Num país como o Brasil, discutir direita e esquerda é uma tremenda perda de tempo

Resultado de imagem para esquerda e direita"Francisco Bendl

Temos de debater a realidade, e não a utopia, o sonho, o ideal. Para que o brasileiro e o nosso país consigam melhores condições, o único caminho é através da Educação. A social-democracia escandinava só é possível existir em face do alto nível educacional daquele povo.

Em decorrência, os casos de corrupção – a nossa doença é incurável – são raros, pois o cidadão confia naquele que elegeu, pois partem do eleito os exemplos de conduta, de probidade, de honestidade, seriedade e respeito absoluto pela coisa pública.

TUDO NO LUGAR – Diante de uma existência confortável, pois existe um sistema educacional avançado, um governo em favor do povo, os impostos são altos e pagos, e não sonegados como nesta nossa nação porque não acreditamos em governo algum!

Evidente que sou partidário desse excelente método de governo, a social-democracia, mas teremos condições de um dia implantá-lo no Brasil?!

Povo pobre; analfabetos, 14%, analfabetos funcionais 40%; desempregados, 13%; péssima assistência à saúde; sem proteção, insegurança plena; deve até as cuecas para os bancos, em face das taxas abusivas de juros; escândalos de corrupção diários; exemplos de comportamentos ilícitos a escolher; um congresso que pode ser sinônimo de casa do ladrão ou, conforme venho postando, antro de venais; um povo que apenas vive o dia, sem comprometimento com ele mesmo e com o país.

ESQUERDISTAS? – Quando poderemos dizer que somos de esquerda e nos orgulharmos dessa posição política assumida? Nunca, é claro. A menos que mudemos nossa residência para a Noruega, Dinamarca, Suécia, Finlândia…

A realidade colocada diante de nossos narizes é absolutamente contrária às nossas intenções e desejos. Logo, entendo como totalmente irreal e equivocada essa discussão entre direita e esquerda, pelo fato de nenhuma das duas tendências políticas agirem de acordo com o que divulgam, pregam, em consonância com o que fazem de fato. Além do mais, seria desperdício de tempo querermos debater algo que não presta?

NADA FUNCIONA – Esquerda, direita, centro… nada funciona no Brasil, a não ser o roubo, a exploração do povo e a manipulação da política, pois estamos permanentemente à mercê de governos que entram e saem e cada vez mais a situação do povo se agrava.

Portanto, e conforme escreveu na Tribuna o articulista José Vidal, “qualquer regime que não leve em conta a maioria do povo, que aprofunde as desigualdades sociais, realmente não é bom.”

Em suma, esquerda e direita no Brasil servem perfeitamente a seus respectivos defensores, menos para nós.

53 thoughts on “Num país como o Brasil, discutir direita e esquerda é uma tremenda perda de tempo

  1. Esse texto do Bendl fará alguns quadrúpedes corarem de vergonha quando o lerem….

    Tenho repetido aqui: há alguns comentaristas (na verdade, são cheerleaders de políticos, só falta o pompom no bumbum…..) que, movidos por um maniqueísmo burro e infantil, estão adestrados a só avaliarem os fatos em termos de “esquerda vs direita”, “capitalismo vs comunismo”, e por aí vai…

    O resultado disso está aí: uma compreensão porca e limitadíssima da realidade…..

    “Ser de esquerda é, como ser de direita, uma infinidade de maneiras que o homem pode escolher de ser um imbecil: ambas, com efeito, são formas de paralisia moral.”

    (José Ortega y Gasset)

  2. Tem razão Francisco Bendl quando diz : “A realidade colocada diante de nossos narizes é absolutamente contrária às nossas intenções e desejos. Logo, entendo como totalmente irreal e equivocada essa discussão entre direita e esquerda, pelo fato de nenhuma das duas tendências políticas agirem de acordo com o que divulgam, pregam, em consonância com o que fazem de fato. Além do mais, seria desperdício de tempo querermos debater algo que não presta?” E ainda diz que:

    “NADA FUNCIONA – Esquerda, direita, centro… nada funciona no Brasil, a não ser o roubo, a exploração do povo e a manipulação da política, pois estamos permanentemente à mercê de governos que entram e saem e cada vez mais a situação do povo se agrava” E continua Bendl :.

    “Portanto, e conforme escreveu na Tribuna o articulista José Vidal, “qualquer regime que não leve em conta a maioria do povo, que aprofunde as desigualdades sociais, realmente não é bom.”

    Aqui eu digo :

    Se eu critico Bolsonaro, sou acusado de ser petista, esquerdista, comunista, defensor de corrupto. Se eu critico Lula e o PT, sou tachado de bolsonarista, direitista, antipetista, conservador, retrógrado. Se eu me oponho a ambos ao mesmo tempo, sou rotulado de isentão, alienado, tucano ou jogado no balaio do velho Centrão – e ainda me mandam sair de cima do muro. Mas, e se eu não me identifico com nenhuma dessas três vias tradicionais, como faz?

    Pior que a polarização habitual, uma divisão pura e simples da política em bolhas ideológicas de direita e de esquerda, é a polarização burra e idiotizada que toma conta do Brasil (e das redes sociais). Nos dois extremos há intolerância, ignorância, ódio, preconceito e aversão à democracia. Mas o centro também não está isento de todos esses defeitos, somados ao oportunismo, ao fisiologismo e à hipocrisia típica desses políticos e partidos que vivem leiloando apoio ao governo da ocasião.

