Nos discursos, o candidato petista Haddad cita Lula a cada 22 segundos

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Pela primeira vez, Haddad sai às ruas como candidato

Sérgio Roxo
O Globo

Em seu primeiro corpo-a-copo na rua com eleitores depois de ser oficializado como candidato à Presidência pelo PT, Fernando Haddad citou nesta quinta-feira o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma vez a cada 22 segundos em três discursos. Num total de pouco mais de 11 minutos de falas a simpatizantes, o ex-prefeito mencionou nominalmente o padrinho político 31 vezes, sem contar referências como “presidente” e “ele”.

Vestido com uma camiseta vermelha estampada com uma foto e com o nome do líder petista, o presidenciável foi chamado ao microfone durante caminhada na cidade de Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo, de “Fernando Lula Haddad” e de “Luiz Fernando Lula Haddad”.

APÓS 17 RECURSOS – Haddad foi anunciado como candidato na terça-feira em um ato na frente da Superintendência da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba, onde Lula cumpre pena desde o dia 7 de abril por corrupção e lavagem de dinheiro. O ex-prefeito foi indicado depois de o PT apresentar 17 recursos para manter a candidatura do ex-presidente, que foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa

Logo no início da caminhada desta quinta-feira, Haddad fez uma rápida fala de dois minutos e meio em que mencionou o nome de Lula nove vezes. O candidato a presidente disse que o ex-presidente ganharia as eleições no primeiro turno se não fosse impedido pelas autoridades brasileiras de concorrer. Destacou também que o ex-presidente deixou um “plano de governo pronto”, e que nos tempos do governo do líder petista a cidade foi beneficiada com convênios para construir 12 creches.

– Nós vamos ganhar essa eleição e vamos botar esse povo para correr – disse Haddad, em seu discurso.

MINISTRO DE LULA – Antes de deixar o município, o presidenciável fez um novo discurso de 4 minutos e 50 segundos, com 12 citações a Lula. Desta vez, Haddad disse que teve a honra de “ser ministro da Educação do Lula” por seis anos.

– Nunca ninguém superou o que o Lula fez ao povo brasileiro – afirmou.

Em seguida, em Osasco, também na região metropolitana de São Paulo, o candidato participou de uma nova caminhada. Durante o percurso, parou para comer um cachorro-quente numa barraca de rua. Ao final, num novo discurso, Haddad disse que o plano de governo de sua candidatura chama “plano Lula de governo”. Lula foi mencionado 10 vezes em quatro minutos de fala.

PROMOTORES – Em entrevista, o candidato celebrou a decisão do Conselho Nacional de Ministério Público (CNMP) de investigar a conduta dos promotores Marcelo Mendroni e Wilson Tafner, que propuseram ações contra ele nas últimas semanas por causa da delação do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC. Pessoa disse que pagou dívidas da campanha de Haddad a prefeito de São Paulo em 2012.

– Entendo que isso depura o Ministério Público. Ele se chama promotor de Justiça, então tem que buscar a verdade. Não pode fazer política

Indagado sobre a declaração do candidato do PDT, Ciro Gomes, que, em sabatina promovida na quarta-feira pelo Globo e pela revista “Época”, disse que o Brasil não aguentaria uma nova Dilma Rousseff, o petista reafirmou que não entrará em confronto com adversários:

PROPOSTAS – Adotamos uma estratégia até o final da campanha de só falar de propostas. Se tiver alguma proposta dele que vocês (jornalistas) quiserem que eu comente, eu comento. Mas esse tipo de ataque, nós não vamos responder.

Apesar de estar numericamente atrás dos seus adversários em quinto lugar (mas empatado dentro da margem de erro), Haddad já deixou escapar que cogita disputar a reeleição. Perguntado se a vice Manuela D´Ávila, que participou da agenda. continuará a fazer acampanha ao seu lado, o petista respondeu:

– Lado a lado, nós vamos estar pelos próximos cinco anos, talvez oito anos.

11 thoughts on “Nos discursos, o candidato petista Haddad cita Lula a cada 22 segundos

  1. Sim, – Nunca ninguém superou o que o Lula fez ao povo brasileiro, aos ex. amigos e aos filiados decentes, aos filhos, às esposas e principalmente ao “Menino do MEP”!

  2. As pesquisas patrocinaras e direcionadas estão mentindo descaradamente. Se o Bolsonaro não morrer de infecção vai ganhar no primeiro turno. O voto útil já começou e ninguém que seja honesto, neste país, quer a esquerda de volta. Haddad, Marina, Ciro e Alckmin são todos farinha do mesmo saco.

