Jogo Flamengo e Santos mostra que o futebol brasileiro está vivo. É só deixar jogar livre, leve e solto.

Carlos Newton

Não foi sem motivo que a torcida do Flamengo compareceu em peso hoje ao Aeroporto Santos Dumont para receber e fazer uma grande festa para o time, pela vitória de 5 a 4 contra o Santos. Os mais festejados foram Ronaldinho, autor de três gols, e o volante Willians, que fez um partida de guerreiro, incansável na roubada de bola.

A partida foi eletrizante. Se tivesse ocorrido na Europa, seria primeira página obrigatória ou até manchete dos principais jornais.  “Foi um jogo que marcou a minha vida e acredito que a dos torcedores também. Mostramos que somos um time que se recusa a perder. Tivemos muito poder de superação para nos recuperarmos depois de estar perdendo por 3 a 0” – disse Renato, que agradeceu o apoio dos torcedores.

Na verdade, são partidas como essa, em que os dois tipos jogam para a frente, sempre empenhados em fazer gols, que notabilizam e dignificam o futebol brasileiro. E as seleções que nos têm representado nos últimos anos fazem exatamente o contrário. Jogam para os lados, ao invés de jogar para a frente.

Certamente os técnicos fazem os jogadores acreditarem que o gol, no futebol, é apenas um detalhe. Resultado: os adversários não sentem firmeza na seleção canarinho, jogam de igual para igual, o meio campo todo embolado com “armandinhos”, e pratica-se o antifutebol brasileiro, que só interessa aos nossos adversários.

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