    Defender uma solução política fora dos extremos, uma saída equidistante da confrontação entre direita e esquerda, alheia às torcidas pró-Lula ou pró-Bolsonaro, com mais diálogo, racionalidade, responsabilidade, convergência e total respeito ao estado democrático de direito, não me iguala à massa amorfa e fisiológica do Centrão. (Por favor, me inclua fora dessa!)

    Afinal, o que me afasta de partidos como o PSL ou a Aliança pelo Brasil, de um lado, e do PT, do PSOL ou do PCdoB, no lado oposto, também não me aproxima de PP, DEM, PSD, Solidariedade, PTB, PL e outras tantas legendas que transitam pelo poder desde a chegada do Cabral (do navegador, Pedro Álvares, ao Sérgio, ex-governador condenado e preso).

    Até porque essa balança político-ideológica no Brasil (e no mundo) pende para os dois lados, alternando de tempos em tempos. Os movimentos entre liberais e conservadores, entre progressistas e reacionários, são cíclicos. O eleitorado é volúvel. A maioria é relativa, eventual, pontual, passageira.

    Não parece à toa que assistimos a constante inversão de papéis entre governo e oposição. Basta notar como aqui no Brasil já predominaram forças distintas, todas com amplo apoio popular: da ditadura militar ao movimento das diretas; de Sarney a Collor; de FHC a Lula; de Dilma a Bolsonaro. Todos já surfaram na onda da popularidade, viveram seu auge e o declínio. Até chegar a vez do próximo. A fila anda.

    Bolsonaro é a bola da vez. Que o fim vai chegar, é inevitável (graças a Deus!). O que não sabemos é quanto vai durar esse ciclo retrógrado (e o tamanho do estrago). Que resultados terá o bolsonarismo nas eleições de 2020? E em qual situação chegará Bolsonaro para a reeleição em 2022 (se chegar)? Quem será seu principal oponente à esquerda? E como vai se recompor o tal centro democrático?

    A vantagem do surgimento dessa Aliança pelo Brasil, aberração populista, fundamentalista e autoritária desses nossos tristes tempos, é o filtro natural que instala na política ao reunir sob a nova legenda grande parte dos lunáticos e inimigos da democracia. Isso é bom: o carimbo na testa, que não deixa dúvidas.

    Do lado inverso está a tentativa insana de manter o monopólio da esquerda em torno de Lula, avesso à autocrítica e incapaz de reconhecer todos os erros que levaram à ojeriza ao PT e consequentemente à eleição de um inepto, irresponsável, desqualificado e boçal direitista, o meme que virou presidente. Resultado: estão preservados os dois polos que apostam na repetição do “nós x eles”.

    O bolsonarismo e o lulismo são fenômenos que se retroalimentam. A relação é simbiótica, interdependente. Um mito só sobrevive se o outro for o seu antagonista. Daí que essa polarização burra e idiotizada une para sempre Lula e Bolsonaro, bem como arrasta e mantém seus exércitos e milícias de fanáticos e lunáticos nas redes, nas ruas e nas urnas.

    Qualquer tentativa de quebra dessa polarização será atacada igualmente por lulistas e bolsonaristas. Em 2018 funcionou: eles simplesmente aniquilaram qualquer opção de alternativa aos dois extremos. As candidaturas de Ciro Gomes, Marina Silva, Geraldo Alckmin, Álvaro Dias, Henrique Meirelles e João Amoedo foram trucidadas. Outras cogitadas, como as de Joaquim Barbosa, João Doria e Luciano Huck, nem foram adiante.

    O maior problema é que não encontro em nenhum desses, quais sejam, Ciro Gomes, Marina Silva, Geraldo Alckmin, Alvaro Dias, Henrique Meirelles, João Amoedo, João Dória, Luciano Huck, como promessas de renovação política que precisamos, e o ex-ministro Joaquim Barbosa, apesar de ter sido um membro digno do STF não só já recusou a candidatura a ele proposta como me parece uma figura instável emocionalmente, e sua experiência é a de Juiz e Ministro do Supremo, mas nunca administrou no Poder Executivo, e não sabemos sua capacidade para presidir a República.

    Hemos de buscar, dentre os políticos honestos, que são poucos, mas ainda existem, uma alternativa não só para a candidatura à presidência da República, mas também para a deputados estaduais e federais, deputados distritais, prefeitos, vereadores, governadores de Estado, porque o que hoje temos é um conjunto heterogêneo de políticos e, em sua maioria, em todos os cargos citados acima, têm deixado a desejar, isto para ser suave com as palavras.

    Precisamos de achar candidatos comprometidos com o combate à pobreza (no Brasil também com a pobreza extrema), com o combate ao desemprego, que melhore as condições de atendimento no SUS , isto em cidades, estados e municípios, pois o SUS está sucateado, e isto está à vista de todos os que estão lendo estas prolixas linhas minhas. E que estejam focados em implementar uma educação de qualidade, desde o ensino fundamental até os maiores degraus da Universidade Pública. Candidatos que se comprometam a combater o desmatamento de nossas florestas e cuidar de nossos biomas e da biodiversidade.

    Vamos procurar, e aceito sugestões.

    • Caro dr.Ednei,

      Textos como esse, acima, que o senhor postou, indiscutivelmente elevam a qualidade da TI.

