No Pará, Bolsonaro afirma que os homicídios merecem ‘bala’ e não a lei

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Bolsonaro radicaliza suas bandeiras de campanha

Bruno Góes
O Globo

Em viagem a Marabá, no Pará, o pré-candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, afirmou que homicídios têm que ser respondidos com “bala”, e não dentro da lei. Bolsonaro discursou ao lado de Silvério Fernandes, irmão de Luciano Fernandes, empresário de Anapu (PA) assassinado em maio deste ano por uma suposta disputa de terras.

— Vocês sabem a história do irmão dele, que eu conheci há pouco tempo no Rio de Janeiro. É um crime, ninguém duvida disso. Agora, esses marginais que cometeram esse crime não merecem lei, não. Merecem é bala!

CARREGADO – Bolsonaro chegou no início da tarde a Marabá. No saguão do aeroporto, foi carregado por simpatizantes. Em todos as visitas feitas por ele a estados do país, o momento mais esperado por seus seguidores é a saudação no aeroporto. Depois de ser carregado nos braços por apoiadores, Bolsonaro vestiu a faixa presidencial e depois falou ao público.

— A arma de fogo é um direito de vocês. É um direito do cidadão de bem. E, mais importante do que a defesa da sua vida, é a defesa da nossa liberdade, que essa esquerdalha, materializada com o nome de PT, partido de trambiqueiros, quer tirar de nós. Onde o povo trabalha, o PT não cresce — disse.

ATAQUE A LULA – Bolsonaro ainda atacou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chamando ele de “canalha” e “bandido”.

— Eu não quero mais o Lula preso. Eu quero o Lula em cana! Esse bandido tentou um movimento agora para ficar livre das grades e dos crimes que ele cometeu. Mas, como ainda temos pessoas de bem no Brasil, como Sergio Moro, entre outros, esse bandido vai continuar lá. E a gente espera que o Supremo Tribunal Federal não bote para fora esse grande canalha chamado Luiz Inácio Lula da Silva! — discursou o pré-candidato em um trio elétrico.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGBolsonaro fala o que o povo quer ouvir. Ao invés de defender a pena de morte, ele vai além e defende logo que os criminosos sejam executados. Não percebe que está defendendo um comportamento inaceitável, pois é tipificado como “crime contra a humanidade”. Pode ser que renda voto, mas é propaganda enganosa, porque, se for eleito, ele jamais defenderá esta tese quando estiver no poder. (C.N.) 

33 thoughts on “No Pará, Bolsonaro afirma que os homicídios merecem ‘bala’ e não a lei

  1. Programa de governo do Bolsonaro:
    Armar a população e criticar o LULA.
    (mentira)

    Programa de governo do Bolsonaro:
    O mesmo do governo TEMER.
    (verdade)
    Isso ele não fala.

    • E o resto são candidatos da roubalheira, corrupção e impunidade e nessa lama politica não se salva ninguém nem mesmo o Bolsonaro.

  2. Eu acho interessante refletir sobre esse assunto.

    Ninguém vem nesta Tribuna e certamente em nenhum veículo de mídia defender de forma veemente o Governo Temer, que é rejeitado por mais de 80% dos brasileiros, segundo todas as pesquisas de todos os institutos.

    Mas vemos diariamente em toda a internet pessoas que atacam ou defendem veementemente outros nomes que pretendem disputar a Presidência da República nas eleições de outubro.

    Eu realmente acredito que essas pessoas defendem essas candidaturas de uma forma sincera e apaixonada.

    O que deve ser perguntado a todos que defendem qualquer candidatura é simples:

    – você realmente acredita no que seu candidato está falando na mídia? Lembre-se que em época eleitoral tudo se promete baseado nas orientações dos assessores sobre os principais problemas do eleitorado e não adianta falar em linguagem sofisticada sobre assuntos que a sociedade não entende ou não tem consciência da gravidade. Os candidatos sempre evitam falar de assuntos polêmicos e impopulares para não perderem votos.

    – o que você acredita que o seu candidato vai fazer de diferente do que tem sido feito até o momento?

    – quais as medidas que você acredita ele vai tomar logo que tomar posse?

    – De onde você acha que ele vai tirar os recursos para isso?

