Inquérito contra Edir Macedo vai completar nove anos

Para apurar suposto crime de falsidade ideológica, a Polícia Federal instaurou inquérito criminal contra o diretor-presidente da Rede Record de Televisão e Bispo-chefe da Igreja Universal, Edir Macedo, em agosto de 2000 e até hoje não conseguiu concluí-lo.

Segundo o site do TRF/3ª Região, o referido processo está vinculado à 4ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

Para agilizar o trabalho de investigação, o juiz da vara solicitou o desmembramento do procedimento ao Superior Tribunal de Justiça e foi atendido. Como leigo, pergunto se o mencionado inquérito não deveria ser arquivado, já que o crime de falsidade ideológica em documento particular prevê pena de reclusão de 1 a 3 anos? Segundo o Código Penal, extingue-se a punibilidade em oito anos, se o máximo da pena é superior a dois anos e não excede a quatro.

Em síntese, Edir Macedo é acusado de ter usado pastores e bispos, sem capital e patrimônio próprio, na aquisição de emissoras de rádio e televisão em diversos Estados da Federação, os quais ficaram conhecidos como “laranjas” do bispo. Agora, se o documento utilizado para as transações supostamente fictícias for considerado público, a prescrição só ocorrerá em agosto de 2012. De qualquer forma, é muito tempo para o desfecho de um inquérito policial que envolve uma só pessoa.

Façam seus comentários, manifestem suas opiniões. É uma questão importantíssima, que precisa ser referendada (ou até reprovada) pela opinião pública. Será que a duração de 9 anos para concluir um inquérito tem a ver com o prestígio do “Bispo”, que se julga mais importante do que Deus. Compareçam, digam o que acharem importante e até indispensável.

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