      Bem feito, bem argumentado, bem colocado, absolutamente de acordo com esta realidade cruel, que nos tem feito sofrer e padecer com o descaso de nossos governantes.

      De fato, com a eleição de Bolsonaro que seria o oposto do PT politicamente, esperava-se outra conduta, que mais se aproximasse das necessidades do pobre e do miserável, do desempregado e endividado, do analfabeto absoluto e funcional.

      Mas não foi o que houve, pelo menos até o presente momento.
      O Planalto pratica a mesma tática política do PT, onde quem discorda não presta, acirrando mais ainda um radicalismo idiota e imbecil, em consequência, mais danos e prejuízos são ocasionados à nação e seus cidadãos.

      Logo, percebemos que as opções para se escolher novos presidentes e com esses nomes, torna-se quase impossível que a esperança seja resgatada, mas a continuidade dos mesmos métodos que não têm dado certo há décadas, menos para a corrupção, roubos, exploração e manipulação do povo.

      Sabe, dr.Ednei, somos mesmo o marisco, aquele que, entre o mar e o rochedo, é o que paga o pato!

      Um forte abraço.
      Obrigado pela sua colaboração de excelente qualidade.
      Saúde.

      • Bem,
        candidatos perfeitos não existem. O que podemos fazer é optar por aqueles que tem as melhores ideias para um crescimento s sustentável do país. Coisas que sejam realistas..
        De nada adiantam políticas que foquem somente na economia, sem incluir o social.
        O liberalismo e o estatismo excessivos não são alternativas que deram certo.
        Portanto, cabe-nos escolher aquele candidato que seja alinhado com esse caminho.
        E sempre devemos desconfiar das ideias simplistas para problemas complexos: elas geralmente não prestam para nada.

        • Prezado Vidal,

          Muito menos como nossos governantes têm feito conosco e com relação aos nossos
          problemas simples, porém entendendo que somente à base de soluções complexas.

          Convenhamos, nem mel e nem porongo.

  3. Se bem que estas classificações Políticas de Direita e Esquerda sejam criações de Jornalistas, no meu tempo de juventude era mais fácil:
    Os Burgueses (Donos dos Meios de Produção) e seus Representantes, tendiam a ser de “Direita” e tinham como Modelo o Capitalismo Inglês.
    Os Proletários ( os Sem Propriedade dos Meios de Produção, maioria dos quais Operários) e seus Representantes tendiam a ser de “Esquerda” e tinham como Modelo a extinta União Soviética, Economia Dirigista Estatal, na época gozando de grande prestígio e poder.

    In between ficavam a Centro-Direita e a Centro-Esquerda.

    Hoje, as Corporações são gigantescas, não se conhece quase nenhum Burguês pessoalmente, a União Soviética e sua Economia Dirigista Estatal implodiu, a China se Aburguesou e ficou tudo confuso, e como bem diz o Autor Sr. FRANCISCO BENDL, os Representantes de um lado e do outro fazem o que bem entendem e não ligam muito para os Eleitores.

  4. Mestre Bortolotto,

    A nossa história republicana tem provado de forma absoluta, que o povo sempre será coadjuvante, jamais o protagonista principal dos métodos de governo.

    O modelo político brasileiro é exclusivista, pois nos afasta das decisões, determinando que só temos obrigações e deveres, menos direitos e atenção.

    Temos de obedecer e outorgar poderes, mais nada.
    Qualquer decisão mais importante e que interesse diretamente o povo, os poderes constituídos nos afastam, nos distanciam das decisões tomadas em níveis de gabinete.

    Por que não se faz plebiscitos a respeito dos pontos mais importantes atuais:
    Pena de morte;
    Armamento do cidadão;
    Liberação dos cassinos;
    manutenção ou diminuição dos salários dos parlamentares e seus gastos pessoais;
    limites de assessores em cada gabinete;
    o dependente químico não pode decidir se quer ou não ser hospitalizado;
    aposentadoria;
    decidir sobre as verbas à educação, saúde e segurança …

    Nenhum dos itens que mencionei acima o povo tem poder de escolha, sequer de decisão.
    Logo, questiono a democracia brasileira, que ficou restrita às eleições e, contraditoriamente, obrigação do eleitor!

    Portanto, mestre Bortolotto, esquerda ou direita, significa que o cidadão/trabalhador tem somente de marchar:
    esquerda, direita, esquerda, direita …

    Forte e fraterno abraço.
    Saúde, muita saúde.

    • Caro Bendl, parabéns pelo lúcido artigo. E por este comentário, onde aponta o nosso maior problema: o desrespeito a vontade do povo. Daqui do frio, vejo as esperanças colocadas nos representantes escolhidos se esvaindo, sempre, a cada novo ciclo. Resumo a diferença dos dois países (Brasil e Canada), na administração, tanto do dinheiro, quanto das vontades do povo, numa palavra: educação! Não importa a polarização política, na hora de devolver ao cidadão seus impostos, transformados em serviços em prol da melhoria da qualidade de vida. Mas a maioria de nós, brasileiros, se contenta e se adapta ao pouco ou nada, desejando que o mito da vez resolva todos os problemas.
      Abraços,

      • Minha querida Teresa Fabrício,

        Muito obrigado pelo comentário.
        Alegro-me que tenhas entendido o meu recado, que a questão brasileira de fundamental importância é a educação, hoje um acinte às intenções de desenvolvimento que ainda temos.