    – Como você acha que será a relação dele com o Congresso, cujo Centrão político já está negociando cargos e qualquer medida só passa com troca de favores?

    – Você conhece o assessor econômico do seu candidato e seus pensamentos? Você já assistiu alguma entrevista desse assessor e suas idéias para a economia? É interessante que os candidatos não são explícitos sobre certo assuntos mas seus assessores não medem as palavras quanto se trata de cortes de gastos e privatizações.

    – você conhece a realidade das contas públicas brasileiras?

    – você está sabendo que nenhum candidato fará auditoria da dívida pública, não vai reverter nem a PEC do Teto de Gastos nem a Reforma Trabalhista?

    – você tem conhecimento de que a rolagem da dívida pública consome mais de 50% do Orçamento Geral da União e não está sujeita a PEC do Teto de Gastos, sendo que todas as outras despesas não obrigatórias terão cortes já no Orçamento de 2019?

    Perguntar não ofende.

    Eu não tenho nenhum candidato nesta eleição quando eu respondo as perguntas acima, porque entendo que todos estão a serviço da continuidade e do aprofundamento da política econômica neoliberal, financeirizada e privatista que domina o mundo.

    A resposta correta para as questões acima vai mudar e muito a percepção que muita gente tem da política e dos candidatos que defendem.

        • A questão Bolsonaro
          Estamos vivenciando um clima político de muita instabilidade num momento em que o povo não acredita mais nas instituições, todas elas, financeira e moralmente falidas.
          A questão da segurança pública no País nos coloca no contexto mundial como uma barbárie, em níveis de idade média. Facções tomam conta das cidades, determinam novos horários, explodem ônibus, exibem fuzis e armamento pesado, enfrentam o inócuo, inoperante e despreparado poder público, matam, julgam, condenam, criam uma rede particular de distribuição de serviços públicos, paralisam escolas e bloqueiam acesso a postos de saúde e, a tudo isto, assistimos diariamente e nada é feito de verdade. Só perfumaria; A corrupção alastrou-se de tal forma que os parlamentares ocupam seus tempos em defenderem seus rabos e ainda recebem por isto; A saúde é uma piada…falta até esparadrapo e AAS e, se você precisar de algo rápido, esqueça. Você não vai conseguir e irá morrer, com certeza; A educação…Professores agredidos e alunos que não conseguem expor seus pensamentos por falta de condições intelectuais e pior, sem noções de história e geografia, mas que tudo sabem sobre videogames e celulares. Por fim, num País onde BigBrothers e Neimar Jr são considerados como heróis, onde, anualmente, morrem mais pessoas no trânsito do que na guerra do Vietnam, pouco pode-se esperar.
          Este é um pobre e simples resumo da democracia no Brasil. Não está na hora de pensar que o modelo político até hoje adotado não deu certo? De Sarney a Temer todos esbanjaram incompetência, todos usurparam a Nação. O PT não foi o único, mas foi aquele partido que não teve limites e culpado ,outrossim, por esta onda idiota do socialismo como modelo não sei do que. E daí decorre o fenômeno Bolsonaro. Ultra direitista, com uma linguagem diferente do “Vossa Excelência”, bateu/levou, sem “tititi”, e dando ao povo a esperança de que os bandidos serão punidos, defendendo o direito do cidadão poder se defender e demonstrando patriotismo, sentimento que nós, aos poucos, estamos perdendo. Bolsonaro destaca-se do “mesmíssimo” por atacar instituições de direitos humanos que só defendem bandidos, por acenar com privatizações de estatais “cabides de emprego”, diz ter em mente reformas previdenciárias para acabar com os “marajás” das aposentadorias, pega duro na política trabalhista quando diz que o povo terá que escolher entre menos empregos e mais direitos ou o contrário e tem em mente o estudo de um único imposto federal. Cada um de nós, eleitores, temos o poder de escolher o nosso modelo. Com todo o respeito, eu sou um homem de desafios e vejo no continuísmo uma grande chance de tudo continuar igual. Nós precisamos de leis e processos mais duros contra a bandidagem brasileira; nós precisamos de escolas que ensinem matérias curriculares e não ideologismos patéticos, arcaicos e ultrapassados; o Estado deve se preocupar com Segurança, Educação, Moradia e infra estrutura e, principalmente, com saúde. Não quero um País que venda gasolina, entregue carta, distribua energia. Não quero um País acovardado por traficantes. Quero um País onde alunos cantem o Hino Nacional e se dirijam aos professores com o tratamento de Srs e Sras. Quero que o meu filho saia de casa pela manhã e eu o possa esperá-lo a noite, vivo, sem bala perdida em seu corpo. Se o “pré candidato” Bolsonaro em seu discurso vem ao encontro do que almejo e com ele me identifico, nele votarei. Ele relembra Margarete Thatcher na frase “Jamais esqueçam que não existe dinheiro público. Todo dinheiro arrecadado é tirado do orçamento doméstico, da mesa das famílias”., quer intensificar a mineração de Nióbio e Grafeno (lembram o Enéas?), emfim, seu discurso me atiça. Posso ser mais um alienado político afirmando besteiras e posso quebrar a cara. Mas a quebrarei tentando mudar. Parodiando T.Roosevelt : “É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota.!

