Maior desafio do Brasil é se livrar do indevido e excessivo protagonismo do Poder Judiciário

TRIBUNA DA INTERNET | Ser escolhido ministro do Supremo não é mais honra, é mancha no currículo

Charge do Mariano (site Charge Online)

Roberto Nascimento

Há ocasiões em que é preciso concordar com o ministro Marco Aurélio de Mello, quando ele diz que um membro do tribunal não pode tripudiar os colegas, em relação a algum resultado do colegiado, na qual tenha sido voto vencido. Realmente, é preciso respeitar a Constituição.

Todos devem se preocupar com o atual clima de flexibilidade diante das duras normas constitucionais, que não podem estar à mercê de “interpretações” de magistrados, principalmente em relação aos Direitos e Garantias Constitucionais.

RITO CONSTITUCIONAL – Deve–se respeitar o rito constitucional e abolir a desmoralização sumária por atos policiais ou judiciais, especialmente nessas operações midiáticas, com cobertura ao vivo dos órgãos de comunicação.

Há exemplos de sobra no mundo, principalmente oriundos do Império Romano. Naquela época, o Senado temia os Imperadores e seus juízes em busca do poder total, que diziam agir em nome do povo e da sua felicidade, que nunca chegava, até a morte do monarca e a chegada de um novo herdeiro mais democrático.

A única forma do povo e da sociedade melhorar de vida é agir com consciência para eleger bons representantes nos governos e nas casas legislativas.

JUDICIALIZAÇÃO TOTAL – No Brasil de hoje, a representação é a pior possível. Por isso, temos o protagonismo do Judiciário, dando palpite sobre qualquer situação e sempre com aquela arrogância de quem tudo sabe bem melhor do que outros pobres mortais.

Tenho alertado sobre isso aqui nesse espaço e sofrido as críticas regulamentares. Não me importo, exerço apenas meu direito a opinião. Quando os tanques vierem e baterem as suas portas, aí, meus senhores, não vai adiantar choro nem vela. Todos virarão as costas para o vizinho de mãos amarradas, sem direito ao devido processo legal.

NO MAU CAMINHO – A história brasileira é um caudal de acontecimentos e me parece estarmos caminhando para o cadafalso. Às vezes dá vontade de jogar a toalha. Uma parte da sociedade continua com ódio do Lula e do PT. Por isso, não enxerga o mal e a letalidade que o Bolsonarismo está fazendo com os trabalhadores.

Corrupção sempre teve e será a tônica do futuro. Além de combatê-la incessantemente, o que precisamos é de agentes públicos que exerçam suas tarefas, com isenção e sem seletividade, para que a igualdade e a isonomia sejam respeitadas, inclusive tudo isso consta como cláusulas pétreas da Constituição Federal.

MUITA INCOMPREENSÃO – Triste pelas incompreensões de pessoas que se dizem amigas, ainda assim, continuarei a navegar nessa areia movediça, pois desistir equivale a admitir a derrota para os medíocres triunfarem, para a ditadura voltar e destruir a nossa liberdade.

É preciso lutar sempre o bom combate. Essa luta parece não ter fim, acaba uma batalha, logo vem outra. Se terminar amanhã, terá valido a pena.

19 thoughts on “Maior desafio do Brasil é se livrar do indevido e excessivo protagonismo do Poder Judiciário

  1. Caro Roberto Nascimento,

    Não preciso repetir a tua importância para este blog, muito menos enaltecer tua inteligência, vastos conhecimentos e dono de uma cultura primorosa.
    Muito menos dizer que, se tens direito à tua opinião, o mesmo acontece às demais pessoas, mesmo que elas divirjam de ti, situação comum e salutar numa democracia, que tanto a defendes e com razão.

    “Triste pelas incompreensões de pessoas que se dizem amigas, ainda assim, continuarei a navegar nessa areia movediça, pois desistir equivale a admitir a derrota para os medíocres triunfarem, para a ditadura voltar e destruir a nossa liberdade.”

