Na loucura nossa de cada dia, o brasileiro tem de ir adiante, também enlouquecidamente

Julian Rodrigues: Parem de chamar Bolsonaro e filhos de loucos, debiloides; os nossos doentes mentais são gente do bem

Bolsonaro podia ser louco manso, mas prefere ser agressivo

Vicente Limongi Netto

Realmente somos loucos. Para internar. Louco quem acorda com a suavidade de motosserras, britadeiras, marteladas, furadeiras, latidos e vendedores de gás. Louco é conviver com trapalhadas do inquilino do Palácio do Planalto. Loucura é ouvir bajuladores, calhordas, demagogos e mentirosos na televisão. A pandemia, a ansiedade, a irritação e a depressão aumentaram a loucura. Loucos irados e pseudos sabidões são analistas de futebol.

O trânsito caótico enlouquece. Loucos passeiam com cães brabos sem focinheira. A violência e a insegurança também flertam com a loucura.  Ficamos mais loucos com a alta dos preços de tudo. Louco e criminoso são golpistas no auge da pandemia. Somos todos loucos por continuar lutando.

LOUCURA DO “MITO” – Mais loucos ainda são os que votaram no falso e destemperado “mito”. É desesperadora a dor dos loucos desempregados, sem condições de alimentar os filhos. Loucos abençoados são médicos, enfermeiros, motoristas de ambulâncias, vigilantes, fisioterapeutas, terapeutas e maqueiros. Estraçalham as próprias vidas para salvar a vida dos outros.

Árbitro de futebol é do tipo louco sádico. Irrecuperáveis são os loucos engravatados, felizes por taxar inativos e aposentados. Procuro classificação para os loucos que correm risco da vida nas esburacadas rodovias.

Louco estúpido não usa máscara. Louco pateta é o motorista que não liga a seta quando vai mudar de faixa. Loucos e canalhas são os que assassinam mulheres. Precisam ser castrados e enjaulados.

TAXAS ENLOUQUECIDAS  – Os juros altos contribuem para a loucura coletiva. Pelo diagnóstico médico da insanável loucura do governo, constata-se que vamos todos morrer loucos e sem vacinas.

Mais de 300 mil mortos humilham e deixam todo o Brasil indignado e louco.

Quando finalmente a pandemia for embora, levando maus homens públicos que debocham da ciência e da vida, nos renderemos, então, à loucura prometida e abençoada por Deus.

BRANCALEONE-  Sem querer tirar onda com o experiente William Waack e já tirando (Estadão Tribuna da Internet-2/4, e Jornal de Brasilia), porque chamou Bolsonaro de “Capitão Brancaleone”, devo registrar, com rigorosa humildade, que no meu artigo, aqui na Tribuna, dia 24 de março, abro o texto assim: “Parece piada de humor negro: o exército do presidente Brancaleone com a turba ignara de arrogantes serviçais…”.

Artigo publicado com a mesma foto do artigo do Waack. De leve, ensinava Ibrahim Sued, o “turco” bem informado que se proclamava “imortal sem fardão”. Autodidata. Exigente com a informação. Saudades dele. Fomos bons amigos. Época gloriosa em que fui chefe de redação (lembra, Werneck?) da sucursal do Globo, em Brasília.

BOMBA! BOMBA! – Naquele tempo, os setoristas de O Globo em Brasília eram pautados para conseguir alguma notícia exclusiva para o programa que Ibrahim fazia, altas horas da noite, na TV Globo. Muitas vezes, o próprio Ibrahim é quem telefonava para recolher comigo os “furos” que ele antecipava.

Tempos sem celulares e internet. Dureza. Matérias passadas para o Rio por telex. Fotos transmitidas por telefoto. Muitas vezes alguém precisava ir ao aeroporto em busca de passageiro embarcando para o Rio de Janeiro, para levar material a ser entregue a funcionário do jornal aguardando no Santos Dummont ou no Galeão. Era gostosa e fascinante a vida de redação. A nossa era pequena, mas unida e competente.