          • Grande irmão Paulo,

            Tudo bem?

            Eu te falei que escrever para este blog é bom, faz bem à mente.

            Excelente o teu comentário, que vai ao encontro do que as pessoas comentam nas ruas, em casa, em filas nos bancos, nos estádios de futebol, nos bares e restaurantes com relação à falta de segurança.

            Não há mais como dourar a pílula, e Bolsonaro falou o que se quer ouvir, ou seja, um efetivo combate – repito, COMBATE – com os criminosos.

            As declarações de que o Estado agiria como os bandidos são meros sofismas, falácias, pois o quadro atual exige medidas sérias, contundentes, e não mais tratar as facções de assassinos com cordialidade, respeito e educação.

            O Brasil está em guerra, se os que defendem esses bandidos não perceberam.

            A quantidade de 70 mil mortos tombados ano passado apenas pela violência não encontra qualquer justificativa ou explicação plausível.

            Ou os criminosos, traficantes, chefes de quadrilha, são enfrentados com rigor – claro que não matando indiscriminadamente – ou seremos uma nação tanto governada por ladrões quanto dominada pela violência das milícias e facções!

            O próximo presidente da República terá pela frente dois gravíssimos problemas, que se unem em importância e fundamentais ao país:
            O desemprego e a violência.

            Vou mais longe, pois não se sabe o mais urgente, então crio neologismos:
            Ou resolve o “violemprego ou o desenlência, pois ambos se misturam em soluções imediatas.

            E é indiscutível que o desemprego contribui para o aumento das ocorrências policiais.

            Imaginemos um homem com mulher e filhos, que desesperadamente busca um trabalho e não o encontra.
            E vê seus familiares passando fome, quando percebe que se transportar drogas ou vendê-las terá dinheiro.
            Pergunto:
            Haveria neste país alguma autoridade com moral para prendê-lo?!
            Algum juiz, desembargador, ministro, deputado, senador, até mesmo o presidente desta republiqueta, que pudesse colocar o dedo na cara do suposto meliante?!
            EVIDENTE QUE NÃO!!!

            Pois a tarefa crucial do novo presidente será esta:
            atacar ao mesmo tempo a violência e resolver o desemprego.

            Quaisquer outras medidas e pode dar adeus ao seu governo!!!

            Um abração, mano.

            Volta em seguida.

  3. Quem não reage, rasteja. Rastejante esta o povo brasileiro diante da política e da criminalidade organizada e desorganizada.
    É ladrão saindo pelo ladrão e o povão totalmente a merce da delinquência violenta.
    Até o inicio do governo FHC, portar arma de fogo, era apenas contravenção penal, após o governo que deveria ser esquerda, mas não foi, é que começou o desarmamento da população ordeira e deixando a bandidagem a vontade, com suas armas de guerra.
    Agora, não é só voltar a permitir o uso de armas pela população, tem é que haver uma guerra total ao contrabando de armas e drogas, que são os princípios de toda esta violência.

  4. Quem é que não fala o que o povo quer ouvir?
    Não é assim, sem uma única exceção, a política brasileira?

    O Bolsonoro está errado?
    Não. Ele está apenas fazendo política e política, desde quando me entendo por gente, é feita com declarações segundo aquilo que o povo quer ouvir.