    Apesar de estares magoado com pessoas que se dizem tuas amigas, pelo fato de não aceitarem as tuas ideias amplamente, saliento porque sou bem mais velho, Nascimento, que estas pessoas são tuas amigas de verdade.
    Elas pensam diferente e, se lá pelas tantas, te contestam admitindo que não as compreendas, elas não escrevem que estão tristes contigo!

    Faz parte da índole do ser humano ter a sua opinião, o seu entendimento, a sua interpretação dos fatos, e quanto mais suas posições ocasionarem polêmica, melhor.
    Logo, deverias te alegrar e não te entristeceres com eles, pois se ocasionas discussões com o que dizes, sinal que as respostas favoráveis e desfavoráveis aferem a importância do que pensas!

    Se fosses um Chicão, por exemplo, que escreve, escreve, escreve … e fica por isso mesmo, diante do silêncio constrangedor dos comentaristas, encontrarias razões pelas quais te decepcionariam, mas tem sido o contrário.
    Tuas postagens invariavelmente são debatidas, discutidas, sinal que tenho razão em afirmar o quanto és estimado e tuas ideias são relevantes.

    Dito isso, lá vou eu, Nascimento:

    Evidente que ditadura alguma pode ser adequada a povos e nações.
    Regime que tomou o poder à força, mantém-se à força, e quer permanecer à força, jamais poderia existir nesse mundo.
    Dissidentes são presos; rebeldes são eliminados; o cidadão perde seus direitos inalienáveis.

    Se, durante os 21 anos que os militares comandaram o Brasil, a quantidade de pessoas que morreu é bem menor que nas demais nações sul-americanas que passaram pelo mesmo processo e na mesma época, a bem da verdade tivemos violência, tortura, perseguições e assassinatos.
    Milhares de cidadãos perderam seus empregos, alguns foram expulsos das FFAA, jornalistas eram censurados, políticos foram para o exílio autoimposto e cassados, professores eram monitorados, alunos vigiados, e as pessoas perderam direitos legais.

    Independente de o poder estar à espreita do cidadão para qualquer manifestação que desagradasse o governo, a ditadura ofereceu para o Brasil um período de crescimento, índices de violência urbana menor, havia emprego, e o direito de ir e vir jamais foi impedido.

    No entanto, apenas três décadas depois, bastou o surgimento de problemas ligados ao modo como os civis passaram a nos governar quando receberam de volta o poder pelos militares, ou seja, ao nos terem devolvido a “democracia”, que muitos cidadãos passaram manifestar saudade do regime de exceção, principalmente após as gestões petistas.

    Por quê?

    Qual a finalidade do retorno à intranquilidade referente aos direitos dos cidadãos e seres humanos, que naturalmente são controlados pelo regime ditatorial com a volta da arbitrariedade?
    Por que a preferência pelo golpe na “democracia”, se, em tese, este regime político seria o ideal para que resolvêssemos exatamente esse tipo de problema, o descontentamento popular?

    Precisamos analisar algumas premissas, antes de obtermos uma conclusão ou explicação para o povo oferecer a sua liberdade em troca de ordem e menos corrupção:
    A liberdade, depois da vida, óbvio, é o bem mais sagrado do ser humano. Trata-se de um direito absoluto, pleno, inalienável, intrínseco à nossa espécie, que deve ser mantido com mais ênfase e disposição do que ser um fiel cultuando a sua religião. Aliás, sem liberdade não se tem religião, diga-se de passagem.
    Então, o que leva grupos da sociedade pedir pela volta do regime de exceção?

    Em princípio, pelo descrédito à própria democracia como meio de correção de irregularidades e crimes praticados pelos poderes constituídos;
    Depois, pelo fato de o cidadão se achar impotente para mudar um regime que possui justamente a força necessária para impedi-lo mudar o sistema implantado, e que permite a prática de delitos e a instituição da impunidade;
    Por último, oferece a sua liberdade em troca de não ser mais roubado, explorado e manipulado, e de presenciar os danos e prejuízos ao seu país sem nada poder fazer porque impedido pelas instituições.

