Nas redes sociais cada um é editor de si mesmo; daí as verdades e as fake news

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Charge do Ivan Cabral (ivancabral.com)

Pedro do Coutto

É exatamente isso o que acontece. Todos encontram o campo livre para colocar suas notícias, comentários, observações e interpretações. O volume é imenso, como nós focalizamos ontem neste site. Esta é a diferença entre as redes da internet de um lado, e os jornais e emissoras de televisão de outro.  Nas redes sociais não há editor, todos estão livres para divulgar o que quiserem. Na imprensa, o editor é também responsável pelos textos e imagens que chegarem às suas mãos. Às suas mãos e à sua aceitação para que sejam divulgadas as matérias. Sustento essa diferença com base em meus quase sessenta anos de jornalismo.

Para se ter uma ideia do procedimento fixado para os setores de imprensa, basta dizer que todos os jornais e emissoras de televisão e rádio publicam diariamente apenas 33% (ou menos) das informações que recebem.

TRIAGEM – Não há espaço para publicar ou divulgar 100% das informações. Para fazer a triagem é indispensável ter sensibilidade para o valor de cada matéria. Então, entra em pauta a pesagem de cada reportagem ou artigo que chega a esse degrau, após deixar as mãos da reportagem e chegar às mãos decisivas dos editores. Tanto assim que os veículos assinalam também os nomes dos editores responsáveis.

Assim, portanto, se algum repórter ou redator entregar uma matéria absurda ou falsa, ela não chegará às bancas do dia seguinte e nem resistirão a algumas horas que distanciam os textos e sua projeção pela TV.

Como se constata, qualquer assunto divulgado ao público passará sempre ao julgamento dos editores de setor e também serão enviadas ao conhecimento do redator-chefe. Na Rede Globo, por exemplo, o diretor de jornalismo é Ali Kamel, cujo nome aparece sempre na tela quando chegam ao fim as matérias produzidas pela reportagem.

HÁ DIFERENÇA – Constata-se também a diferença essencial entre o livre acesso às redes sociais e o acesso que resulta do exame pelas chefias. Com a internet, que representa um avanço extraordinário na comunicação, o comportamento idêntico não se verifica. Basta alguém munido de um computador ou um smartphone para se tornar um autor do amanhã e um editor que é ele mesmo.

Por falar em editor e também em matéria de comunicação em geral, enquanto os órgãos de imprensa possuem jornalista na direção, o mesmo não ocorre no serviço público em geral, incluindo as empresas estatais. É uma pena. Porque, enquanto para dirigir o setor de engenharia, é claro, exige-se um engenheiro, como da mesma forma para comandar o setor médico exige-se um profissional habilitado, ocorrendo o mesmo nos departamentos jurídicos, a chefia tem que ser entregue a um advogado.

PROFISSIONALIZAÇÃO – Nas áreas de comunicação e marketing, porém, não se exige que para o comando tenha que haver um jornalista ou profissional de marketing. Qualquer um, assim, pode dormir com sua profissão e amanhecer na chefia de um departamento de comunicação social. O que acontece é que por essa distorção a comunicação do serviço público e das estatais termina em muitos casos não funcionando. Esses titulares são incapazes de estabelecer a diferença entre informação e publicidade comercial. E acabam cometendo omissões e erros em série e de grande proporção.

Há uma explicação para isso: é mais cômodo garantir a divulgação por esse meio e não levar em conta que a qualidade das informações lançadas na imprensa não é paga e sua divulgação depende inteiramente da qualidade e oportunidade das matérias.

Para finalizar um outro aspecto: os contratos de publicidade geram recursos para os intermediários. Esta é a diferença.

6 thoughts on “ Nas redes sociais cada um é editor de si mesmo; daí as verdades e as fake news

  1. Por isso a importância dos novos mecanismos de comunicação na sociedade, pois “todos os jornais e emissoras de televisão e rádio publicam diariamente apenas 33% (ou menos) das informações que recebem”.
    Por isso também da importante peculiaridade substancial que os novos mecanismos de comunicação possuem, a liberdade de expressão (diga-se de passagem, estão fazendo de tudo para modificar e/ou extirpar de vez isso), onde todos tem acesso, fazendo sua própria triagem, buscando a qualquer momento a todo tipo de informação conforme seu interesse, sem regras estatais e/ou órgãos reguladores e sem manipulações, obstruções e edições maliciosas por parte de pessoas que, “talvez” por viés ideológico, tem, por exemplo hoje em dia, o objetivo na mídia tupiniquim de “desinformar”.
    Em suma, graças a Deus que “nas redes sociais não há editor, todos estão livres para divulgar o que quiserem” (e acessarem a qualquer hora o querem também) e nem redator-chefe e/ou diretor de jornalismo da Rede Globo, pois se houvesse esses profissionais jornalísticos, os quais nos dias atuais, com raríssimas exceções, estão imbuídos no processo de desinformação e imbecilização do povo brasileiro, nas redes sociais, elas não seriam o que são até este momento (digo até agora, pois vai que mudam daqui pra frente, haja vista o projeto malicioso e totalitário de esquerdopatia midiática tupiniquim que se estão tentando nos enfiar goela abaixo que é a tal da “feiki nius”).

