Manifesto prega a união dos partidos de centro por uma agenda reformista

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Charge do Nani (nanihumor.com)

Pedro Venceslau e Adriana Ferraz
 Estadão

Em uma tentativa de evitar a fragmentação dos partidos do “centro” na eleição presidencial, lideranças de PSDB, DEM, MDB e PTB uniram esforços para articular um palanque único na disputa. O movimento conta com a chancela do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

FHC, o chanceler Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) e o deputado Marcus Pestana (MG), secretário-geral do PSDB, são os primeiros signatários do manifesto intitulado “Por um polo democrático e reformista”, que será lançado em um evento na última semana de maio. O documento defende uma “urgente unidade política nas eleições”.

HERÁCLITO AGE – O projeto surgiu na semana passada, em um jantar na casa do deputado Heráclito Fortes (DEM-PI), em Brasília. Também participaram do encontro o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann (PPS-PE), o ex-ministro da Educação Mendonça Filho (DEM-PE) e os deputados Jarbas Vasconcelos (MDB-PE), Danilo Forte (PSDB-CE), José Carlos Aleluia (DEM-BA), Benito Gama (PTB-BA), além de Pestana.

O movimento surge no momento que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tenta formar um bloco partidário para isolar uma possível aliança eleitoral entre o Palácio do Planalto e o ex-governador Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB à Presidência da República.

A maioria do grupo entende que Alckmin é, hoje, o nome com mais condições de liderar o bloco, apesar de patinar nas pesquisas de intenção de voto. A cabeça da chapa, porém, não será discutida em um primeiro momento.

SEM CIRO GOMES – “Depois do lançamento, vamos buscar em junho bilateralmente cada um dos candidatos. Esse campo vai dos liberais, como João Amoedo (Novo) e Flávio Rocha (PRB), passa por Paulo Rabelo de Castro (PSC), Rodrigo (Maia), Alckmin e Alvaro Dias (Podemos) – e, no limite, vai até a Marina Silva (Rede)”, disse Pestana.

O manifesto, que foi obtido pelo Estado, afirma que essa eleição será a mais “complexa e indecifrável” desde a redemocratização. O texto alerta, sem citar nomes, para o risco de uma disputa polarizada entre um candidato de esquerda e o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que lidera as pesquisas de intenção de voto no cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 “À direita, se esboça o surgimento inédito de um movimento com claras inspirações antidemocráticas. À esquerda, um visão anacrônica alimenta utopias regressivas de um socialismo autoritário”, diz o documento.

BOLIVARIANISMO – Em outro trecho, o texto afirma que a união das forças do “polo democrático” é essencial para que o futuro “não seja espelhado em experiências desastrosas como a vivenciada pelo povo venezuelano”.

O manifesto também prega reforma previdenciária, “descentralização radical”, com fortalecimento do poder local, e uma mudança estrutural no sistema tributário que promova o ajuste fiscal sem aumentar impostos.

A bancada de deputados do PSDB participou nesta quarta-feira, 16, de um almoço na casa do presidente da Câmara. Na ocasião, o deputado Marcus Pestana apresentou uma planilha com os números do primeiro turno da eleição presidencial de 1989 para reforçar os riscos da fragmentação do centro. “Lula foi para o segundo turno com 16,6% dos votos. Brizola teve 16% e Mário Covas teve 11%”, disse o tucano.

UNIÃO INDISPENSÁVEL – Pestana argumentou que se os cinco candidatos com o mesmo perfil em 1989 – Guilherme Afif Domingos, Aureliano Chaves, Roberto Freire, Ulysses Guimarães e Mário Covas – tivessem se unido no primeiro turno, o resultado seria outro.

“Com mais 6%, Covas iria para segundo turno, teria grandes chances de ser eleito o presidente da República”, afirmou Pestana. Naquele ano, Fernando Collor de Mello derrotou Lula no segundo turno.

“Perguntei ao Rodrigo Maia e ao Alvaro Dias se vamos aprender com a história ou repetir os erros do passado”, afirmou Pestana.

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NOTA DE REDAÇÃO DO BLOGÉ um manifesto que já nasce derrotado e não vai unir nenhum candidato. Quando a união precisa ser expressa em um manifesto, isto significa que não há união. Apenas isso. (C.N.)

5 thoughts on “Manifesto prega a união dos partidos de centro por uma agenda reformista

  1. 1. “Por um polo democrático e reformista”… Centro? Com essa linguagem esquerdista não enganam nem o PCI (partido Comunista da Imprensa).
    2. Quais são as PROPOSTAS anti democráticas do candidato Bolsonaro? Por acaso ele está falando em “controle de meios”, por exemplo?
    3. O que essas pessoas fizeram no passado para denunciar ou tentar barrar o avanço do bolivarianismo?
    4. Sim, eles vão repetir os erros do passado simplesmente porque não conseguem sair do passado.

    • “Centro” é o esquerdista com vergonha de se assumi. Mas, pelas palavras e agenda fica fácil desmascará-lo. É importante desmascarar esse tipo de esquerdista pois ele consegue enganar o eleitor desatento, que não acompanha política.

  2. Isto só pode ser mais uma Piada do Ano,

    Agenda reformista mantendo as mesmas peças do Xadrez da Politica é a mesma coisa que mudar nome e sigla de Partido Sujo.

  3. Com a agenda reformista o POVO terá de caminhar de lado com as costas encostadas e se arrastando nas paredes, acho que entenderam, não é?

    Ps. Por falar em POVO, não vejo nem leio esses políticos do centrão falar ou escrever a palavra POVO.

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