    Seriam essas as causas aparentes do clamor pelo militarismo, mas haveria outros motivos que não fossem tão visíveis?

    A meu ver, sim.

    A índole de qualquer povo pode ser aferida de acordo com a sua trajetória social e participação nos poderes.
    Em países onde o nível de vida é excelente, pois os governos contemplam o cidadão com ótimos serviços necessários ao seu bem-estar e ao bem comum, os governantes têm plena consciência que, se errarem, o povo os tira do poder;
    Já nas nações onde a população é desprezada, mal tratada, desconsiderada, e seu nível de vida é deplorável, surgem no meio desse sofrimento as castas, as elites, o sistema bancário, sendo quem efetivamente e através dos bastidores comandam o Estado.

    Diante de tantas injustiças ocasionadas pelos privilegiados e próximos ao poder absoluto com relação à massa populacional, o injustiçado cidadão abre mão do seu bem mais precioso, a liberdade, com a esperança que seus opressores passem a ser oprimidos!
    Que apenas uma instituição mande no país, menos várias outras que somente roubam, exploram e manipulam, mais nada.

    Se o sofrimento é perene, que este aumente para mais pessoas e não somente para as mesmas, independente daquelas serem a maioria!
    Que os abonados também deem a sua parcela de sacrifício ao governo da força, que aplainará um pouco mais as diferenças brutais existentes entre os seres humanos do mesmo país!
    Uma espécie de compensação, ou seja, “chegou a hora de vocês, também”.

    Esse processo de se transferir mais poderes às FFAA, por exemplo, é mais viável que as vãs tentativas de correção via democrática, em razão do tempo necessário – longuíssimo-, e da mentalidade do povo, invariavelmente em nações subdesenvolvidas com extrema dificuldade de discernimento.

    Cerca de 35 anos depois que os militares nos devolveram o poder – quem diria! – uma parcela do povo os chama de volta, pois entende ser a única maneira de estancar a violenta hemorragia que a corrupção ocasiona com as artérias que ela rompeu no organismo nacional.
    Errado?
    Claro que sim, evidente, mas, dos males o menor.
    Haverá mais pessoas penando, e não sempre as mesmas em quaisquer governos instalados ou no mínimo, porque apeadas do poder onde sempre permaneceram.

    Se, nossos governantes eleitos (!?) sempre foram sádicos com o povo, sempre os fizeram penar por falta de atenção e desprezo, enquanto as elites, castas e sistema bancário gozaram impunemente as delícias dos extremos, então esses que comandaram a nação por tanto tempo devem conhecer o outro extremo, o da miséria, pobreza, desemprego, perseguições, violências e sem qualquer direito, somente deveres!

    Agora, se os militares retomarem o poder que, desta vez, seja diferente da anterior:
    Nada de ditadura branda.
    Se quiserem ter o apoio da população e de maneira ampla, plena, acabem com o poder legislativo, e suspendam o STF.
    O primeiro porque o cerne da corrupção, dos males nacionais e, o segundo, pelo fato de oferecer a impunidade aos criminosos do poder vizinho!

    Ou isso ou, então, que as FFAA se preparem e, muito bem, pelo retorno dos guerrilheiros, da luta armada, de atentados, sequestros, pois a retomada do governo pelo Exército se dá para garantir, exatamente, a razão de parte do povo querer os militares de volta, pois a única instituição com força suficiente para mandar embora os ladrões, exploradores e manipuladores do povo e país, e convivermos com uma corrupçãozinha, vá lá, menos com a desonestidade irrestrita de nossos representantes, e perdoados solenemente pela Suprema Corte.