        Por outro lado, justamente a falta de uma educação/ensino, percebe-se nitidamente na omissão do povo em não decidir sobre a sua vida, e repor o Brasil nos trilhos, em consequência.

        A falta de consciência, senso cívico, sentido de cidadania,de não termos capacidade de discernimento, tais problemas originam um país fraco, porém comandado politicamente de forma autoritária, arbitrária, mediante uma democracia falsa e relativa.

        Talvez diante dessa poderosa maneira que permitimos que nos governassem, entendemos que não há condições de reagir, de mudar esta realidade cruel.
        Claro que estamos errados.
        A força de um povo unido, coeso, disposto a lutar pelo que é seu, jamais poderá ser impedida, pelo menos enquanto não nos dermos o devido valor individual e coletivo.

        Um forte abraço.
        Saúde,muita saúde.

  5. Confundimos, às vezes, os regimes políticos com a economia.
    Por exemplo, ser da direita politicamente, implica em ser favorável ao liberalismo?
    Ser de esquerda significa ser a favor do estatismo?
    Acho que os termos de direita e esquerda, hoje em dia, tem a ver muito mais com os costumes, com os valores conservadores ou liberais.
    O Japão tem há muito tempo um governo político de direita (conservador), mas sua economia não é liberal (há uma série de subsídios aos cidadãos e empresas). Trump é de direita, mas será que a economia dos EUA é liberal? (aos mais pobres há uma ampla proteção social)e algumas áreas têm subsídios).
    Para mim, o crescimento econômico tem que ser inclusivo, mas a proteção social tem que ser compatível com a economia.
    Portanto, não importa se o governo politicamente é de direita ou de esquerda, o que importa mesmo é que a maioria usufrua dos frutos do crescimento, Isso é a social-democracia.

  6. Esse jogo se dá através da servil “fraterna irmandade” multilateralmente alçada e posicionada para seguir a bula de Albert Like e Giuzeppe Mazzini, oras pois….

  7. Parabéns amigo Bendl pelo belo e perfeito texto elucidando nossa realidade. Seria utopia ver políticos pensar no bem comum sem lembrar de direita e esquerda. Imagine um João Doria com o poderio financeiro que tem pensar na coletividade pelo menos do povo de seu estado deixando de pensar somente no seu império? Um Ciro Gomes deixar de ser egoísta e achar que sabe tudo,pensar no pobre povo do nordeste. Com muito pouco teríamos o Brasil que todos nós cidadão de bem queremos.
    Um abraço

    • Prezado Satiro,

      Deveríamos estudar as razões pelas quais permitimos que tanto nós quanto o país chegássemos nesta situação deplorável e caótica e, de certo modo, sem solução!

      Quando que foi acionado o dispositivo do desinteresse, da omissão, do deixar de lado o país e, em consequência, a nós mesmos?!

      Não sei se tem uma data ou um período ou acontecimento, que o brasileiro entendeu como abandonar a sua autoridade natural, o seu poder de reação, a sua união.

      Jamais a História do Brasil registra tamanha divisão política e radical, cidadãos com ódio de cidadãos que não concordam com a ideologia de um e de outro, incompreensão, intolerância, cujas falhas gritantes originam uma nação comandada por desonestos, corruptos, e uma sólida política, independente se tendenciosa, maldosa, mal intencionada e de muita má fé.

      Enfim, eis a realidade brasileira:
      um país cada vez mais desigual, injusto, a cada ano com mais pobres e miseráveis, analfabetos absolutos e funcionais, desempregados e endividados.

      Em contrapartida, um Legislativo que possibilita salários e indenizações milionárias, e um Judiciário comprometido até a medula politicamente, na razão inversa do retrocesso social, da falta de saúde, segurança e educação.

      Um forte abraço.
      Saúde.

  8. Me parece que os esquerdistas são piores.
    Pelo menos, estão mais envolvidos em corrupção, e prova disso que esta só aumentou nos governos de FHC, Luiz Inácio e Dilma.
    O resultado dos governos desses três desocupados foi catastrófico paravo país, pois trata-se de irresponsáveis irrecuperáveis, e ainda que demonstrem algumas raras diferenças quando é para fazer mal ao povo brasileiro se unem imediatamente.
    Sabemos que os três safados não podem andar pelas ruas desacompanhados de capangas porque levariam todo tipo de corretivo próprio para seus males que só o povo em sua ira pode curar.
    Passem bem os três malfeitores e se tiverem um pouco de vergonha desapareçam pois a paciência do brasileiro já acabou e faz tempo.

    • Prezado Velásquez,

      A esquerda não é pior e tampouco melhor que a direita.

      Enquanto a primeira usa com muita competência a demagogia, o aspecto social, a falsa preocupação com o povo, à direita só interessa lucrar, tornar o sistema financeiro cada vez mais sólido, a economia a pleno vapor, na medida que o povo é deixado de lado.

      Concordo que os governos após o fim da ditadura de 64 tenham sido os mais corruptos e, um deles, o pior da nossa história, pela violência empregada contra o cidadão no falso combate à inflação.

      Mas, a corrupção, se foi o PT que a aperfeiçoou e a institucionalizou, a bem da verdade ela nos acompanha há muito tempo.
      Se antes de 64 era mais discreta e havia limites para os roubos, Sarney, Collor, FHC, Lula, Dilma e Temer – Bolsonaro só tem 11 meses de governo -, simplesmente romperam com os limites antes mantidos pela discrição dos corruptos.

