Não se deve militarizar a sociedade, mas é preciso militarizar os presídios

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As facções dominam as penitenciárias, esta é a realidade

Francisco Vieira

De que adiantará a economia estar bombando, se você tiver um filho ou outra pessoa amada estirada em um caixão? De que adiantará ter um governo de esquerda ou de direita, se as ruas continuarem apinhadas de bandidos e as residências continuarem a ser invadidas a qualquer hora do dia e da noite? De que adiantará o país melhorar, se você, seu filho, sua filha ou sua esposa não puderem sair de casa para estudar ou para trabalhar sem que possam ser perseguidos, assaltados e até mortos por predadores?

Ora, antes de termos o supérfluo e o luxo, qualquer ser humano precisa ter o mais básico, que é o direito à vida, ao ir e vir que a Constituição finge garantir, como se não estivéssemos vivendo em uma sociedade bárbara.

PRIORIDADE – A segurança não deveria ser a principal bandeira dos candidatos à Presidência, mas acontece que a nossa situação se tornou tão caótica que estamos sentido a falta do direito de sair ás ruas e do direito à vida.

É urgente que sejam encontradas soluções. Não se tem que militarizar a sociedade, mas é preciso militarizar os presídios, conforme propõe o editor da TI. Com o isolamento dos chefes das facções criminosas, acabarão as autorizações via celular para execuções (inclusive de agentes penitenciários), chacinas, remessa de drogas, incursões e grandes assaltos nas ruas. Como seria a solução, duvido que venha a ser tomada.

NO INTERIOR – Cena vista por um amigo meu em Pernambuco: Um jovem chega de moto em um comércio de uma pequena cidade, entra e diz: “O meu patrão quer falar contigo” – e entrega o celular ao comerciante, que ouve a seguinte mensagem: “Alô, fulano? Tudo bem, irmão? Aqui é beltrano. Sabe como é, rapaz. Estou precisando de cinco mil reais. Tem como você entregar esse dinheiro para esse rapaz aí?”

O comerciante sabe que o tal “beltrano” é um conhecido traficante e homicida que está preso. E também sabe que, se não der o dinheiro, ele ou algum parente dele será executado. Sem saída e sem ter onde e a quem reclamar, dá o dinheiro para o jovem… mais uma vez.

Reclamar para quem, se o bandido já está cumprindo pena em isolamento, supostamente sem acesso a telefones? Aliás, todos lembram quando os cidadãos brasileiros foram obrigados a recadastrar os celulares pós-pagos com a desculpa que era para evitar que aparelhos sem cadastro fossem usados nos presídios.

14 thoughts on “Não se deve militarizar a sociedade, mas é preciso militarizar os presídios

  1. Obviamente que essa questão da segurança tem de ser discutida a sério sem ” ideologização , porém não consigo ver o que mudará ser um agente penitenciário for substituído por um militar , o militar não sofrerá as mesmas pressões das fracções ? ? A maioria das Secretárias de Administração Penitenciária já são comandadas por coronéis da PM .
    Também temos de considerar as características específicas da criminalidade em cada estado , no Rio praticamente metade dos crimes são cometidos pelas milícias .
    Na minha opinião , enquanto não fizermos uma ” enorme Lava Jato ” rastreando o dinheiro do crime para sufoca-lo financeiramente , vamos continuar enxugando gelo .

  2. Existem mais, claro, mas os dois problemas gravíssimos que a sociedade se defronta, e que demonstra inquestionavelmente a falência do poder público:
    acuso as cracolândias e as milícias!

    Ambas as situações, que relegam o ser humano como absolutamente descartável, que não causa qualquer interesse por parte do governo, residem nos dependentes químicos abandonados à própria sorte, e outros à mercê de grupos que falsamente se revestem de policiais na defesa de interesses e conveniências daqueles que lhes remuneram!

    Pois, a meu ver, o doente não deveria ter vontade própria, ou seja, levado mesmo que à força para tratamento e, no que diz respeito às milícias, simplesmente serem consideradas como criminosas, e presos tanto seus participantes como os que lhes contrataram.

  3. Rejeitar a militarização da sociedade é a mais um gesto egoísta, casuístico, e até darwinista da elite, a qual pleteia ser imune a tudo que possa incomodá-la, na sua “folgança”, quando recomenda a receita apenas à escória confinada. A estratocracia trar-lhe-ia às lembranças da repressão deflagrada aos “intelectuais da subversão”, em 1964.
    Essa plêiade que defende com unhas e dentes o seu livre pensar a agir, esquece, entretanto, que para a parcela majoritária da população, formada pelos párias da pátria – a essa, com ditadura ou “democracia”, suas vidas e mortes vivem à mira das dos exterminadores militares. Basta ver à qual esfera socioeconômica pertencem as dezenas de pessoas executadas diariamente por policiais.
    Coincidentemente, aquele segmento que responde por quase 100% da população carcerária, justamente onde a elite defende a militarização.
    Será se a militarização das prisões só iria trazer benefícios para quem está dentro e fora delas? Quem vai parar nas masmorras, não seria empurrado por uma sociedade deformada, também carente de um ajustamento pelas mãos dos militares?

  4. “É urgente que sejam encontradas soluções. Não se tem que militarizar a sociedade, mas é preciso militarizar os presídios, conforme propõe o editor da TI. Com o isolamento dos chefes das facções criminosas, acabarão as autorizações via celular para execuções (inclusive de agentes penitenciários), chacinas, remessa de drogas, incursões e grandes assaltos nas ruas. Como seria a solução, duvido que venha a ser tomada.”

    Este parágrafo é crucial ao entendimento do eixo do artigo.

  5. O modelo no japao funcionou e acabou com m poderosa mafia nas prisoes, o que deveria se fazer aqui com as caracteristicas brasileiras, guardas com mascaras, para nao serem reconhecidos e intimidados, conduta de presos a serem tomadas, nao podendo olhar para o guarda , solitaria e perda beneficios , dos banhos de sol , academia pra fazer exercicios,, trabalho remunerado por 10 horas de trabalho, visitas so atraves somento do vidro e com auxilio do telefone, todos gravados, perda dessa regalia se forem gravados dando ordens ou passando mensagens , fim das cantinas ou qualquer comercio dentro da prisoes, aulas de recupercao obrigatoria , contato com advogados feito atraves de distancia estalecida e sem troca de contato fisico ou pessoal ,bloqueio de todos celulares na prisao., isso acabaria imediatamente com o trafego de drogas e telefones celulares , o prisioneiro que fosse pra solitaria mais de 3 vezes seria transferido pra uma prisao maritima num navio de bandeira brasileira em alto mar com capacidade de selas separadas de 4m, sem nenhuma regalia. A morte de policias militares, federais ou agentes da seguranca publica seriam condenados a 30 anos de cadeia a serem cumpridos na sua totalidade , ou por livre escolha do prisioneiro injecao letal de imediato.

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