    Por favor, leva em conta que te aprecio em demasia, razão pela qual o meu comentário acima, que é a forma como entendo provar o quanto deves ser prestigiado na TI.

    Forte abraço.
    Saúde e paz.
    Te cuida, parceiro.

    • Obrigado amigo Bendl. O que escrevestes não é um comentário, trata-se de um Tratado Dialético.
      Você leu Hegel, o filósofo alemão, criador da Dialética?
      Vou guardar com muito carinho essa esplêndida lição de vida. Acabou- se a tristeza, agora é só alegria.
      Um abraço. Cuide-se também contra essa segunda onda do vírus.

      • Caro Nascimento,

        Alegro-me por teres entendido o meu comentário.

        Não foi crítica alguma, pelo contrário, Eu apenas apresentei um contraponto, e com quem tem plenas condições de aceitar a opinião alheia com elegância e educação, onde és um dos expoentes na TI.

        Agradeço penhoradamente que consideraste uma exposição de fatos que postei, em face dos argumentos apresentados que tentassem explicar os pedidos de retorno dos militares.

        Diante da tua capacidade mental e inteligência superiores, sabes perfeitamente bem que diminuir o protagonismo do judiciário a democracia não é suficiente, pois o regime político pode até conceder mais intromissão e participação do Supremo politicamente.

        Quanto à leitura do filósofo Hegel e a sua Fenomenologia do Espírito, onde havia uma tese contestada por outra tese, chamada de antítese, e chegando à conclusão definida por síntese, que passa a ser uma nova tese, então a dialética é uma espiral sem fim sobre o conhecimento, a sequência sem fim de posições e colocações aprimoraria o saber.

        Se, no empirismo, a experiência contesta a razão, a dialética filtra, por assim dizer, os sofismas, elucubrações, bases falsas de sustentação do que está sendo proposto.

        Aprecio a filosofia de forma especial.
        Mas, o pensador que me atrai, que me identifico é Shopenhauer, um alemão que vivia de mal com o mundo, e deixou entre tantas obras importantes, uma das mais interessantes:
        O Mundo como Vontade e Representação.

        Abração, Nascimento.

  2. A pequenez do stf está diretamente ligada a pequenez de alguns de seus membros.
    A pequenez destes ficou clara na ‘inveja’ que eles sentiram de não serem os protagonistas da operação ‘lava jato’ e principalmente o Juiz Sergio Moro e mesmo, de alguns procuradores; inveja esta que está se cristalizando na palavras e julgamentos que procuram apequenar e mesmo condenar alguns de seus membros.
    São juízes realmente pequenos onde se sobressai o ‘beiçola’.

  3. Quem viveu nos 21 anos do regime dos militares, sabe bem a diferença para os dia de hoje.
    Éramos felizes e não sabíamos. Em plena juventude
    íamos onde queríamos, soltos pelas rua a gozar de uma liberdade total, sem que a polícia ou a criminalidade nos subjugassem, éramos livres, o estado nos garantia a liberdade.
    Hoje somos prisioneiros do sistema político vigente que nos mantém atolados na corrupção e principalmente em nome de uma liberdade que não alcança a população, vivemos aterrorizados
    pela criminalidade.
    Há muito já não saio a rua durante a noite, só durmo com uma arma de fogo a minha cabeceira,
    já deixei há muito de viajar, então pergunto, que raio de liberdade é esta que esta tal de democracia me proporciona? É apenas ter votar no ladrão que vai depois me roubar? A democracia deveria ser o império da lei, que deveria ser forte, para garantir ao cidadão a verdadeira liberdade, inclusive andar pelas ruas com segurança.
    Quem quiser saber como anda a liberdade no Brasil, ligue a televisão nos programas policiais e veja a ditadura imposta pela criminalidade.

