Juiz Moro se mostrou polido, mas sem demonstrar subserviência a Bolsonaro

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Moro foi respeitoso até em relação aos erros da imprensa

Ascânio Seleme
O Globo

Sergio Moro comprovou na entrevista coletiva que deu esta tarde que é até aqui o melhor nome do ministério de Jair Bolsonaro. O juiz da Lava-Jato não deixou nenhuma pergunta sem resposta. Enfrentou todas as questões e delas saiu-se muito bem. Soube ser flexível sem abrir mão de suas convicções.

Nos pontos mais sensíveis ao presidente eleito, flexibilização do porte de arma e redução da maioridade penal, foi coerente com seu discurso, mas ressaltou que eventuais divergências devem ser discutidas no âmbito do governo. São divergências contornáveis, nas suas palavras. Foi polido sem ser subserviente.

DELAÇÃO DE PALOCCI – Sobre o episódio da quebra do sigilo da delação do ex-ministro Antônio Palocci, disse que se fosse favorável ao PT a divulgação seria um direito à informação, mas de outro modo foi chamada de interferência indevida no processo eleitoral

Da mesma forma falou sobre a progressão de penas de bandidos como questão que merece debate. Disse que progressão é relevante para a reinserção social, mas disse que para crimes mais graves deve-se ser mais severo. Falou o que a população gostaria de ouvir, farta de ver criminosos graves soltos depois de quatro anos de encarceramento, e o que Bolsonaro também gostaria de ouvir.

FUNÇÃO TÉCNICA – Disse que sua função no ministério será proeminentemente técnica, no que tem razão. Sobre o futuro da Lava-Jato, que poderia perder com sua saída, disse estar seguro de que a operação segue em boas mãos. Tomara que tenha razão. Finalmente, mostrou que contato com a imprensa pode ser feito de maneira organizada.

Foi respeitoso e democrático até mesmo ao dizer que aceita eventuais erros da imprensa. Moro provou que Bolsonaro ganha mais do que ele próprio com sua ida para o ministério.

15 thoughts on “Juiz Moro se mostrou polido, mas sem demonstrar subserviência a Bolsonaro

  1. O Senado (somente os senadores envolvidos em milhares de crimes contra a pátria, são maioria) aprovaram o aumento do STF, o toma lá dá cá para destruir a lava a jato. Prá semana muitos vão se esconder debaixo das “togas molhadas” para se defenderem e se livrarem da cadeia, se forem soltos, prova que é criminoso defendendo criminoso, Brasil paraíso dos Bandidos !!!

  2. Esta Lei, ridendo castigat mores, denominada Lei Ônix Lorenzoni, acrescenta dispositivo do perdão judicial à Lei nº 12.850, de 2 de agosto de 2013, que define organização criminosa e dá outras providências.

    O CONGRESSO NACIONAL DECRETA:

    Art. 1o O art. 1º da Lei nº 12.850, de 2 de agosto de 2013, passa a vigorar com a seguinte redação:

    “Art. 1º Esta Lei define organização criminosa e dispõe sobre a investigação criminal, os meios de obtenção da prova, infrações penais correlatas, o procedimento criminal a ser aplicado e sobre o perdão judicial. (NR)

    ………………………………………………………………”

    Art. 2o Acrescente-se à Lei nº 12.850, de 2 de agosto de 2013, o seguinte art. 1º-A.

    “Art. 1º-A. A critério do juiz, poderá ser concedido perdão judicial em caso de crimes eleitorais, contra a administração pública ou contra o sistema financeiro nacional, desde que o réu atenda às seguintes condições:

    I – demonstre arrependimento;

    II – confesse a prática do crime; e

    III – apresente pedido público de perdão e de dispensa da pena.

    Parágrafo único. Caso seja nomeado para o cargo de ministro de estado, o juízo do feito criminal determinará de ofício o perdão judicial, desde que cumpridas as condições previstas no caput.”

    Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

    JUSTIFICATIVA

    Desde 2014, o juiz Sérgio Moro vem pregando sobre suas opiniões relativas ao elevado potencial ofensivo do crime de caixa 2.

    O direito e as pessoas, todavia, são relativos.

    O país assistiu atônito, na data de 05/11/2018, ao juiz Sérgio Moro realizar mais uma de suas inovadoras interpretações extensivas e heterodoxas do direito, ao defender o Deputado Ônix Lorenzoni do crime de caixa 2.

    Para o festejado magistrado, seu futuro colega de ministério, ainda que réu confesso do crime de caixa 2, não cometeu um crime tão ofensivo assim, ao ponto de merecer qualquer punição.

