Jornalistas do grupo Globo não podem apoiar candidaturas nem partidos políticos

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Charge do Kayser (O Estado/ AC)

Pedro do Coutto

Em documento de página inteira na edição de ontem, João Roberto Marinho, presidente do Conselho Editorial do grupo, estabeleceu que os jornalistas da empresa não podem apoiar candidaturas tampouco partidos políticos nas próximas eleições. A limitação se refere ao comportamento dos que trabalham naquele grupo nas redes sociais da internet. João Roberto Marinho fixou as novas diretrizes a serem cumpridas pelos repórteres e redatores. O presidente do Conselho Editorial discorreu sobre a importância das redes sociais na internet, destacando que esse universo ressalta o compartilhamento de ideias, fatos e opiniões e também aproximação de pessoas que nem se conhecem.  Chamou atenção para a necessidade de se combater versões e notícias falsas.

Todos os jornalistas que cobrem a economia e a política, em conseqüência, se privam da liberdade de manifestarem publicamente suas opiniões pessoais. Um jornalista, por exemplo, que seja parente de algum artista, tacitamente está impedido de cobrir as atividades dele.  Da mesma forma tal raciocínio estende-se também a situações semelhantes relativas aos campos político e econômico.

RESTRIÇÕES – João Roberto Marinho acentuou que as redes sociais nos impõem também algumas outras restrições. Sabemos que não podemos atuar nelas desconsiderando o fato de que somos jornalistas e de que precisamos agir de tal modo que nossa isenção não seja questionada pela sociedade brasileira.

O documento do grupo Globo determina nítidas fronteiras entre as posições pessoais de cada um e seu comportamento nos espaços do jornalismo eletrônico. O documento não se refere aos artistas da rede globo. E esta ausência pode levar a que a fronteira estabelecida para redatores e repórteres seja estendida aos atores e atrizes. Isso porque se algum artista apoiar uma candidatura ou um partido nas redes sociais o efeito seria ainda maior do que a presença de um jornalista no mesmo campo.

Um jornalista ou uma jornalista não tem o universo de conhecimento público tão grande proporcionado pelas novelas da emissora.

ADITIVO – O presidente do Conselho Editorial destacou ainda que o documento é aditivo das diretrizes anteriores editadas em 2011. Ele recomenda que todos os que trabalham no grupo leiam com atenção o documento e que restrições semelhantes regem por exemplo os jornalistas do New York Times e da BBC de Londres.

O que o documento ressalta, na minha opinião, também se estende à divisão que deve impor distância entre o jornalismo e a publicidade, pois uma coisa nada tem a ver com outra. Muitas pessoas se enganam – acontece em nossa profissão – sobre esse tema. Na verdade, hoje, nenhum jornal deixa de acentuar a diferença entre publicidade comercial e o jornalismo profissional.

Enganos existem em todas as profissões, mas no jornalismo eles têm maior dimensão, pois se trata de comunicação coletiva.

5 thoughts on “Jornalistas do grupo Globo não podem apoiar candidaturas nem partidos políticos

  1. Hahaha. E o jornal O Globo e todos os produtos do Grupo Globo, também deixarão de manifestar a opinião do grupo?

    Ninguém pode ser obrigado a fazer ou deixar de fazer o que não expresso em lei.

    Nitidamente um excesso, um abuso, a medida adotada para silenciar as pessoas contratadas e subordinadas a ela no jornalismo no impedimento de uso das redes sociais.

    Uma coisa é ela vetar que deem suas opiniões no trabalho. Ou, ainda, orientar pelo bom senso e moderação em redes sociais.

  2. Será que os Jornalistas da Globonews obedecerão esse Dispositivo Empresarial ?? Quem assiste a Globonews pensa que tá em um Canal Lulopetralha Esquerdopata Bolivariano do Foro de São Paulo, eles só faltam soltar Lula e o colocar em um pedestal e canando loas de amores aos petralhas, adorando também os meliantes que destruíram o Rio de Janeiro dizendo que as Forças Militares matam e quem protege o povo são os “meninos bons , pobres e desarmados dos morros”, devem tá rindo desse “manual de boas maneiras” para quem só defende os “esquerdopatimos meliante brasileiro e internacional” diuturnamente, dá nojo ver as análises nacionais e internacionais daquela gente!!!

  3. As organizações Globo que tanto apoiaram a ditadura militar com sua censura implacável não deixaria de ter sua própria censura interna!!!

  4. Depois que “inventaram” jornalismo investigativo e opinativo, nada mais é notícia.
    Até na leitura de um simples, comum e corriqueiro assassinato o sujeito que lê a matéria da sua opinião.

    O que precisaríamos debater é crescente e inatacável queda da qualidade daqueles que se dizem “formadores de opinião”.

    Já não sei se a imensa maioria de imbecis é resultado deles pu se eles são dos primeiros!

    Na verdade, errados ou certos, amorais ou não, com tendências ou apartidários, veículos e boa parte da mídia (de todos os tamanhos) não precisa fazer muito para piorar mais e nem para tentar esclarecer aqueles que não desejam isto.

    Afinal de contas, de uns tempos para cá, a massa não tem tempo, disposição e capacidade para analisar nada. Tudo cansa, tudo é pesado. O bom é receber mensagens e videos pelas redes sociais.

    Verdadeiras ou não, pouco importa. O que querem é curtir bobagens, chorar as dores dos outros e reenviar fake news”.

    Quem acredita que com um povo assim a democracia nossa tem jeito?

    Fallavena

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