FICAR NO BANCO… – Bolsonaro agiu com firmeza, ao assinar decreto mantendo a nomeação do presidente do BB Consórcio, Fausto Ribeiro, para novo presidente do Banco do Brasil (Correio Braziliense- 02/04). Fausto Ribeiro é valoroso servidor de carreira. Jovem e competente.

Críticas desapontadas e iradas contra a nomeação dele não procedem. São inócuas e preconceituosas. Depõem contra a credibilidade, respeito e estímulo que todos os servidores do Banco merecem e exigem.

Fora das atividades profissionais, Fausto é fascinado por futebol. Bom “peladeiro”. Sabe o perfume que a bola gosta. Agora, como presidente do Banco do Brasil, arrumar hora de folga para bater uma bolinha será difícil. O próprio Fausto admite, brincando com o trocadilho: “Agora não jogo mais. Fico no banco”.

5 thoughts on “Na loucura nossa de cada dia, o brasileiro tem de ir adiante, também enlouquecidamente

  1. A Reforma Tributária do “Posto Ipiranga”

    Você é micro, médio ou pequeno empresário, adere ao Simples, diz COM TODA RAZÃO que abrir uma empresa no Brasil é praticamente um crime, quer menos impostos, mais liberdade econômica e se considera liberal. Você deveria estar preocupado com a reforma tributária do “Posto Ipiranga”.

    A proposta é fazer a unificação da tributação com a criação da Contribuição por Bens em Serviços (CBS) de 12% e substituição da PIS/COFINS de 3,65%, que é o Imposto sobre Valor Acrescentado (IVA). Isso colocaria fim na bitributação.

    HOJE:

    A vende mercadoria para B.
    Valor: R$100
    PIS e COFINS: 3,65% = R$3,65
    B vende a mercadoria para C.
    Valor: R$150
    PIS e COFINS: 3,65% = R$5,47
    C vende a mercadoria para o consumidor final D.
    Valor: R$200
    PIS e COFINS: 3,65% = R$7,30
    Total recolhido nessa cadeia = R$16,42

    DEPOIS:
    A vende mercadoria para B.
    Valor: R$100
    CBS: 12% = R$12,00
    B vende a mercadoria para C.
    Valor: R$150
    CBS: 12% = R$18,00 (-R$12,00) = R$6,00
    C vende a mesma para o consumidor final D.
    Valor: R$200 CBS: 12% = R$24,00 (-R$18,00) = R$6,00
    Total recolhido na mesma cadeia = R$24

    Estão copiando a sistemática do ICMS para essa contribuição federal. Ela se chama “não cumulativa” porque, basicamente, você desconta o que incidiu na operação anterior.

    Reparou no aumento expressivo no valor de quem criou o produto/serviço? Antes o criador pagava 3,65%, mas todo mundo também pagava de novo, sem “aproveitar” o que os anteriores pagaram. Agora imagina um empreendimento qualquer, que no Simples vai deixar de pagar 3,65% e pagar 12%.

    Isso só é bom para quem tá no meio da cadeia e agrega pouco valor. Quem produz qualquer coisa, principalmente tecnologia, vai levar na jugular, especialmente se produz diretamente para o consumidor final.

    O setor de serviços simples vai entrar em desespero. Pra ele tanto faz se é cumulativo ou não, já que ele participa de uma cadeia de produção compacta, sendo ele o início e o fim. Para além de ter uma nova sistemática bem mais complexa, também poderá sofrer com o aumento expressivo nos seus custos.

    Vamos dizer que você faz marmitas pra vender por 10 reais. Hoje você paga R$0,36, mas vai passar a pagar R$1,20 e inevitavelmente repassará o valor ao consumidor. Isso vale para quem tem uma lojinha, uma academia, uma escola de línguas – para qualquer serviço que não gere crédito e atenda ao consumidor final.