  3. “Nas monarquias de antigamente, o bobo da corte era encarregado de entreter os reis e rainhas. Hoje, o bobo da corte precisa satisfazer os desejos de diversão de seus mandatários, que agem como donos dos desígnios do séquito que comandam. Fernando Haddad, ao se submeter ao papel de ser o candidato de Lula, rezando unicamente na sua cartilha, sem vontade e ideias próprias, torna-se o bobo da corte de Lula…”

    Artigo completo: https://istoe.com.br/haddad-o-bobo-da-corte/?utm_source=social_monitor&utm_medium=widget_vertical

    • Caro Francisco, acertou na mosca, Haddad, não reeleito Prefeito de SP, é “oco” não tem personalidade, verdadeiro “pau mandado”. papagaio do Lula, que os papagaios me perdoem, será pior que Dilma. Que Deus nos ajude, a sair dessa situação tenebrosa, onde a falta de moral e brio, está vencedora, cabe ao Cidadão eleitor, votar com Dignidade, honrando sua Consciência, não sendo conivente.

      • -Será que ele discursa com um “ponto” “dentro” da orelha, ligado diretamente à cela da Polícia Federal, por onde ouve o teor dos discursos e das indagações, tal qual a “entrevistadora” da Rede Esgoto?
        -Tal dependência e sujeição dá a entender que ele é incapaz de falar e de discursar por si próprio, tal qual a Dilma.

  4. Mais recente pesquisa XP Investimentos:

    Bolsonaro, 23%
    Haddad, 16%
    Ciro Gomes, 11%,
    Alckmin, 9%
    Marina, 6%
    Amôedo e Álvaro Dias, 4%
    Meirelles, 2%
    Boulos, 1%

  5. DA MISSA “PLANO REAL” MUITA GENTE CONHECE SÓ A METADE. Itamar presidente, FHC ministro, sugeri-lhe o plano moeda forte, na esteira e aprendizagem dos fracassados planos anteriores, cujo nome deveria ser Ecodolar, Bradolar, ou coisa equivalente, na proporção de 4 por 1, com o banimento do nome cruzeiro ou cruzado que expressa sacrifício, expiação, sofrimento, tudo aquilo que o povo brasileiro já estava de saco cheio há muito tempo, bem como da maldita inflação galopante diária que gerava até gerações e mais gerações bipolares, com a mudança diária do humor do tal mercado, via carta divulgada até no Estadão da época. Plano moeda supostamente forte esse que deveria ser usado apenas como um meio de se ganhar alguma estabilidade , fôlego e confiança para se chegar a um grande final que seria a transformação do país em confederação. FHC mandou a carta para Malan, que me mandou uma reposta marota dizendo que não haveria plano nenhum naquele sentido. Dias depois, veio então o “Plano Real”, via URV, com FHC fazendo aquele mesancene todo, e ainda fazendo troça comigo dizendo que o nome dólar na moeda seria colonialismo, esquecendo´se que real é tb colonialismo, português. FHC então usa a “moeda forte” em benefício próprio, elege-se presidente, gostou do jogo e do palácio, e, sem peito para ousar, apenas usou outra vez a moeda como um fim eleitoral em si mesmo, em causa e benefício próprio, comprando com ela a reeleição, que tornou pior o que já era muito ruim, levando a “moeda forte” à exaustão face ao prazo de validade, sem levar em conta o custo do conjunto da obra. Veio então a dupla Lula/Meirelles, ressuscitaram o real e tb o usaram igual FHC, porém com o pé mais fundo no acelerador. Veio Dilma, na mesma balada, para segurar o rojão do Lula/Meirelles, gostou do jogo, quis continuar, continuou, mas o real já havia aberto o bico outra vez, prazo de validade estourado outra vez. Daí veio o golpe e com ele a realidade, 20 anos de estagnação, e uma nova tentativa de ressurreição do real, para começar tudo outra vez, para chegar outra vez nisso que aí está, uma corrida maluca sem fim que não leva a lugar novo nenhum, senão ao aumento gigantesco da dívida pública cada vez mais impagável. Vc acha que vale a pena repetir tudo isso outra vez, ou será que chegou a hora de ousar, deixar de voar como galinha e passar a voar como águia, usar a moeda como meio de se atingir o fim nobre para o qual fora sugerida, como propõe a RPL-PNBC-DD-ME, o Projeto Novo de Alternativo de Política e de Nação, o novo caminho para o novo Brasil de verdade, porque evoluir é preciso, antes que seja tarde demais ? http://www.tribunadainternet.com.br/charge-do-duke-1472/

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