Na eleição, votar em branco ou anular o voto beneficia quem está na frente

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Charge do Diogo (Arquivo Google)

Pedro do Coutto

Analisando-se de forma serena e objetiva a lei eleitoral brasileira, chega-se à conclusão de que não adianta o eleitor que deseja expressar sua rejeição pela política votar em branco ou anular o voto. Tanto nas eleições majoritárias, presidente da República, governador e senador, quanto nas eleições proporcionais para a Câmara Federal e Assembleias Legislativas.

Nas eleições para presidente da República, por exemplo, votar em branco ou anular é indiretamente favorecer o que vai na frente, inclusive votar em branco ou anular pode fazer com que não haja segundo turno. Tal hipótese é improvável na disputa presidencial, mas é possível que ocorra nas eleições para governador.

CÂMARA E SENADO – A disputa pelo Senado não tem segundo turno. Nas eleições para deputado, o voto branco e nulo é ignorado, sobretudo seu efeito pode alterar para menos o quociente partidário.

O quociente partidário resulta da divisão dos votos válidos pelo número de cadeiras em jogo. Assim, quanto maior for a parcela de brancos e nulos, menor será o quociente. Se o voto nulo ou branco reduzisse o número de cadeiras, poder-se-ia dizer que o eleitor que anulou estaria diminuindo o número de vagas. Mas a legislação não prevê isso. O número de cadeiras não diminui; ao contrário, torna mais fácil a reeleição exatamente daqueles que o eleitor ou eleitora deseja substituir. Dessa forma, esterilizar o sufrágio é, no final das contas, uma atitude conservadora.

ELEITORES FIEIS – Vale frisar também que os eleitores que formam a base fisiológica dos candidatos que mais cultivam esses redutos não deixarão de votar de maneira alguma.

Para presidente da República, o voto branco ou nulo favorece o candidato que vai na frente nas pesquisas.

Se o líder não for do agrado de parcela do eleitorado, o jeito é escolher um candidato e, com isso, forçar o desfecho no segundo turno. Este ano o primeiro turno é dia 7 de outubro, e o segundo no dia 28 do mesmo mês.

FRUSTRAÇÕES – Os eleitores que rejeitam o quadro político ficarão frustrados consigo mesmos. Não adianta nada tal atitude, ao passo que escolhendo um candidato ele pode evitar que a eleição se decida anda no primeiro turno. Esta lógica se estende às disputas pelos governos estaduais.

Por isso, digo eu, marque seu candidato ou candidata na máquina eletrônica e tenha certeza de que assim agindo você estará fortalecendo o direito democrático do voto.

Alguém tem que ocupar o poder e para chegar ao poder só existem dois caminhos:  pelas urnas ou pelas armas. Vamos sempre pelas urnas.

10 thoughts on “Na eleição, votar em branco ou anular o voto beneficia quem está na frente

  1. “Alguém tem que ocupar o poder e para chegar ao poder só existem dois caminhos: pelas urnas ou pelas armas. Vamos sempre pelas urnas.” “Conversa mole pra boi dormir, de cabo eleitoral. É sempre a mesma ladainha 171 do continuísmo da mesmice do $istema podre, votar no ruim para evitar o pior, que se não vem pelas urnas vem via golpe, montado nas leis de Gerson e de Murphy. Basta. Chega dos me$mo$. Fora todo$. Democracia Direta Já. Projeto Novo e Alternativo de Política e de Nação Já, ou votos brancos, nulos e abstenções nelle$, contra o continuísmo do $istema político podre no qual quem vota não é outra coisa senão cúmplice, conivente, culpado.”

    • A saída é colocarmos o pé no toco, contra o continuísmo dos me$mo$, surrá-los nas urnas delle$, usando o chicote dos votos brancos, nulos e abstenções, quem sabe assim elle$ criam vergonha na cara e mudam de verdade o $istema podre, com prazo de validade vencido há muito tempo, e que já foi longe demais, já causou desgraças demais.