  4. Nascimento, nascido uma vez, sempre que contestado, Renasce e Cresce!
    A potência de uma turbina não se mede apenas pela sua ação, mas pela reação também!
    Há um provérbio apócrifo que diz mais ou menos assim: “Meus amigos me afagam; meus inimigos me estimulam a crescer!”
    Quando havia tribos totalmente isoladas do contato com a civilização, se um intruso gripado penetrasse a aldeia, os índios eram, quase sempre, dizimados. Por quê? Como os organismos dos indígenas não sofriam ataques do vírus gripal, seus sistemas imunológicos não desenvolveram anticorpos para uma pronta reação.
    Ademais, no caso duma produção textual, voltada a um público, mesmo que restrito; se o questionamento não for travado dentro dos princípios da dialética, tudo se passa como imposição duma verdade pronta, ou uma pregação religiosa.
    Além disso, alguns dos que discordam de você, fazem-no sem saber por que: talvez para tomarem carona em um trem sem placa de destino, apenas para se sentirem passageiros enxertados!

  5. Quem acredita em Botafo, Batoré, Amigo do Amigo do Meu Pai?
    Quem acredita no Congresso?
    Quem acredita jornalistas que não são jornalistas e sim militantes?
    Quem acredita em Verdevaldo?
    Quem acredita em blogues tipo Brasil247?
    Quem acredita que tudo isso pode mudar com eleição de dois em dois anos?
    Quem acredita em uma constituição com 250 artigos 240 ADCTs e mais de 100 emendas em menos de 32 anos de promulgada?
    Já disse aqui várias vezes e vou repetir: ninguém quer ditadura não. O que queremos é que haja uma intervenção, julguem todos esses canalhas e depois de uma verdadeira reforma política inclusive acabando com a profissão de político. Político é para servir e não para ser um milionário através do dinheiro público. Também fazer uma grande reforma no judiciário. É isso que esses desgraçados tipo Luladra nao querem, eles querem é viver eternamente se aproveitando dos miseráveis.
    Ah país vagabundo.

  6. Prezado Paulo III,

    Admiro a lealdade, o amigo que se voluntaria a defender amizade que nutre por uma pessoa, ao pressentir que ela sendo ofendida ou agredida pelo oponente ou suposto inimigo, e entende ser injusta a manifestação contrária.

    Mas, a linha é muito tênue entre a verdade e a dissimulação. Não fosse assim, e não nos emocionaríamos ao ver um filme ou peça teatral em face do desempenho dos atores, que nos emocionam porque transparecem viver a realidade que a história quer transmitir aos espectadores.
    Conforme registraste:

    “Há um provérbio apócrifo que diz mais ou menos assim: “Meus amigos me afagam; meus inimigos me estimulam a crescer!”

    Certamente pela minha idade – peço perdão por usar de clichês ou frases feitas -, resgato também o ditado já surrado e sem autor definido, que pergunta:
    “O que seria do amarelo se todos gostassem do vermelho?”

    Vou mais longe:
    Jamais eu deixaria de ser amigo de um gremista porque sou colorado!
    Nunca eu seria inimigo de quem é petista, por mais que eu discorde da sua preferência pelo partido e Lula.
    Muito menos tento execrar em praça pública quem é fiel às igrejas neopentecostais, mesmo eu as definindo de outra maneira, que não seriam religiões.

    Portanto, se discordo eventualmente das colocações de Nascimento, um comentarista que admiro e respeito, entendo que ele merece a minha sinceridade, menos o silêncio obsequioso, possibilitando-o entender facilmente que, a ausência de minha manifestação, seria concordar plenamente com as suas posições.
    Além de não ser verdade, eu estaria sendo falso com quem afirmo admirar e respeitar.

    Desta forma, Paulo III, a tua afirmação:

    “Além disso, alguns dos que discordam de você, fazem-no sem saber por que: talvez para tomarem carona em um trem sem placa de destino, apenas para se sentirem passageiros enxertados!”

    Se, eventualmente, discordo de Nascimento, terias que ver o quanto penso, medito, contemplo, imagino, antes de mencionar os porquês de eu não compactuar com as suas ideias ou parte delas, que é este caso.

