e a propaganda, Temer continua a escolher a propaganda. No dia 4, em palestra numa faculdade de São Paulo, ele disse que o número de desempregados estaria “começando a cair”. Era mentira, porque o índice só cresceu nos últimos três trimestres.

“Quando nós assumimos, estava em torno de 14 milhões e meio de desempregados”, acrescentou o presidente, em outra aventura pelo terreno da ficção. Superfaturou a conta em 3,4 milhões de pessoas, o equivalente a duas vezes a população do Recife.

7 thoughts on “IBGE desmentiu Temer, porque nunca houve tantos brasileiros em desalento

  1. Como sempre o petista Mello Franco falando meias-verdades, como se o PT não tivesse nada com isto. Não que o Temer tenha feito alguma coisa para melhorar, mas como bom e decadente petista, a culpa, sempre, é dos outros.

  2. Do mesmo modo que encomendaram um juiz para condenar, irremediavelmente, um ex-presidente da República, através de um Tribunal de Exceção. Assim deveriam engendrar um magistrado, para decretar o fim desse desalento, ou convertê-lo num”desarrápido”.

  3. O governo federal tem sido um excelente seguidor de Goebbels – da mesma forma a esquerda -, que mentem à população de forma deslavada e despudorada!

    Por mais que Temer diga o contrário nas entrevistas à mídia, a verdade é que não há como mentir que seus esforços retiraram o Brasil do “vermelho”, se temos milhões de desempregados e endividados!

    Logo, o desalento é consequência natural de uma autoestima abalada, de desespero, de quem não consegue se sustentar e muito menos levar alimentos para sua família!

    Não adianta Temer querer dourar a pílula, pois a realidade om desmente na cara e imediatamente.

    A péssima popularidade do atual presidente, se deve unicamente à sua falta de preocupação com o povo, diante deste quadro caótico que nos defrontamos, enquanto Temer apenas dá atenção aos parlamentares e à proteção de seus ministros para que não sejam atingidos por Moro na operação Lava Jato!

    Temer poderia ser tão ladrão ou até mais do que Lula, desde que tivesse diminuído o desemprego, e não permitisse os juros que atingiram patamares de crimes de usura, sem nada ter feito para se solidarizar com os necessitados.

    Pois até a TI, através de vários comentários que postei, sugeriu como que se poderia empregar essa massa sem trabalho, que ocasionaria mais receitas à Previdência, na arrecadação de impostos, e porque ajudaria sobremaneira em alavancar o Brasil à retomada do desenvolvimento.

    Nada.

    Ora, o desalento, a decepção, a frustração com o governo é fato, verdadeiro, que se constata nas pesquisas sobre o que pensa a população a respeito do governo de Temer e sua quadrilha!

  4. Polo naval do RS; RJ; PE; Bahia; ES; SC; todos desativados.
    Falo, pois sou do ramo a quarenta e dois anos.
    Todas as obras on/offshore, foram mandadas para fora do Brasil.
    O petróleo, gera riqueza, se agrega atividades afins, ou seremos uma Angola, Venezuela, etc.
    Temos que ser uma Noruega, onde o petróleo do Mar do Norte, trouxe um grande desenvolvimento industrial. Antes vivia da industria pesqueira, principalmente.
    Mas não; nossos metalúrgicos “tem que ficar desempregados/desesperados, para poderem ser manipulados tranquilamente.
    No último mês, um grande engenheiro e um técnico, deixaram a terra; ambos por infarto agudo do miocárdio.
    Em dez anos preparou-se um grande contingente de soldadores, montadores, etc, de alto nível, dado as exigências da Petrobrás, na parte da qualidade técnica de seus fornecedores; e agora, são motoboys, vigias, entregadores de fast food e etc.
    Mas, estamos prontos para através de um governo nacionalista (Bolsonaro), repatriar a fabricação/montagem de unidades petrolíferas no nosso amado Brasil.
    Sugestão: Quando Bolsonaro assumir a presidência do Brasil, se este congresso “safado” quiser coloca-lo nas “cordas”, ele tem que vir à nação e dizer o que está acontecendo e o que precisa ser “feito” para limparmos o caminho.
    Tenho certeza que o povo ordeiro de nosso Pais, que quer a Ordem e o Progresso, vai apoiá-lo incondicionalmente.

  5. Além de corrupto o Temer tá se mostrando um grande incompetente (como administrador, como conspirador foi um craque), mas ele precisaria ser um o mais completo gênio do mal pra fazer um estrago dessa monta, jogar o Brasil num buraco tão grande, em tão pouco tempo.

    É claro que isso é resultado de um processo, que vem da crise econômica internacional de 2008, que o outro gênio da gestão pública, com o qual se aliançou, chamava de “marolinha”, e irresponsavelmente não levou a sério como devia.

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