      De 85 para cá, a política tirou a sua máscara, o seu disfarce, e passou a atuar como sempre fez ao longo da existência da nossa República, dela para ela mesma.

      O povo sempre foi preterido, coadjuvante, sem qualquer importância no contexto político, até porque aceitou pacífica e covardemente, que lhe tirassem a autoridade inata, o poder de decisão, de se impor.
      E foi muito fácil emascular a população brasileira, pois bastou oferecer ao povo uma educação sem qualidade, e desestimular o professor com salários humilhantes – hoje pagos com atraso, em parcelas e mais de seis anos sem um centavo de reajuste, contrariando até mesmo a Constituição -, que o povo perdeu a sua condição de reivindicar seus direitos e de se impor perante o governo que ele elegeu.

      Resultado:
      Ou somos absolutamente desinteressados pela política ou nos tornamos radicais quando escolhemos a tendência que mais nos identificamos, mesmo sem saber de suas intenções e objetivos.

      Um forte abraço.

  9. Bla bla blá, e faz campanha, vota e defende um governo autoritário voltado ao fascismo com intenções neoliberais que coloca o povo no moedor de carne, desincumbe-se da obrigação de construir escolas etc etc etc….
    Demagogia verborragica transcrita.

    • As tuas acusações a mim são mentirosas e levianas.

      Enquanto somente te prestas a ofender, insultar e agredir o governo, e sem estar sentindo os problemas que passamos, pois resides em outro país, mesmo quem votou em Bolsonaro – e fui um deles, sim, e votaria de novo se os candidatos fossem os mesmos -, temos criticado o governo sistematicamente quanto aos problemas sociais e educacionais, incluindo saúde e segurança.

      A tua visão está turva pela raiva incontida que tens de Bolsonaro, a ponto que deixas de lado defender os que são injustiçados e desprezados, entendendo que agindo da maneira que escolheste estás colaborando com a queda do atual governo.

      Atitude típica de uma pessoa alienada que, sem oferecer sugestões, opções, criticar o que deve, optou pelo radicalismo doentio, e se acha no direito de ofender quem age de modo diferente.

      A tua visão sobre o Brasil é tão limitada, que a tua compreensão é na medida do teu conhecimento sobre a política empregada neste país há mais de um século!

      Apontar para Bolsonaro as tuas baterias e sair disparando a esmo, demonstra o teu total desinteresse pelo povo e país, enquanto resides em uma nação que muito nos explorou, e se tornou um império pelo modo como atuava com os povos que conquistava, aprisionando, roubando e matando, quem se negasse a pertencer ao Reino Unido.

      Logo, se tem algum demagogo na TI, que apenas escreve asneiras e baboseiras és tu, AndréBR, que deveria ser conhecido como AndréGB, de Grã Bretanha, e que age exatamente como os ingleses fizeram com a metade do mundo em passado recente:
      insultando, ofendendo, agredindo e atacando.

  10. Caro Bendl;
    O primeiro casamento do meu filho foi com uma sueca da cidade de Eskilstuna. Ele morou lá de 2006 até 2011.
    Eu diria que a Suécia é um capitalismo bem administrado, e mais humano. O salário bruto do meu filho era de 27.500 kronas e da nora era de 28.000 kronas . Ambos trabalhavam na iniciativa privada. Este também era aproximadamente o valor do salário de um Juiz ou de um Deputado.
    Os impostos eram altos, mas o Estado pagava salários idênticos aos da Iniciativa Privada para seus Funcionários e era eficiente no que fazia.
    O parto do meu neto foi num hospital público sem luxo. Mas se a Juíza ou a Primeira Ministra fossem ter filhos, iriam para o mesmo hospital ( não existia outra opção) .
    Quando eu falei pra minha nora que a Folha de Pagamento inteira da minha Obra era igual ao salário de um Procurador, ela me perguntou;
    ” Como é que vocês deixaram o Brasil chegar nesta situação? “

    • Uma simples talhadeira, uma simples ferramenta produzida à mão por artesãos com o aço de Eskilstuna atinge preços estratosféricos no mercado de colecionadores, é impressionante ver, nesmo no eBay, os valores que alcançam!

      Como chegaram a esse patamar? Com muita educação, especialização, conhecimento, mas principalmente sabedoria.

      A mesma “sabedoria” que usaram para vender ao Brasil os caças do tempo do Lula? Essas tralhas americanizadas que teria sido muito melhor comprar um esquadrão pronta entrega de uma qualidade e capacidade de combate ultra superior dos russos???
      Pode até ser, mas pra nós, os imbecis que compramos gato por lebre, sobra a lição que poucos brasileiros querem aprender:
      Estamos sendo idiotas em mantermos o Brasil na mao de incompetentes.
      É por isso que nós, produtores de aço, nunca chegaemos no mesmo patamar que chegaram os artesãos suecos, ainda mais agora quando um Ventríloquo do Mal é ministro da educação, o governo informa que nao constrói mais escolas e o escambau….
      Da boca pra fora, os militares bradam: AÇO!!!
      Eu escuto: SUCATA!!!!

      • PS: Eskilstuna, a cidade que as pessoas comentam ser “o lugar em que nada de novo é inventado”, a Sheffield da Suécia, é também a capital mundial da reciclagem.
        Até nisso os reis do aço são, reis da sucata!