    Na calada da noite, na surdina, o Congresso Nacional aprovou emendas que totalizam mais de 100 bilhões de ‘extras’ no LDO.

    Alguém se deu ao luxo de ler a crítica a isso na imprensa: Poucos e mais, nem se fala mais.

    Mas bastou o Bolsonaro fazer uma declaração como essa cerca de 2 dias atrás e pronto, repetem ad nauseam sua declaração.

    Tenham a paciência!

  5. O quê esperar de um candidato que defende a tortura e os torturadores? Senhor Bolsonaro (e bolsominions), entenda o seguinte: OS AGENTES DA LEI NÃO PODEM AGIR À MARGEM DA LEI.

    Não podemos igualar policiais aos marginais, nem igualar nossas forças armadas a grupos terroristas. Que os eleitores de Bolsonaro não entendam isso, ok. Mas um parlamentar experimente não pode em hipótese alguma defender este tipo de ação. O pior é que não é da boca para fora, como diz o editor “jogando para galera”, é o “pensamento” autêntico deste sujeito deplorável e irresponsável.

  6. 1) O candidato Bolsonaro, às vezes, me lembra o presidente das Filipinas Rodrigo Duterte e o presidente da Turquia Erdogan, que, me parece, mudaram as constituições, mas eu não sei se ele será eleito.

    2) Mas eu vou votar no Álvaro Dias, Podemos…

  7. Interessante é ver ameaças ao vivo e a cores aos magistrados pelos politicos da esquerda, e o Ciro disse recebo a bala, e tudo passa bege na imprensa, mas falar em dizimar bandidos homicidas isso choca alguns politicamente corretos dentro de suas bolhas ideológicas.

  8. Jair Bolsonaro é um maluco com reações previsíveis.

    Ciro Gomes é um louco com reações imprevisíveis.

    Pobre Brasil sem presente e nenhum futuro!

  9. Voltarei em Bolsonaro, pois sem radicalidade, esse país não muda. Só esta errando o foco, pois os maiores criminosos nesse país então em cargos públicos, e esses sim preciso usam ser extirpados como um câncer. A hora isso for resolvido, a criminalidade diminui automaticamente, pois haverá dinheiro para a saúde, educação e segurança pública. Até lá estamos em guerra. Bons contra bandidos e revolucionários.

  10. Bolsonaro enxerga o óbvio , mas não o expressa bem, por outro lado, aqueles que expressam bem não enxergam a realidade.

    Fico com Bolsonaro

  11. Ele lidera as estatísticas exatamente por não ser politicamente correto!
    O brasileiro não aguenta mais tanto mimimi!
    E todo mundo entende o que ele realmente quer dizer.

    • Teresa Fabrício, minha cara,

      Digamos que a expressão “politicamente correto” tenha se deturpado, e hoje signifique “cinicamente hipócrita”!

      Logo, Bolsonaro por mais defeitos que tenha, pelo menos não é cínico e tampouco hipócrita.

      Pontos para o deputado, portanto.

      Um abraço.

  12. Em 2003 quando saiu a lei do desarmamento ocorreram 42000 homicídios em 2017, 14 anos depois, ocorreram 63000. Quem está certo nesta questão???? Os bandidos é claro, antes não aceitavam a lei depois passaram a ser a lei.

  13. José fugiu para o Egito para salvar a pele do filhote depois do aviso de um anjo de que Herodes estava a procura do Messias para matá-lo. Em vez de avisar aos vizinhos e amigos das intenções de Herodes, José simplesmente fugiu como um covarde e deixou os outros na pior. Um péssimo exemplo como começo de uma história que causou muitas desgraças ao mundo.

  14. Se dentre vocês houver algum nordestino, desminta-me! No nordeste brasileiro, assassinar alguém, os meninos são incentivados desde muito cedo: “Quem não mata, não é macho!” Uma forma de tocar no brio dos frouxos. Agente começa a manusear armas também precocemente.
    Isto pode explicar a razão pela qual o nordeste já ter produzido tantos carniceiros: Lampião, Antônio Silvino, “Pelha”, Mainha, Júlio Santana (este considerado o maior do mundo, 492 defuntos). E cá estão os estados mais violentos do Brasil.

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