No Brasil atual não há mais espaço para golpes de estado e aventuras antidemocráticas

Charge Junião Ditadura Militar

Charge do Junião (www.juniao.com.b)

José Carlos Werneck

Por razões que não revela, como afirmou durante sua live de quinta-feira passada, o presidente Jair Bolsonaro demitiu o general Fernando Azevedo e Silva do cargo de ministro da Defesa e nomeou em seu lugar o general Braga Netto, que vinha ocupando a chefia da Casa Civil da Presidência da República. Parecia indício de um golpe, mas, apesar da fértil imaginação de alguns, o clima em Brasília permanece de total tranquilidade.

A maior prova disso é a visita de cortesia, que o novo e o antigo comandantes do Exército, generais Paulo Sérgio Nogueira e Edson Pujol, fizeram juntos, na mesma quinta-feira, ao ex-comandante Eduardo Villas Bôas, importante liderança das Forças Armadas, portador de uma grave doença degenerativa, que dificulta seus movimento, mas não afeta sua lucidez.

SEM CONSPIRAÇÃO – O encontro transcorreu num clima amistoso e bastante descontraído, conforme descrito pelo Exército, nas redes sociais, como uma demonstração de “laços inquebrantáveis de respeito, camaradagem e lealdade.”

Paulo Sérgio e Pujol foram comandados de Villas Bôas, que é um pouco mais antigo. O general Villas Bôas é da turma de 1973 e o general Pujol da turma de 1977 e foram companheiros no Alto Comando do Exército, integrado por 16 generais de quatro estrelas, enquanto o novo comandante, Paulo Sérgio Nogueira, da turma de 1980, foi promovido a general quatro estrelas no comando de Villas Bôas.

A reunião informal mostrou que a “crise militar” motivada pela substituição do ministro da Defesa não teve a gravidade apontada por políticos e pela mídia.

AO LARGO DOS QUARTÉIS…  – Como bem salientou o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, em entrevista concedida a José Luiz Datena, na Rádio Bandeirantes, no Governo, à exceção do presidente e seu vice, que foram eleitos pelo povo, todos os demais integrantes são passíveis de demissões e substituíveis.

Realmente estava coberto de razão o general Rego Barros, quando afirmou que: “Que a política permaneça ao largo dos quartéis”.

Perfeitíssimo! Enfim, existe integral respeito às Instituições. Felizmente, no Brasil atual, não existe mais espaço para aventuras. E isso vale para todos: da Direita e da Esquerda.

8 thoughts on “No Brasil atual não há mais espaço para golpes de estado e aventuras antidemocráticas

  1. Lucidez?
    Aliou-se ao Cunha e Temer para dar um golpe de Estado.
    Um dos responsáveis pelo desgoverno que assistimos de camarote.
    É melhor mesmo ficar ao lado dos loucos…..
    O alarme soa quando a direita afirma que não existirá golpe.

  2. NO BRASIL, NA TRUCADA PRESIDENCIAL DE 2022, Ciro, que se dizia inteligente, optou por fazer o papel de pateta patético do sistema apodrecido, ao que parece. Existem apenas 4 cartas capitais, a saber: Bolsonaro, Lula, um partido e um megaprojeto novo e alternativo de política e de nação, indicando um novo caminho para um possível novo Brasil de verdade. Todavia, se a disputa ficar só no nome por nome não há mais o que fazer senão apenas jogar a toalha e enfiar a viola no saco porque Bolsonaro e Lula (ou Haddad) já estão no segundo turno, e não tem espaço para mais ninguém. Eu não me atreveria a entrar numa disputa contra ambos, apenas para xingá-los disso ou daquilo, até porque são nomes já consolidados, há décadas, sedimentados nas cabeças dos seus eleitores cativos, e xingamentos contra os me$mo$ não colam, bem como tb não faria o papel de pateta patético de pedir a um dos dois que renuncie a candidatura a meu favor. O Ciro, por sua vez, ainda não é um caso totalmente perdido, fora do baralho, porque ele ainda tem uma carta capital nas mãos que se chama partido, cobiçado pela outra carta capital que se chama megaprojeto novo e alternativo de política e de nação, que, aliás, é bicombustível, perene, pode vingar via ruas ou via urnas. Logo, se essas duas cartas se juntarem o tempo pode fechar para o lado dos favoritos Lula e Bolsonaro, o Bicho pode pegar, e ele$ podem ser derrotados até no primeiro turno, valendo lembrar que além dessas 4 cartas capitais não existe mais nada no front, tudo feijão perdido. https://www.brasil247.com/brasil/ciro-pede-a-lula-que-nao-se-candidate-em-2022-e-fala-em-esculhambacao-petista?fbclid=IwAR313n9EyFEDLL4EwWjNycQnEPW0APqaul9MOuyYQ0MNLyIzhOyeswhvEYg

  3. Realmente como já escrevi diversas vezes aqui na TI golpes militares NAO são mais aceitos pelo Tio Sam e ponto final. Bem que Villas Boas e Mourão tentaram, mas como Bolsonaro é cavalo chucro, não conseguiram montá-lo. Agora a onda passou.
    Em 2022 na realidade teremos de um lado o PT que é um partido COM projeto de governo e do outro lado novamente os anti petistas sem projeto de governo formado por muitas ideias lindas e maravilhosas porém sem coesão.

  4. Quanto maior a escassez do espaço, onde está encerrado, melhores serão as condições para um explosivo detonar. Num espaço amplo ou aberto, ele apenas entra em combustão, causando danos irrelevantes.

  5. A demissão dos comandantes militares foi um ato que fugiu da prática que vinha sendo observada pelos presidentes anteriores, assim como a nomeação de militares (e ainda dá ativa) para o Ministério da Defesa e escalões do governo.

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