Tolerância Zero dá resultado e reduz os índices de criminalidade no Rio de Janeiro

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Figueiredo, secretário da PM, revelou os números do trimestre

Akemi Nitahara

Agência Brasil

O número de latrocínios no Rio de Janeiro diminuiu 65% no mês de março. Também tiveram redução os índices de homicídio doloso (37%), de roubo de veículo (30%), de carga (38%). Os roubos no comércio diminuíram 29%, no interior de coletivo teve uma redução de 10% e o roubo a residência caiu 20%. Os dados preliminares mostram uma comparação com março de 2018 e foram divulgados pelo secretário da Polícia Militar, coronel Rogério Figueredo de Lacerda.

De acordo com o secretário, os dados indicativos da atividade policial também melhoraram no trimestre, com 1.827 armas apreendidas, sendo 133 fuzis; 823 granadas e artefatos, 8.493 prisões e 1.485 apreensões de menores.

MORTOS PELA PM – Sobre as mortes por intervenção de agentes do Estado, que tiveram pequeno aumento na comparação entre os primeiros meses deste ano com os de 2018, o secretário disse que faz parte do trabalho da Polícia. Em janeiro deste ano, foram registradas 160 mortes nessas condições, contra 157 em 2018. Em fevereiro, o número passou de 102 para 145 na comparação entre os meses, incluindo a chacina de 15 pessoas nas comunidades do Fallet, Fogueteiro e Coroa no Rio Comprido, e no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, na região central da cidade.

“Quando a gente avalia o número de apreensões de armas, de fuzis, drogas e o número de pessoas presas é um trabalho operativo das polícias. A pessoa que está sendo abordada, ela não se rende, a gente faz o nosso trabalho de forma a ter a efetividade do resultado”, afirmou o secretário.

“SNIPERS” – Com relação ao uso de snipers (atiradores de elite) pelas forças estaduais – o governador Wilson Witzel defende a prática e o Ministério Público questiona -, o coronel Figueredo disse que há planejamento.

“A utilização de snipers tem um protocolo, não é utilizado de forma aleatória. As nossas ações têm um planejamento para uma execução de um trabalho onde a gente tem a responsabilidade do nosso trabalho. É isso que norteia hoje o trabalho da Polícia Militar”.

INTERVENÇÃO FEDERAL – Na palestra, o coronel Figueredo afirmou que as ações da intervenção federal em 2018 foram “interessantes”, mas que “não tiveram um impacto tão grande no cenário do Rio de Janeiro”, com reduções pouco efetivas dos índices de criminalidade.

Ele reconheceu que o trabalho de integração entre as forças e o investimento financeiro de R$ 1,2 bilhão em equipamentos e viaturas para as corporações foi importante. Ele elogiou também a reestruturação das unidades de Polícia Pacificadora.

“Para fazer policiamento ostensivo precisamos de viaturas, homens, armamento, munição e planejamento. Sem esses equipamentos não haverá policiamento. Tínhamos 56% das nossas viaturas baixadas no ano passado. No efetivo, temos um déficit de 17 mil homens. Armas e munições estamos num bom momento, mas na comparação com ciclos anteriores, tivemos momentos em que faltaram”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Quando há redução da criminalidade num mês ou noutro, e depois volta a subir, não há indicativo confiável. Mas quando os números se reduzem em três meses seguidos, em relação ao ano anterior, passa a haver indicativo de viés de baixa no caso do Estado do Rio. Isso significa que a política de Tolerância Zero do governo estadual realmente está dando resultado. Que assim seja. (C.N.)

4 thoughts on “Tolerância Zero dá resultado e reduz os índices de criminalidade no Rio de Janeiro

  1. Um dos grandes males do Rio de Janeiro são as milícias que estão tomando o Estado. Como as milícias por enquanto agem nas comunidades habitada pelos mais pobres, não se dá muito a atenção.
    A meu ver, esse é um dos mais graves problemas do Rio de Janeiro.
    Não se tem ideia do sofrimento dos moradores e comerciantes dessas comunidades dominada pelas melícias

    • A meu ver, o maior obstáculo, na tentativa de erradicar as milícias, reside no fato de cada miliciano corresponder a um simétrico dentro das corporações policiais e até das FFAA.
      Juízes, sempre; e promotorres, quase sempre, ficam com os koos grudados nas cadeiras ou cátedras. Eles formas suas convicções, nos inquéritos e processos, embasados no dados coletados e/ou forjados pelas polícias.
      Essa tal Tolerância Zero tem o seu lado positivo. Todavia, por vezes, ela pode significar um passaorte para o céu, via execução policial. É que, nas patrulhas, não raro, consta a figura dos “selecionadores”; esses avaliadores costumam traçar o perfil criminosos de uma pessoa a partir de impressões que sugerem preconceitos: negro, cara de pobre, mal trajado, andando com galera, tatuado, posto em esquinas ou bares, falando gíria etc.
      Outras vezes, a justificativa para uma execução começa do nada: uma simples abordagem, com base em intuições erráticas.

  2. Resultados muito bons sem dúvida! Motivos mais do que suficiente para se agradecer muito à valorosa ajuda das forças armadas no policiamento, mas já está mais do que na hora de as mesmas se retirarem das ruas do Rio de Janeiro. Finalmente o Rio tem um governador que tem a noção exata de suas obrigações, principalmente em termos de segurança pública!

  3. Essa imaginada vitória cantada como Tolerância Zero, terá conseqüencias futuras. Estão fazendo serviço sujo. No Falet, na preseça dos moradores e familiares renderam 15 individuos ditos traficantes. E empurram todos para dentro de uma casa e os mataram. Teve um deles estripado com uma faca. Levaram todos nus para o necrotério e um com as tripas para fora. Lá para os lados de Nova Iguassu prenderam 18 que se renderam e imediatamente os executaram. Os soldados do Exercito dera 80 tiros em um carro com uma família tendo um negro dirigindo. A família ia para uma festinha. Isso é Tolerância Zero. Se prendessem e fazendo um interrogatório bem feito. Teriam prestado um grande serviço à sociedade. Haverá sem dúvida alguma represália e quem vai pagar é o povo.

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