  2. Tenho reiteradamente escrito – e lá se vão quase sete anos! -, que o voto não pode ser obrigatório!

    Em princípio porque não é democrático o processo, depois surgem aberrações com a obrigatoriedade.

    Se eu me desloco da minha casa para ir votar, mas não quero eleger ninguém, das duas uma:
    Ou anulo o voto ou deixo-o em branco.

    Se eu não quero ir votar, não quero sair de casa, e depois justificarei a minha abstenção no cartório eleitoral, de modo a fugir da multa ou de duas, no caso de haver segundo turno, a minha situação permaneceu RIGOROSAMENTE igual ao eleitor que se deslocou para … NÃO VOTAR!

    Agora, caso fosse livre, sem obrigação alguma, o eleitor votaria no candidato que escolheu, pois somente muito doido para ir às urnas e anular ou votar em branco!

    Lembro outra excrescência eleitoral ou estelionato, lá pelas tantas:
    O dinheiro recolhido das multas aplicadas PERTENCE AO FUNDO PARTIDÁRIO!!!

    Quer dizer, o cara que não vai votar estará aumentando a verba bilionária destinada às organizações criminosas, travestidas em partidos políticos.

  3. “Nas eleições para presidente da República, por exemplo, votar em branco ou anular é indiretamente favorecer o que vai na frente, inclusive votar em branco ou anular pode fazer com que não haja segundo turno”.

    Não concordo com nenhuma das afirmações. Quem não vota, anula ou vota no “ninguém” é como não existisse.

    Fallavena

  4. Quem faz parte da turma do “não me representa” não deve votar, aí fica patente que não concorda com o que está aí. Caso contrário estará dando tiro no pé pois estará participando da eleição, gostando ou não.

  5. No Brasil os caminhos do poder são 3: pelas urnas, pelas armas e pelos hackers.

    É muita ingenuidade acreditar na lisura das urnas SMARTMAGIC sem o voto impresso.

  6. O interessante e que quem tem uma postura critica desse modelo de representaçao burguesa e violentamente criticado, por que? Ja analizaram os motivos que levam o eleitor a anular o voto,elegem -se os candidatos que na campanha prometam algo e quando chegam no poder viram as costas para o povo que os elegem e nao perdem o mandato por isso.O voto nao deveria ser obrigatorio e prometeu nao cumpriu perde o mandato.Açao direta do eleitor.

  7. Em 2014 meu voto foi antes de mais nada um voto ANTI PT! No 1º turno não senti firmeza nem no Aécio e muito menos na Marina Silva, escolhi o Levy Fidelis só pela coragem que ele demonstrou em ser contra essa palhaçada do politicamente correto e assumir abertamente a defesa dos valores tradicionais, mesmo com termos meio chulos, contra a “porralouquice” das propostas da Luciana Genro. Levy Fidelis conseguiu mais de 500.000 votos muito mais do que os pouco mais de 150.000 que ele havia conseguido em 2010.
    Já para as camaras de deputados, a melhor lógica a ser seguida para quem está contra tudo isso que está aí, e por isso deseja anular o seu voto é descarregar votos em partidos que nunca tiveram ninguém nas cadeiras de deputados e no caso na minha opinião o melhor partido para ser escolhido é o PARTIDO NOVO – 30. Inclusive assim, numa próxima eleição presidencial poderá legitimamente ter o seu candidato com o direito de participar dos debates. È uma pena o Amoedo não participar desses debates, mas a culpa não é da BAND nem de qualquer outra emissora, a própria Lei impede o Amoedo de se apresentar e obriga as emissoras a permitirem um cara como o CABO DACIOLO de participar. Está nas nossas mãos mudar essa situação, ao invés de anular ou votar em branco, principalmente em votos para deputados, temos a chance de escolher pessoas e/ou partidos que nunca estiveram lá. O Partido Novo é uma boa opção.

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