    Viajo há muito de trem, avião, ônibus, barcos, automóveis, caminhões, camionetes, até já andei de carroça e duas vezes de navio!
    Nunca errei o meu fim da linha, ou seja, de entrar na condução sem saber para onde se deslocava.
    Não sei o que seria viver “sem destino”, apenas com uma mochila nas costas e rumo … sei lá para onde.
    Jamais me passou pela mente esse espírito aventureiro, de caroneiro, de andar pelas estradas da vida com o polegar em riste.

    Evidente que nas viagens aéreas não sei como é a primeira classe ou a executiva, desde que eu chegasse aonde eu queria e precisava, e conforme os carros que dirigi e tive, veículos simples, comuns, mas que nunca me deixaram quebrado na estrada.

    Voltando ao assunto, a minha contestação ao Nascimento foi, de acordo com a minha experiência e vivência, mas principalmente porque sou dotado de poucas luzes, então a expressão da minha mente, honestidade de propósito, franqueza com uma pessoa que merece ser bem tratada e considerada.

    Não quero ser diferente de ninguém, até porque eu não poderia e não teria condições.
    Todavia, mesmo eu pertencer à plebe ignara, reconhecer a minha ignorância porque semianalfabeto, penso, logo existo, disse certa feita um filósofo séculos atrás.

    Sei que eu não precisava explicar o meu comentário que, possivelmente com mais alguns ou não, tenham originado essa tua solidariedade a Nascimento, mas não sou seu inimigo, pelo contrário.

    Grato pela atenção.
    Saudações.

  7. “Tenho alertado sobre isso aqui nesse espaço e sofrido as críticas regulamentares. Não me importo, exerço apenas meu direito a opinião. “Quando os tanques vierem e baterem as suas portas, aí, meus senhores, não vai adiantar choro nem vela. Todos virarão as costas para o vizinho de mãos amarradas, sem direito ao devido processo legal”
    -Tudo que escrevi foi um desdobramento do trecho acima. E tão somente agora, que li o que você postou, não o encontrei inserto no seu texto!
    Mau grado, só depois de postado o meu comentário, fiz um batimento e vi de quem se trata!

    • As críticas são muito importantes, pois nos ajudam a refletir melhor, elaborar os textos com mais carinho e aprender com o contraditório. As vezes, quando são contundentes, reduzem o ânimo, mas, no outro dia, esquecemos tudo. Se não fosse assim, desistiria de escrever e comentar. No entanto, o país precisa, que todos se manifestem. É uma necessidade imperiosa, dialogar, criticar, aprender com o outro, multiplicar os conhecimentos.
      Só assim sairemos do atoleiro, que nos jogaram.

      • Reconheço e acato a sua metacrítica, visto ter sido o articulista que produziu a geratriz do debate.
        No mais, aos borderlines, entrego-os aos cuidados da deusa da Civilização Maia, Ixtab.

  8. Ouvi uma Live, de Fernando Schuler, sobre o filósofo Nietzsche intitulada: Os Sentidos da Vida.
    Segue uma síntese do que pude entender, após uma hora e trinta minutos:

    Segundo Nietzsche, a vida se repete indefinidamente, sem que possamos fazer nada para impedir a repetição. Os marxistas dizem que a história se repete como farsa.
    O filósofo alemão considera que fomos jogados no meio do nada, como andarilhos, caminhantes, nesse mundo hostil, condenados a viver nisso daí (injustiças, corrupção, guerras, Pandemia, etc…).
    Diante dessa vida, devemos amar compulsivamente e viver diante das suas incompreensões, mesmo sabendo que um dia, vamos morrer.
    É como Drumond disse no seu poema mais famoso: ” no meio do caminho tinha uma pedra, havia numa pedra no meio do caminho”.
    É o nosso destino, desviar sempre das pedras jogadas no nosso caminho.
    Diziam que os nazistas seguiram as ideias de Nietzsche, mas, era uma fake, lenda. O filósofo amado pelo III Reich era Martin Heideguer, autor do livro: O Ser e o Nada.
    A palestra do professor Schuler pode ser vista no Site do Café Filosófico, no YouTube.