    A legislação de PIS e Cofins é complexa? Muito! Mas os escritórios e programas de escrituração já estão configurados para lidarem com essa complexidade. O efeito real e imediato da mudança é atolar todos os serviços e produtos com muito mais tributo (3,65 pra 12%).

    De fato, em uma cadeia muito longa, o PIS/Cofins de 3,65% cumulativo pode realmente atingir valores absurdos (embora tenham sido criadas soluções como a incidência monofásica, visando contornar esses casos). Realmente, é algo que precisava mudar, mas a solução anunciada está longe de facilitar a vida do empresário brasileiro. Quem tem uma empresa pequena está lascado! Será mais um sucesso para a famosa franquia “passa-se o ponto”, ou para aquela outra “aluga-se”.

    No fim das contas, cerca de 70% das empresas atingidas migrarão obrigatoriamente do regime cumulativo para o não cumulativo, passando de uma incidência de 3,65% sobre a receita bruta para um de 12% e terão de apurar créditos oriundos das etapas anteriores para compor sua estrutura de custos. Sob o pretexto de favorecer as longas cadeias de produção, irão enforcar todas as pequenas empresas, lojas, academias, restaurantes, escolas, consultórios de saúde, construção civil.

    O que está sendo discutido é um conceito (modernidade, gestão, simplificação, IVA), mas não a economia real do país. Depois de tudo feito, vão colocar a culpa nos juros e na inflação que “apareceu”. Bolsonaro será visto como o cara que subiu impostos, e Guedes como o sujeito que modernizou a tributação e simplificou a legislação.

    E você que é empresário, ao criticar Guedes, será acusado de esquerdista ou comunista – e, na verdade, você apenas quer trabalhar e garantir o seu sustento. A estratégia visa iludir os liberais mais empenhados, já que no fundo visa favorecer o mercado de capitais e não a economia real.

    Na prática, o chefe da economia se mostra um sujeito que acha que vai consertar a realidade mudando o processo, jurando de pés juntos que vai trazer algum resultado. Balela.

    Sem uma técnica voltada ao desenvolvimentismo e ao industrialismo, como é que você vai fazer esse povo falido consiga, de um momento para o outro, criar uma realidade favorável? Só porque mudou a estrutura de tributos? Qual a política para inserir milhões de pessoas de volta às cadeias de produção?

    De fato, como muitos adoram dizer, o mercado regula sozinho a vida dessas pessoas. É simples: elas morrem, porque não participam dele. É assim, sempre foi assim. Os pequenos, que não compreendem os truques do sistema tributário estão tremendo e com toda razão! Afinal, eles são o alvo.

    E isso tende a aumentar a arrecadação? Provavelmente, mas à custa de quê? Não há dúvidas de que parte desses recursos acabarão revertidos em auxílios (a renda básica se anuncia). Outra parte certamente será destinada a custear os juros crescentes que os “analistas de mercado” estão exigindo do governo.

    Ao fim, os preços irão subir, os impostos irão aumentar, as pequenas empresas irão falir – mas o Guedes quer separar “itens de luxo” dos chamados “essenciais”, tabela que ainda não foi divulgada e está sendo parida estado por estado em função do confinamento na pandemia.

    Em síntese, com esse aumento da tributação sobre consumo, as coisas ficarão mais caras, e não vão faltar justificativas para encobrir a trapaça.

    Por fim, repito: se você é micro, pequeno, médio empresário e liberal, deveria muito se preocupar com esta reforma tributária, pois o Guedes não gosta de você. Ele é liberal SOMENTE no mercado de capitais, não na economia real. E se você está caindo no conto do mercado de capitais, que não seja por falta de aviso – lembre-se daquele ditado: saco vazio não para em pé (a não ser que ele seja virtual).