        • PS2: Estudei o aço de Sheffield, dos tempos da industrialização em diante.
          Os ingleses de Sheffield nunca traíram a nação.
          Todo aço que saía da ilha para as Colônias do Império Britânico era de segunda categoria, o melhor de tudo ficava para consumo interno.

          Um marceneiro experiente sabe o valor de uma talhadeira manufaturada nos seculos passados, a infinita superioridade do aço e da manufatura.
          Outros grandes mestres nessa arte, fora os suecos e os ingleses, são os japoneses, que aço excepcional!!

          A Alemanha hoje é quem coloca o “ching-ling”, o basicāo com alguma qualidade no mercado.

          A Marples & Sons fundada lá por 1820, em Sheffield, é hoje a marca IRWIN que encontramos em toda loja de materiais de construção no Brasil.
          Uma talhadeira com mais de 100 anos manufaturada pelos artesãos da fabrica, com cabo em madeira de boxwood (buxinho) que nunca pegou praga, tem pelo menos mais 100 anos de vida nas mãos de um bom marceneiro.
          Já as IRWIN que estão à venda nas lojas, hoje, nunca proverao o mesmo fio de afiação por uma vez sequer, e nao duram 5 anos de trabalho….

          Assim caminha a NeoHumanidade…..

    • Meu prezado Victor Marins,

      A social-democracia escandinava é a mais justa do planeta.
      Não existem pobres ou classes C e D, mas não existem os ricos e os milionários.

      O povo vive bem, com salários dignos, educação de qualidade, saúde à disposição, segurança quase que absoluta.
      Os impostos são altos, sim, mas, em compensação, o governo é responsável, honesto, e não são como as castas legislativas e judiciárias existentes no Brasil.

      Há a devida valorização do trabalho, do enaltecimento á cidadania, de parâmetros sociais que são obedecidos à risca, incluindo o respeito perante o contribuinte.
      Evidente que a Escandinávia atingiu esse patamar de desenvolvimento científico, tecnológico, social e político, em razão do excelente nível de educação/ensino oferecido, elevando direitos e responsabilidades, deveres e obrigações ao mesmo patamar.

      Obrigado pela tua participação, Marins.

      Forte abraço.
      Saúde.

  11. Quando a razão dos fatos,sobreponhe a nossas vontades, vem a lume, excelentes e esclarecedores comentários.

    Parabenizo o nosso anfitrião do texto,o conterrâneo Bendl,que possibilitou esses brilhantes textos do Ednei,(coletânea de comentários nossos),com sua visão e Cultura,bem como médico,nos brinda com seu conhecimento..

    Bem,como,os demais, Advogados Vidal,Teresa, Marquês; economistas Bortolotto, Dr°José Guilherme Schossland,fez observação “seletivo”,para pensar e refletir..

    Ednei,num determinado parágrafo da ênfase a experiência como fator preponderante para gestor público,alcançar os fins colimados.
    É verdade sua assertiva,se não vejamos..

    Particularmente gostaria do ser o gestor-mor da empresa Trevo transporte-POA,onde labuto como barnabé.

    Mas,como serei gestor-mor,se me falta conhecimento e vivência específica na área de atuação.

    Tbem, gostaria de ser o redator chefe deste jornal.
    Sei escrever não; domino a tecnologia do jornalismo, não;
    Tenho vivência na área de atuação, não.

    Trocando em miúdos, é obrigação nossa,dito esclarecidos,não votarmos nem fazer campanha para neófitos.

    As consequências, está aí, estagnação total,as empresas que tem compromisso com estado social, está sendo vilipendiado pela usura e agiotagem.

    Sem querer milindrar “alguém”,com meu posicionamento,a meu ver, Ciro Gomes, reuni essas qualidades currícular que tanto nós aqui do blog TI, pregamos.

    Entendo possível a opção por Ciro Gomes,ele possuí um estoque +-15 milhões de votos,capaz de arregimentar forças contra os extremistas fanáticos ditos direitistas,e esquerdistas.

    Ficamos na expectativa de dias melhores…

    Forte Abraços a todos…

    • Souza, POA/RS,

      Obrigado pelo comentário.
      Não te preocupes com o teu modo de escrever,pois o importante é tu te comunicares.

      E tens postado muito bons textos, bem feitos, que deixam claramente a tua posição política.

      Abraço.
      Saúde.

    • Caro Luiz Fernando Souza POA/RS, grato pela lembrança, não sou Dr. e sim busco interpretar os males nacionais(inter) suas origens, ou “sutis” fontes, como atento “observa-dor”!

  12. Prezado Chicão,
    Eu nem me incomodo mais com o viés político que a Nação deve adotar.
    A única coisa que peço é que seja de homens honestos e que olhem primordialmente, tipo, FUNÇÃO ZERO, pra nossa gente. Que parem de brincar de fazer política e de nos sacanear. Que seja qualquer viés!
    MAS QUE PARRM DE NOS SACANEAR!
    Os caras vivem como nababos às nossas custas, e vivem fazendo experiências com a população, tipo caixa de Skinner.
    O pior de tudo, é que é tudo em cima do nosso lombo que já fraqueja há muito tempo.
    Não estamos mais aguentando.
    Eles definitivamente não nos levam a sério!