    • Nascimento,

      Na condição de teu amigo, afirmo que todo sábio é distraído, exatamente o teu caso.

      Uma pequena distração com o autor de O Ser e o Nada, que é Jean-Paul Sartre, que deu o pontapé inicial, por assim dizer, do existencialismo.

      Mais um abraço.

      • Nascimento,

        Martin Heidegger (1889-1976) escreveu Ser e Tempo, e foi um filósofo alemão da corrente existencialista, um dos maiores filósofos do século XX.
        Foi professor e escritor, exercendo grande influência em intelectuais como Jean-Paul Sartre.

        A filosofia de Heidegger baseia-se na ideia de que o homem é um ser que busca aquilo que não é.

        Se existiu um pensador que o nazismo baseou a sua filosofia foi ALFRED ROSENBERG considerado O FILÓSOFO DO NAZISMO, por conta da ideologia e discurso do escritor, a Alemanha foi convencida que deveria aniquilar os judeus.

        Outro abraço.

        • Após dez meses de Reitoria, pediu demissão do cargo, por discordância com o regime nazista.
          Ele participou da destruição da liberdade acadêmica e afastou de de seu antigo mestre Edmund Husserl, que era judeu.
          Não há processos revolucionários, sem uma teoria queno ampare no campo das ideias.
          Por exemplo: os enciclopédistas Rousseau, Voltaire, Etc…, Foram fundamentais para a eclosão da Revolução Francesa. Não há mudanças sem uma teoria que a fundamente.

      • Obrigado pelo aparte providencial.A obra, a qual quis citar foi : O Ser e o Tempo.
        Essa obra projetou Heidegger como o mais famoso representante da filosofia existencialista. O que o filósofo negava.
        Heidegger foi nomeado por Hitler em 1933, ao cargo de Reitor da Universidade de Freiburg.
        Para o filósofo a ” casa” que o homem pode habitar, e a “clareira_ no meio de um bosque, cujos caminhos não levam a parte alguma. Quer dizer Nada.
        Tenho um sério problema, confesso , com o filósofo Sartre. Uma vez citei um frase dele,” O Inferno são os outros, como sendo de Dante, o autor da Divina Comédia, que fez o percurso até o nono girão do Inferno acompanhado do poeta Virgílio.
        Vale a pena uma leitura do filósofo.

  9. Por que o vice não?
    O íntegro e respeitado ministro do STJ, Benedito Gonçalves afastou do cargo o governador Witzel por 180 dias, com base nas robustas provas enviadas pelo Ministério Público. Corretíssimo, parabéns. Mas, o vice Cláudio de Castro estava na mesma toada, inclusive foi pego nas filmagens do MP, saindo do escritório de um operador do esquema, com uma mochila nas costas, além de conversas não republicanas, em grampos telefônicos autorizados pelo Judiciário. Por que o desembargador, afastou o governador e deixou o vice livre para assumir a vacância provisória do titular do mandato?
    Só posso entender, que o MP não deve ter pedido ao desembargador o afastamento do segundo na escala sucessória. O magistrado pode se quiser, ir além há decisão, se as provas forem contundentes. Chama-se a isso extra petita, além do pedido.
    Mas, enfim, o terceiro na linha sucessória é o presidente da ALERJ( Assembleia Legislativa), envolvido nas famosas rachadinhas. E pior, o deputado do PT irá julgar o impeachment definitivo de Witzel. Tudo indica, que será defenestrado por unanimidade.
    O Rio de Janeiro não merece esse escárnio de tantos governantes corruptos. Parece uma melodia sem fim.

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