Maia, com apoio de Marinho, Guedes e Lorenzoni, conseguiu aprovação da reforma

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Maia chorou duas vezes e fez um elogio à bancada do Centrão

Adriana Fernandes e Vera Rosa
Estadão

Principal avalista da reforma da Previdência, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), atuou como articulador político do governo de Jair Bolsonaro, mesmo a contragosto, para a aprovação das mudanças na aposentadoria.

Depois de meses de impasses e brigas com o Palácio do Planalto e até mesmo com o seu partido, Maia não apenas conduziu a proposta como se credenciou para disputar voo mais alto em 2022, seja como candidato à Presidência ou a vice na chapa.

ELOGIO AO CENTRÃO – Maia chorou ao menos duas vezes, na quarta-feira, 10, no plenário. A primeira quando foi elogiado por seus pares e antes de anunciar a aprovação da reforma. “O Centrão, essa coisa que ninguém sabe o que é, mas é do mal, está fazendo, com esses líderes, a reforma da Previdência”, ironizou o presidente da Câmara, em um desagravo ao bloco de partidos que dá as cartas na Casa.

 O deputado fez questão de marcar diferenças com o Planalto. “Sem nenhum interesse de entrar em nenhuma prerrogativa do presidente, mas durante 30 anos tiraram a prerrogativa dessa Câmara”, discursou. No plenário deputados gritavam “Rodrigo, Rodrigo!”

“Ele matou no peito com Bolsonaro chutando contra”, resumiu o deputado Paulo Pereira da Silva (SP), presidente do Solidariedade. “Sem Rodrigo não chegaríamos neste momento”, disse Delegado Waldir (GO), líder do PSL, partido de Bolsonaro.

NOS BASTIDORES – Se Maia ocupou papel central no xadrez da articulação para a votação da proposta antes do recesso parlamentar, o secretário especial da Previdência, Rogério Marinho, foi o homem por trás dos bastidores. Cotado agora para ser também o negociador da reforma tributária – a próxima medida da agenda do crescimento –, Marinho atuou como a principal ponte da área econômica nas negociações com o Congresso para destravar as demandas dos parlamentares.

Os pedidos não se resumiram apenas à liberação de emendas e recursos orçamentários para obras nos redutos eleitorais dos deputados. Passaram também por questões delicadas, como a negociação de perdão de dívida rural. Uma derrapada nessas negociações poderia prejudicar o caminho até a votação.

QUARTETO VENCEDOR – Maia e Marinho, ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes, e Onyx Lorenzoni (Casa Civil) formaram o trio da grande barreira que impediu a desidratação da reforma, apesar de toda pressão de categorias e setores por mudanças, principalmente nos últimos dias antes da votação.

O ministro Onyx foi criticado no Congresso e perdeu atribuições ao longo do processo, mas, no fim dos trabalhos, acabou sendo elogiado por seus antigos pares. Onyx foi fiador do acordo para pagamento das emendas, mas tudo teve de passar por Maia. Todo dia o presidente da Câmara recebia cerca de 40 a 50 deputados na residência oficial.

Cerca de duas semanas atrás, um almoço na casa de Maia mostrou uma divisão no DEM. O presidente do Solidariedade defendia um projeto de lei complementar para incluir Estados e municípios na reforma, quando o prefeito de Salvador, ACM Neto, discordou.

SEM ACORDO – “Não tem acordo sobre isso”, disse ACM Neto, que é presidente do DEM. Maia interveio: “Temos de pensar no Brasil.” Neto não se deu por vencido. “E na Bahia também”, disse.

Na prática, quando o texto da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) chegou ao Congresso, no fim de fevereiro, a expectativa era que a economia de mais de R$ 1 trilhão (o número mágico de Guedes) caísse para em torno de R$ 700 bilhões. Na quarta, a estimativa era que a de que a economia de despesas com a reforma em 10 anos ficasse acima de R$ 900 bilhões – resultado que pode ser comemorado diante das dificuldades de articulação que marcaram o início das negociações e a interferência do presidente Bolsonaro em favor de categorias específicas como a de policiais.

BOMBEIRO – Num dos momentos mais tensos das negociações, o ministro da Economia se desentendeu com Maia ao criticar a abertamente o parecer do relator Samuel Moreira (PSDB-SP). A crise prometia se estender e comprometer a votação até o recesso.

Discreto e hábil negociador, Marinho foi também o bombeiro na crise política aberta entre Bolsonaro e Maia e depois, na reta final, com Guedes.

11 thoughts on “Maia, com apoio de Marinho, Guedes e Lorenzoni, conseguiu aprovação da reforma

  1. “Ainn, eu odeio esse canalha, ladrão e corrupto do Rodrigo Maia!!!! Eu preferiria mil vezes que ele tivesse atrapalhado a votação da Reforma pra eu ter mais pretexto pra odiar e xingar ele!!!!!!!!!!!!!!!”

    (Escrito em MODO BOLSONETE HISTÉRICA E PELANCUDA)

  2. Pronto, já sei em quem votar em 2022: Heleno para presidente e Rodrigo para vice! Hooray!
    E por pura gratidão por ter nos esclarecido a merda que é o PT: Dilma para vereadora por Minas!

  3. Agora a reforma é de todo mundo … menos do Bolsonaro … que é um “fascista” sem articulação política. Botafogo, o sabujo da OAS, apesar da mídia ridícula babando seu saco para diminuir o governo, continua o sujeito insignificante e ressentido que sempre foi.

  4. Agora, os Srs. façam o cálculo de quanto as futuras viúvas receberão de pensão, mas não contem para elas antecipadamente, senão elas te chamarão de otários, bobalhões, idiotas…

  5. A grande mídia quer impor aos brasileiros e brasileiras de que o crédito deve ser dado a Rodrigo Maia pela reforma da previdência social, no entanto, induvidosamente o mérito é do povo brasileiro que tem ido para as ruas, praças e avenidas desse país de dimensões continentais para exigir todas as reformas necessárias para que o país volte a crescer e consequentemente gerar riqueza para todos, sobretudo empregos.
    Rodrigo Maia é o protagonista na Câmara dos Deputados, mas só lá, haja vista ser o presidente daquela casa legislativa e conduzir os seus colegas parlamentares na aprovação da reforma da previdência social, ou seja, como uma democracia deve funcionar.
    Ele conduziu os trabalhos com competência colocando ordem na casa legislativa, considerando os destemperos, a baderna produzida pela turma da esquerda, que não contribuiu em nada, a não ser fazer barulho e tentativas de obstrução da pauta, sobretudo as bancadas do PT, PSOL, PCdoB, PDT e PSB, como não poderia deixar de ser.
    Concluindo, a reforma da previdência social teve êxito porque o povo brasileiro foi para as ruas para exigir a sua aprovação, aqueles que querem que o Brasil retome o crescimento para geração de empregos.

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