    Não mexem uma palha na loucura que se tornou os salários e penduricalhos.
    Já é insano!!
    No Chile cortaram pela metade os salários dos políticos! E aqui Chicão? SÓ PENSAM EM AUMENTAR TUDO QUE SEJA PRA GARANTIR, MAIS GRANA, MAIS GRANA E MAIS GRANA!!!

    Não esperemos de um levante brasiliense, pois de uma forma ou de outra os habitantes da terra da fantasia se beneficiam da grana da corrupção.
    Simples assim.
    Forte abraço e muita saúde, pra poder aguentar esta gente, que além de louca, é má!!
    P.S.- Desnecessário salientar que a sua matéria é excelente.

  13. Meu caro amigo Espectro,

    A frase não é minha, mas o autor quando escreveu que, sequer a NASA, poderia estudar o brasileiro, ele tinha plena razão.

    Mais parecemos ETs do que terráqueos, pois quem é passageiro desta nave espacial chamada Terra, tem um comportamento parecido com as demais pessoas que residem em outros países e têm culturas diferentes.
    Mas não é o que acontece conosco, lamentavelmente.

    Parecemos que somos mesmo de outra galáxia, pois não nos importamos conosco, com a nossa família, quanto mais com o país!
    Vivemos como pontas soltas no espaço e tempo, deixando de realizar nossos planos, ideias, pensamentos, pelo fato de nossos pés não estarem no solo, mas voando ou em terreno escorregadio.

    E, assim, permitimos que tudo aconteça contra nós sem protestos, reclamações, sem nos darmos a importância devida que temos como cidadãos e de sermos os verdadeiros comandantes desse país.
    Nascemos, somos educados e ensinados a ser animais de carga, que transportam riquezas para os quatro cantos do Brasil, e recebemos como pagamento uma lata d’água e um pedaço de pão velho, quando até isso nos é tomado à força!

    Portanto,um povo sem capacidade de reação, de se unir, de se organizar, e tudo permitir, aceitar e admitir, o resultado não poderia ser outro, a não ser miséria, pobreza, inadimplência e desemprego.

    Grande abraço.
    Saúde, muita saúde.

  14. Andorra: Neste pequeno principado, o presidente francês e o bispo de Urgel, na Espanha, compartilham a chefia de estado como co-príncipes.Neste país também não há impostos e o governo oferece educação gratuita para toda a população. Como o país tem três línguas oficiais, as escolas de língua francesa recebem ajuda do governo francês e as de língua espanhola e catalã recebem ajuda da Igreja Católica. O mesmo acontece com o sistema de saúde andorrano, considerado o de melhor qualidade do mundo, segundo a revista médica britânica The Lancet.

    Bahamas: Este paraíso tropical americano faz parte do Império Britânico e tem no monarca do Reino Unido seu chefe de estado. É também um paraíso fiscal, onde não há qualquer tributação a pessoas físicas, o que faz com que muitos estrangeiros invistam em bancos sediados neste estado. As empresas, no entanto, muitas delas off-shore, recebem uma pequena tachação que gira em torno de 4%. Nas Bahamas, cerca de dois terços das escolas são mantidas pelo governo e o sistema de saúde também é igualmente público.

    Brunei: Este sultanato do oriente médio oferece educação, saúde e moradia gratuitos a toda a sua população sem cobrar qualquer imposto, exceto uma pequena dedução dos cidadãos consideravelmente mais abastados. Exportações, vendas e produção industrial também estão isentas de tributação. O sultão de Brunei, um dos homens mais ricos do mundo, detém o monopólio da exploração do petróleo no país e é desta atividade que provém o financiamento dos gastos públicos.

    Emirados Árabes Unidos: Formado por 7 emirados, entre eles os paraísos turísticos de Dubai e Abu Dhabi, este estado do oriente médio, com uma população maior do que 20 dos 27 estados brasileiros, também não cobra qualquer imposto de seus cidadãos. A exploração do petróleo e do turismo asseguram o oferecimento de escolas primárias e secundárias além de hospitais e centros de assistência à saúde de forma gratuita à população.

    Kuwait: Este emirado, dono da 5º maior reserva do petróleo do mundo, também retira da exploração deste recurso o financiamento de seus gastos públicos. O emirado oferece saúde e educação de todos os níveis gratuitamente à sua população, maior que a de 14 estados brasileiros, sem cobrar qualquer imposto de seus cidadãos. Embora existam instituições de ensino privadas no país, todas elas são generosamente subsidiadas pelo governo.

    Maldivas: Este paraíso tropical formado por centenas de paradisíacas ilhas localizadas no Oceano Índico, mantem um sistema público de educação e de assistência à saúde sem cobrar qualquer imposto de seus cidadãos, embora atividades industriais e comerciais sejam tributadas. Na República das Maldivas, além do sistema público, existem também hospitais e um grande número de escolas privadas.

    Mónaco: Segundo menor país do mundo em extensão, este paraíso das celebridades é mundialmente conhecido pelo glamouroso Grand Premio de Fórmula 1 que tradicionalmente é disputado em suas ruas e por seus badalados cassinos. Na terra do príncipe Albert e da ex-nadadora princesa Sharlene, não existem impostos. As verbas do governo provêm da exploração do jogo em seus badalados cassinos. No principado, detentor do maior IDH do mundo, o governo oferece um respeitável sistema de educação pública e as escolas particulares presentes no estado estão sob contrato com o governo monegasco. Também há um sistema de saúde pública de notável qualidade.