    Se você é de “oposição”, deveria estar atento também, porque o projeto que vem depois da sua turma é assinar embaixo de tudo, com a promessa de distribuir as migalhas por meio de cotas, bolsas, auxílios, regados com bastante identitarismo para dizer que vão favorecer “negres, mulheres e LGBTQ+”, tudo com selo verde – já que o desenvolvimentismo e industrialismo são uma ameaça ao meio ambiente e às populações indígenas.

    É tudo um grande teatro!

    https://jornalpurosangue.com/2021/03/21/a-reforma-tributaria-do-posto-ipiranga/

  2. QUAIS OS SINTOMAS DA PSICOPATIA OU DA BOLSONAROPATIA ?

    Primeiramente, é importante ressaltar que somente os maiores de 18 anos podem ser diagnosticados na psicopatia, ou Bolsonaropatia, mas os sintomas começam a aparecer desde cedo. Vejamos os sintomas mais frequentes e recorrentes:

    – Muita dificuldade em seguir e respeitar as normas de algum lugar, e essa característica se torna muito aparente na contínua prática de crimes;

    – Os psicopatas ou Bolsonaropatas têm práticas reiteradas relacionadas à mentira, sempre utilizam de artifícios para enganar ou tirar vantagem, proveito das situações. Inclusive, a mentira é tão natural que chegam a nem perceber as vezes que estão mentindo, então para ele quem vence é o melhor;

    – A comunicação em si é muito boa, o Bolsonaropata consegue enganar com muita facilidade e se passa por outra pessoa sem nenhum problema. Porém, as relações não são nada proveitosas nem duradouras;

    – A autoestima e o ego são muito elevados, sempre se acham os melhores e não permitem um diálogo para discussão,porque acha que é o dono da razão. Sempre acha que os outros estão na mão dele e ele tem controle de toda a situação;

    – A adrenalina é a força motriz para esse indivíduo. Ficar parado ou sem fazer nada não preenche a vida dele, mesmo no trabalho, se ele ocupar um cargo em que as atividades sejam paradas ou monótonas, ele não vai ficar ali.

    – As reações do psicopata ou Bolsonaropata são as mais impulsivas possíveis. Se ele se sentir ameaçado, a reação com certeza vai ser em dobro do que ele achou ser um “ataque”.

    É possível mudar a mente de um psicopata ou Bolsonaropata?

    – A culpa nunca é um problema para o psicopata ou Bolsonaropata. Onde esse indivíduo estiver, ele vai conseguir deixar alguém mal com suas atitudes, mas ele nunca vai se sentir culpado por isso, justamente porque ele não tem sentimentos ou nenhum tipo de emoção. O que ele tiver que fazer, ele vai fazer, independentemente de quem saia ferido;

    – O psicopata ou Bolsonaropata não tem nenhum tipo de compromisso com as pessoas, sempre sendo uma pessoa instável e nada confiável. Quem sofre realmente é a família ou pessoas mais próximas que sempre vão acreditar na mudança e melhora, o que, na verdade, nunca acontece. É sempre falso com os que se acham dele um amigo, e os descarta sem pudor quando contrariam seus interesses. Só é solidário à sua família nuclear, especialmente com seus filhos. O distúrbio é inato, irremovível, e não há tratamento médico ou psicológico para este tipo de indivíduo.

    • Dr. Ednei José Dutra de Freitas,
      Assino!
      Sem tirar nem por.

      Um diagnóstico perfeito.

      Todo mundo vê que o cara e maluco com força, mas o centrão vai extorquir até o último centavo do demônio e depois vai jogá-lo ao mar pra ir se apagando lentamente…
      É o que ele merece!
      Um abraço.
      JL

  3. Senhor Vicente.
    Eu particularmente, tenho mais medo de louco manso, do que de louco brabo.

    O manso é sonso, e de repente pode fazer uma “arte”.
    O louco bolso, quis dizer brabo, pelo menos já nos dá uma alerta das suas atitudes….

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