Moro tem a confiança de Bolsonaro, diz o vice Mourão, minimizando o episódio

Valter Campanato/Agência Brasil

“Não vejo nada demais nisso daí”, afirmou Mourão sobre o caso

Luiz Felipe Barbiéri
G1 — Brasília

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou nesta segunda-feira (10) que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, tem a confiança do presidente Jair Bolsonaro. Mourão deu a declaração ao comentar a divulgação de mensagens atribuídas a Moro, então juiz da 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba, e procuradores da força-tarefa da Lava Jato no Paraná.

Mourão foi a primeira autoridade do governo a se manifestar sobre o caso. As mensagens foram reveladas pelo site “The Intercept” na noite deste domingo (9).

MENSAGENS – Segundo o site, o então juiz Sérgio Moro orientou ações e cobrou novas operações dos procuradores em conversas em aplicativo de mensagens. Em um dos diálogos, Moro pergunta a Dallagnol, segundo o site: “Não é muito tempo sem operação?” O chefe da força-tarefa concorda: “É, sim”.

“Eu vou responder de uma forma muito simples: conversa privada é conversa privada. Descontextualizada, traz qualquer número de ilações. Então, o ministro Moro é um cara da mais ilibada confiança do presidente”, afirmou Mourão.

RESPEITO ENORME – O vice-presidente disse ainda que o ministro “tem um respeito enorme de parte da população” e que os processos da Lava Jato passaram por diferentes instâncias. “Então, eu não vejo nada de mais nisso aí não”, concluiu Mourão.

O site “The Intercept” diz que na Constituição brasileira um juiz não pode aconselhar o Ministério Público, nem direcionar seu trabalho. Deve apenas se manifestar nos autos dos processos, para resguardar a sua imparcialidade.

Juristas ouvidos pelo “The Intercept” disseram que a proximidade entre procuradores e juízes é normal no Brasil – ainda que, segundo esses especialistas, seja imoral e viole o código de ética dos magistrados.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Se juristas dizem que a proximidade é normal, devido à convivência profissional, fica menos grave. (C.N.)

15 thoughts on “Moro tem a confiança de Bolsonaro, diz o vice Mourão, minimizando o episódio

  1. Esse gringola é ridículo. Ele sabia que pela constituição não se pode interceptar mensagens privadas de ninguém sem autorização judicial? E ele sabia que quem divulga é cúmplice? E é assim também na pedofilia, drogas, etc. Ele se acha acima da lei só por que é o renan e o dirceu que estão por trás das escutas? Vai caçar um tanque para lavar junto com a esposa. A população APOIA Sérgio Moro. E quem foi eleito para presidente não é seu amiguinho.

  2. OK, tudo bem, Moro faltou com a ética?! Falassério!!!

    Procuradores e juízes conversam, é claro. O mal seria se fossem papos não republicanos, como são as conversas do PT e de seus asseclas, de presidentas querendo nomear malandros de nove dedos para ministros, só para escapar das garras da justiça. Isso, sim, é imoral.

    Nas várias esferas governamentais, onde nascem, vivem e morrem os atos administrativos, devido à sua complexidade, muitas vezes passam por diversos órgãos, antes de se aperfeiçoarem.

    Na busca desse aperfeiçoamento quem vai pretender que as diversas autoridades não se comuniquem? Desde que o pano de fundo seja o bem comum, mal algum há. É só estardalhaço.

    Nem sei se a OAB já saiu em campo, mas é provável que saia.

    Muitos se enganam (ou querem enganar alguém) ao imaginar que a OAB – antigamente, de fato, uma organização a serviço da sociedade brasileira, uma ferrenha defensora das liberdades individuais e coletivas, hoje em dia, repleta de infiltrados defensores dos mais corruptos políticos que já passaram pelos palácios antes dignos – atualmente, aja na defesa daqueles antigos interesses.

    Infelizmente, nos dias atuais, essa antes nobre autarquia federal, é movida por interesses na defesa advocatícia de seus clientes, custe o que custar, às favas com a moral e a ética.

    Seus clientes, todavia, ao roubar o povo, ao sangrar os cofres da nação, ao praticarem toda a sorte de descalabros a que diariamente assistimos (e só assistimos, por enquanto!), dispensam a ética. Talvez a respeitem entre si.

    É assim mesmo. Bandidos por acaso precisam de licença para roubar? Precisam de licença para ter armas? Essa é uma discussão da sociedade organizada, não do crime organizado.

    Esses ministros do STF que acham “grave” as revelações do Intercept não acham grave a forma como esses grampos foram obtidos? Isso ficou em segundo plano?

    E que mal há – repito – se Moro e Dallagnol trocaram conversas em prol do bem comum, do aperfeiçoamento das investigações, com vistas à produção de uma sentença mais próxima da perfeição possível? Nada que fuja aos fundamentos da República, pelo contrário. É altamente recomendável essa colaboração mútua, desde que respeitadas as balizas das respectivas missões, dos respectivos múnus.

    Tanto juízes como promotores têm em seu sangue o anseio pela justiça, pelo bem comum.

    Os bons advogados, cada vez mais raros, também têm.

  3. Tudo isso é muito suspeito … desde a negociação entre os dois pederastas, que resultou na infiltração de um michê nas entranhas do poder, até a exclusiva criação de uma seção brasileira de um sítio sem nenhuma credibilidade, financiado por 30 dinheiros de um agente da ditadura iraniana. A PF, a Receita Federal, o COAF e todo o aparato estatal deve investigar minuciosamente toda essa treta … bandidos digitais e seus cúmplices não podem escapar ilesos.

    • E o pior é que, se o agente esquerdista internacional for investigado, ele vai se vitimizar e espalhar pra todo mundo que está sendo perseguido pelo “terrível regime de Bolsonaro”.

      Mas mesmo assim devem investigá-lo porque ele já está difamando bastante o Brasil e um pouco mais não fará diferença.

      Também não devemos descartar a possibilidade de diálogos forjados. Esse Greenwald já pôs em risco de vida dezenas de agentes secretos dos EUA quando divulgou informações no caso WikiLeaks e não se importou.

      Essa gente é capaz de tudo!

      E agora estão operando todos juntos: parlamentares e políticos corruptos, esquerda em geral e imprensa!

  4. Ora, todos tem relação de alguma forma.

    Mas aí neste caso temos algo que foge da normalidade. Que encontra vedação expressa na lei. Causa de suspeição.

    Vemos um ajuste entre agentes com múnus público – obrigação imposta por lei – no cargo que exerce e dentro dos limites da lei.

    Um conluio entre um agente garantidor do devido processo legal (juiz) e a parte que atua como fiscal da lei em persecução criminal através da ação penal pública (promotor).

    Os juristas que tentam relativizar o problema, atribuindo apenas a uma questão ética, são falsos juristas! Esses, sim, estão sendo antiéticos ao esconderem a verdade por questão ideológica e defesa de uma integridade das instituições que se revelou inexistente.

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