    Uma vez que a Constituição Federal iguala a todos, nos termos da lei, nada mais coerente do que criar uma lei que dê o direito ao perdão judicial, a critério do juiz, a qualquer colega de Ônix Lorenzoni na prática de crime eleitoral ou contra a administração pública ou contra o sistema financeiro nacional.

    E por que não dar a esse perdão o caráter de ato de ofício para os colegas de Ministério do juiz Moro, não o limitando apenas ao Deputado Ônix Lorenozi? Limitar a Lorenzoni seria ato personalíssimo, que viola, portanto, o princípio constitucional da impessoalidade que deve reger a administração pública.

    Creio, ainda, que as mesmas vantagens, privilégios e prerrogativas ao perdão devem ser estendidas aos crimes contra a administração pública e contra o sistema financeiro.

    E por quê?

    A razão é simples: para poder estender o perdão a Paulo Guedes, futuro ministro da fazenda.

    Observe-se o excerto noticiado em 06/11/2018 no site G1:

    Segundo o Ministério Público, fundos de pensão de estatais aplicaram em dois fundos de investimento administrados por uma empresa de Paulo Guedes e perderam R$ 200 milhões.

    A suspeita é de que os investimentos dos fundos de pensão tenham sido aprovados sem uma análise adequada e tenham gerado lucros excessivos a Paulo Guedes.

    Chamou a atenção dos investigadores que os quatro fundos de pensão que mais investiram com Paulo Guedes na época, Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Funcef (Caixa) e Postalis (Correios), são hoje alvos de operações de forças – tarefa, como a Greenfield, com foco nesta modalidade de investimento – o Fundo de Investimento em Participações (FIP).

    Portanto, com o presente projeto, pretendo dar isonomia com Ônix Lorenzoni a todos aqueles que cometem crime eleitoral ou contra a administração pública ou contra o sistema financeiro nacional, concedendo, a alguns, o direito ao perdão, a critério do juiz.

    Outros, não precisarão passar pelo critério de qualquer juiz para receber ou o perdão ou a pena: para esses, os amici regis, ou amigos do Rei, a não haverá pena: bastará a tinta da pena do rei.

    Sala das sessões, em

    Senador ROBERTO REQUIÃO

    • -Caro Joco…
      -Pela pesquisa favorável do IBOPE, ele deve fazer parte da máfia que destruiu o Brasil. Veja isto:

      “Pesquisa realizada pelo Ibope de 1º a 4/set/2018 com 1204 entrevistados (Paraná). Confira os números:
      -Requião (PMDB): 43%
      -Beto Richa (PSDB): 28%
      -Flávio Arns (Rede): 17%
      -Alex Canziani (PTB): 11%
      -Wilson Picler (): 4%
      -Mirian Gonçalves (PT): 3%
      -Nelton (PDT): 3%
      -Rodrigo Tomazini (): 3%
      -Zé Boni (PRTB): 3%
      -Oriovisto Guimarães (): 3%”

      Resultado:
      “Senadores eleitos pelo Paraná, Professor Oriovisto Guimarães (Podemos) e Flavio Arns (Rede), disseram em entrevista na manhã desta segunda-feira (8/10) ao Bom Dia Paraná, que pretendem priorizar o combate à corrupção durante o mandato.

      Foi a primeira vez que o professor Oriovisto se candidatou à política. Ele foi o senador mais eleito no estado com 2.957.239 votos, ou seja 29,17% dos votos válidos.
      Flavio Arns teve 2.331.740 de votos, o que equivale a 23%.”
      (G-1)

      -Meu amigo, se o candidato teve a “forçação de barra” nas pesquisas do IBOPE ou do DATAFOLHA, ele só pode ser um bandido! Não precisa nem investigar o passado dele na internet.

      Abraços.

  3. Se o presidente disse que o Moro tem carta branca…

    Onde tem intriga, ou somente na esfera dos bandidos que estão ruindo. Lava-jato versão 2019 vem forte.

    • A manchete do artigo fala em subserviência, que lembra servilismo. Acho que o termo aplicável é subordinação – Moro é subordinado ao presidente, o que é óbvio. So what?

    • Vicente Quinane, você parece aqueles cretinos que chamam o Bolsonaro de “Bozo” (espero que com mais inteligência).
      Eu pensei que o principal sustentáculo do governo Bolsonaro fossem os 10 milhões de votos na frente do derrotado Haddad. Mas aguardo sua argumentação.

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