Novo diretor da PF diz que Temer será investigado no caso das Docas de Santos

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Ilustração reproduzida do site 247

André de Souza, Jailton de Carvalho e Bela Megale
O Globo

O novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, prometeu dar celeridade ao inquérito em que o presidente Michel Temer é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por supostas irregularidades no decreto dos portos. Temer é investigado em outros dois inquéritos, mas eles estão paralisados porque a Câmara dos Deputados não deu aval para a continuidade das apurações. “Ele (Temer) continuará sendo investigado, sem nenhum problema. Terá toda celeridade, como os demais inquéritos no Supremo Tribunal Federal” — disse Segóvia.

Em entrevista coletiva após a cerimônia de posse, o diretor-geral foi questionado sobre as investigações envolvendo Temer. Inicialmente, ele citou apenas os dois casos em que já houve denúncia do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, mas que se encontram paradas porque a Câmara não deu autorização para seu prosseguimento. Somente depois, ao ser lembrado pelos jornalistas do terceiro inquérito, ele disse que Temer continuaria sendo investigado.

TRÊS INVESTIGAÇÕES – “Temer sofreu duas investigações os quais foram concluídos pela PF. O relatório foi encaminhado a Janot e ele ofereceu denúncias, que foram suspensas pelo Congresso Nacional” — disse Segóvia inicialmente.

Temer também é investigado em inquérito por supostamente ter beneficiado a empresa Rodrimar no porto de Santos. No STF, o caso é relatado pelo ministro Luís Roberto Barroso, que já autorizou a PF a colher depoimento do presidente.

Segóvia reafirmou que pretende concluir as investigações de todos os inquéritos envolvendo a Lava-Jato em tramitação no STF até o meio do ano que vem, antes das eleições. Disse que todos os inquéritos terão planos de investigação e que o planejamento será finalizado em 15 dias.

É UMA META — “Se não houver conclusão dessas investigação até o meio do ano que vem, elas continuarão. É só uma meta a ser alcançada” — explicou .

Sobre os delegados que tocam os inquéritos no STF, ele disse que a responsabilidade sobre eventuais mudanças na equipe ficarão a cargo do novo diretor de Combate à Corrupção, Eugênio Ricas. Segóvia garantiu que não vai interferir.

“Eu não vou interferir nas equipes de investigação. A equipe de investigação hoje é pequena. A ideia é que ele amplie” — afirmou o diretor-geral da PF.

CASO JBS – Ele levantou suspeitas sobre a conclusão das investigações da JBS por parte da Procuradoria Geral da República (PGR), que resultou nas duas denúncias contra Temer. Segóvia disse que, se dependesse da PF, a apuração não teria terminado em prazo tão curto.

“Talvez uma única mala não desse toda a materialidade para apontar se houve ou não crime, e quais são os partícipes. Isso poderia ter sido respondido se a investigação tivesse mais tempo. E quem colocou esse deadline foi o Ministério Público Federal. E também seria esclarecido por que Joesley (Batista, dono da JBS) sabia quando iria acontecer (a divulgação da delação) para ganhar milhões no mercado de capitais” — disse Segóvia.

Em resposta a uma pergunta na coletiva, o diretor-geral disse que eventual investigação contra Janot depende de um pedido externo. Mas não disse quais fatos relacionados ao ex-procurador-geral precisam ser apurados: “Se vamos investigar Janot, isso dependerá se vão pedir”.

ACORDOS DE DELAÇÃO – O diretor-geral voltou a defender a possibilidade de a PF firmar acordos de delação. O tema está sendo discutido no STF. O MPF é contra a PF poder fazer acordos de colaboração com investigados.

“A direção geral não vai mudar o foco nas delações premiadas feitas pela PF. E devemos voltar a fazer visitas aos ministros do STF para justamente explicar os motivos que a lei já expõe. A lei expõe que PF tem atribuição de fazer delações premiadas. Como uma ferramenta de investigação, ela tem que fazer parte das atribuições da PF. Não vamos desistir. Vamos ao STF falar com cada ministro, se necessário” — disse Segóvia.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Estão fazendo um carnaval, dizendo que Segóvia vai proteger Temer… Mesmo se ele quisesse, não conseguiria. Assim como a Procuradoria-Geral da República, a Polícia Federal é uma estrutura que se move sozinha. Se o gestor quiser interferir, esta informação logo vazará, a manipulação será desfeita e denunciada. Quanto à crítica a Janot, Segóvia tem toda razão. Na ânsia de apanhar o supercorrupto Temer, o procurador-geral se apressou e se complicou. Se tivesse filmado a segunda mala, por exemplo, Temer teria sido cassado logo na primeira denúncia. Quanto ao escândalo do Porto de Santos, as digitais de Temer logo serão encontradas, digamos assim. (C.N.)

11 thoughts on “Novo diretor da PF diz que Temer será investigado no caso das Docas de Santos

    • MACHADO – Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer].

      JUCÁ – Só o Renan [Calheiros] que está contra essa porra. ‘Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha’. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.

      MACHADO – É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.

      JUCÁ – Com o Supremo, com tudo.

      MACHADO – Com tudo, aí parava tudo.

      JUCÁ – É. Delimitava onde está, pronto.

  1. O tamanco na engrenagem

    A sabotagem só funciona quando não é percebida!
    Se presenciada torna-se um ataque aberto passível de contra-ataque…

    sanconiaton

  2. Alexandre de Moraes pediu a inclusão na pauta do STF de uma ação que na prática permitirá o Congresso mudar o sistema de governo para o parlamentarismo, sem consultar a população.

    Se aprovada, abre-se uma brecha para a articulação que o presidente Michel Temer gesta há meses com seus aliados.

    https://goo.gl/q4SnWr

    Enquanto isso, as polianas seguem acreditando que o mundo é cor de rosa… tem articulistas que dizem que PMDB e PSDB tem mais poder de fogo do que o PT para barrar as investigações… quando a conclusão mais óbvia é que a PF, MPF e Imprensa fazem jogo de cena, não estão com tanta disposição assim para punir o PMDB e PSDB, pois querem barrar os candidatos “populistas”, Lula e Bolsonaro.

  3. Segóvia se apressou em afirmar que a PF não fez um bom trabalho, pois se apressou em querer Temer preso, fosse Lula ou outro petista. Tanto a PF “de Daiello”, quanto o STF, o MP e a própria OAB que pediu o impeachment de Temer por conta do resultado destas mesmas investigações, erraram quando aceitaram as denuncias contra Temer, o todo poderoso chefão, tão rapidamente, se ele nem confessou por escrito. Todos erraram SÓ ELE está certo (para variar). A popularidade de Temer dá a exata noção de quem o povo deposita alguma credibilidade. Qualquer aglomeração estritamente popular e não partidária, o mantra “fora Temer” se escuta em alto e bom tom. Escapamos da ditadura do proletariado, direto para outra, esta bem mais articulada, mais camuflada, mais blindada e com raízes que podem ir desde a fundação do país. No fundo Janot sabia que o maior inimigo da Lava Jato, não era o PT, era Michel Temer e os grupos que estão por trás dele.

  4. “Uma mala não é prova suficiente, diz Segovia sobre denúncia contra Temer”

    Ó crédulos, continuem acreditando como acreditaram em Carmem Lúcia.

    Pensando bem, Segovia é mais um mala que nos foi imposto.

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