    ABRAM OS OLHOS, ESTÃO TENTANDO NOS CALAREM!

    • Devemos sim continuar a ser os redatores de nos mesmos, já sabemos que a imprensa enquanto quarto poder, quer mesmo é a grana que lhe sustenta, e manter a aparência de limpinha, e infelizmente no meu caso devido a baixa escolaridade sou presa fácil para os mágicos da caneta, com seus textos mirabolantes nos levam a onde querem.

  2. Pedro do Couto,

    Nas redes sociais cada um é editor de si mesmo; daí as verdades e as fake news
    Não, Não é simples assim,

    Com o acidente do Roda Viva, onde os estagiários imbecis demonstram explicitamente os interesses do quarto poder, lastreados então na figura do redator responsável, que passa então a ser também imbecil, onde a grande imprensa institui o papel de colunistas, ancoras, e outros mais para dar palpites, e palpites em sentidos opostos na mesma pagina, com o rigor peso e autoridade de uma decisão judicial, como é tido e sabido, a imprensa é uma industria que vende seu produto, informação ou desinformação ao gosto do pagador, sendo o quarto poder e atendendo interesses próprios, tal qual a farmacêutica que vende a talidomida e vende o anador,
    como já disse antes aqui na T I , temos o espaço de dissecação da noticia e do fato, caso contrario a T I estaria na vala comum.
    E em tempos de rebelião e libertação o cidadão que cansado de perceber-se manipulado, passa sim a ser o redator de si mesmo, mesmo que se torne um imbecil tal qual os que lemos nos jornais, e do alto de seus mais de 50 anos de jornalismo vc sabe o quanto prostituído é seu meio, onde a vaidade de se dar um furo é tentadora. (não que em outras não tenham maus profissionais e que prostitutas sejam más.) e sim a profissionalização é necessária mas um diploma não da caráter, os contratos públicos geram receita a todos na rede e nas redações, e temos ciência de como funciona a coisa publica no pais, igual a casa de favores,(sem desmerecê-las).
    A verdade e a mentira depende é de caráter e não de diploma, ideologia, da mídia ou qualquer outro motivo, devido a baixa qualidade de educação que a maioria expressiva da população dependente da educação publica teve e tem (inclusive eu), somos gado fáceis de se guiar, e todos os poderes sabem disso, e no momento atual estão se engalfinhado para ver quem carrega mais para seu curral.
    A imprensa inclusive.

  3. A imprensa fake news quer calar as redes sociais.

    A midia é a maior fábrica de fake news, agora querem acusar as pessoas comuns, nas redes sociais.

  4. Há 2 fatores claríssimos do porque a imprensa deseja censurar as redes sociais:
    o primeiro é que as redações são dominadas pela esquerdinha há mais de 50 anos e, com as redes sociais, o contraditório a ela, por uma maioria esmagadora da população, antes silenciosa e oprimida, está ocorre agora e muitas vezes denunciando suas fake-news a serviço de sua ideologia socialista.
    A segunda é o dinheiro da corrupção que a sustenta (a maioria dele vem do estado) e, como se sabe, vai ficar menor, pela fuga de leitores, devido ás redes sociais.

    Enfim, a legislação contra calúnias e difamações existe e é o que regula a imprensa e isto não é censura e deveria ser o mesmo para as redes, mas isto para a imprensa é pouco. Quer mesmo é calar a voz do povo com a censura, que ela sempre combateu.
    É muita cara de pau.

  5. Mais uma vez meus agradecimentos ao editor Carlos Newton que nos permite uma quase ilimitada liberdade de expressão.
    Suas poucas restrições são ao uso de expressões chulas e de falta de respeito com outros debatedores. E pensando friamente tenho sim que concordar com alguns limites, senão a coisa realmente foge do controle.

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