Julgamento de Arruda no Supremo, esperadíssimo e bastante controverso

A sessão começou atrasada, para variar. Quando a capital era no Rio, as sessões começavam às 11 horas. Eu tinha 12 anos, (logo no ano seguinte, com 13, entrava na revista “O Cruzeiro”), trabalhava na Rua Senador Dantas. Na hora do almoço, 13 horas, ia assistir as sessões do Supremo, ali na Avenida Rio Branco.

Só às 14,34 os ministros entravam no plenário. Gilmar Mendes, como sempre difuso, declarava aberta a sessão. Ellen Gracie registrou o fato de a sessão ter sido marcada para as 14 horas. Mas a pauta não era única (deveria ser) para o julgamento de Arruda. Começaram a “discutir” uma LICITAÇÃO MUNICIPAL, INICIADA EM 1998.

Impressionante, o que chega ao mais importante tribunal do país, que deveria JULGAR apenas infrações constitucionais. Mas um grande jurista me dizia na hora: “O que acontece, Helio, é que em toda e qualquer questão, advogados conseguem uma “brecha” para levar o julgamento para o Supremo”.

Enquanto isso, 14 horas e 45 minutos, o país espera que se decida o fim da proliferação da corrupção a partir da capital, e instalada nos 26 estados, embora sem a gravidade da CONTAMINAÇÃO verificada em Brasília.

Acompanharemos, comentando, o voto de cada um dos ministros, mas apenas sobre o caso Arruda. Não sei a que horas tratarão disso, e a que horas terminará.

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