    Nauru: O menor país insular do mundo também não cobra qualquer imposto de seus cidadãos, embora tribute as atividades econômicas, sobre tudo das off-shores instaladas no país. A exploração de fosfatos é a grande fonte de receita para o governo local que, por muito tempo, financiou serviços públicos que asseguraram, por exemplo a erradicação do analfabetismo no país. Com o exaurimento deste recurso, porém, a economia do país tem enfrentado dificuldades e sua população apresenta uma taxa de desemprego bastante elevada.

    Qatar: Outro emirado da Península Arábica, também não cobra impostos de seus cidadãos e também oferece educação e saúde pública à sua população, entre outras iniciativas a partir do financiamento extraído da exploração do petróleo. O grande diferencial do Qatar é que, ao contrário de sues vizinhos, a isenção de impostos não se limita apenas aos cidadãos naturais, mas estende-se a todo residente no país.

    Vanuatu: Este pequeno país insular, descoberto por portugueses e depois conquistado por ingleses e franceses, cuja economia modesta baseia-se na agricultura de subsistência, na pesca e em um pequeno parque industrial, não cobra qualquer imposto de seus cidadãos, mesmo dependendo de ajuda internacional em vários setores. Entidades assistenciais internacionais desenvolvem trabalhos na área de educação e saúde no país e Austrália e Nova Zelândia são as principais fontes de ajuda internacional.

    A exceção de Brunei, dos Emirados Árabes Unidos, Maldivas, Nauru e Qatar nos demais países há uma pequena contribuição para a previdência social.

    Além do fato da maioria destes serem pequenos países, do tamanho de pequenos estados brasileiros, embora três deles façam parte do Império Britânico (Bahamas, Brunei e Nauru), outra característica comum entre eles é o fato de que, para não taxar o cidadão, o governo controla uma atividade econômica específica, como o jogo, a exploração do petróleo ou outro recurso mineral, de onde extrai suas receitas e financia serviços públicos essenciais, em sua maioria de considerável qualidade. Vale lembrar que, apesar de seu tamanho continental, o Brasil é, em tese, uma federação formada por estados em sua maioria com uma população equivalente a estes países e que, apesar do jogo de azar ser oficialmente proibido no Brasil, o governo já controla a Loteria Federal além de vários outros jogos de aposta e, segundo a constituição, todos os recursos minerais existentes no país (e somos fartos em praticamente todos eles) pertencem à união. Por que é então que pagamos tantos impostos e temos tão pouco retorno? Será que temos algo a aprender com esses pequenos países?

  15. Prezado James Pimenta,

    Se ainda fosse vivo o célebre Péricles, autor do O Amigo da Onça, ele diria que são esses países pequenos que devem aprender conosco!
    Mais ou menos como ser um país grande, porém pequeno nos seus objetivos, no seu desenvolvimento, no valor humilhante que dá ao seu povo.

    A meu ver, o que nos diferencia do resto do mundo, com exceção e uma ou outra nação mais pobre do que é o Brasil, posso apontar sem medo de errar que é a educação/ensino.
    Justamente pelo fato de nenhum governante (presidentes) nos últimos 60 anos ter investido um centavo sequer no aperfeiçoamento das escolas, munindo-as de bibliotecas, laser, atendimentos médico e dentário (escolas públicas), esportes, conteúdos programáticos de acordo com os avanços científicos e tecnológicos, professores bem remunerados e periodicamente atualizados, instalações físicas decentes, com bons banheiros, salas de recreação, que atraíssem os jovens para o estudo, que esta enorme nação tem um desenvolvimento pequeno, atrofiado, muito menor do que poderia obter se nossos governantes nos propiciassem uma educação de bom nível.

    No entanto, se a educação/ensino se encontra nesta situação de inferioridade perante dezenas de outros países, as nossas castas judiciária e legislativa vão muito bem, sendo as mais bem remuneradas do planeta!

    Agora por que não protestamos e exigimos uma condição muito melhor para os Ensinos Fundamental e Médio, a razão é a mesma do nosso subdesenvolvimento:
    um povo que detém níveis de analfabetismo absoluto e funcional, que atingem mais da metade da população deste grande país, e que é pequeno nas suas aspirações, sendo menor ainda no parlamento e nos tais “Guardiães da Constituição”.

    Acredito que a nossa situação, Pimenta, impede até mesmo que nos espelhemos nessas nações que citaste, pois deixamos de ser cidadãos comprometidos com o país, individual e coletivamente há tanto tempo, que não sabemos mais como reagir, como resolver nossos problemas, como organizar as nossas vidas em consonância ao progresso do Brasil.

    Tornamo-nos mais de duzentos milhões de seres humanos sem união, sem coesão, sem ambição, sem projetos pessoais, sem uma sociedade organizada e interessada nela mesma, pelo fato de nos resignarmos a somente obedecer e outorgar poderes!

    Forte abraço.
    Saúde.

  16. Caro Bendl,
    Parabéns pelo excelente artigo.
    Os partidos políticos do Brasil que se autodenominam de esquerda, são farsantes que usam esse termo para o eleitor achar que estão do lado dos pobres e mais humildes.
    A direita e o centro é essa esculhambação que está aí.
    Você tem toda a razão, a social-democracia desses países citados deveriam servir de exemplo para o Brasil.
    Um abraço e saúde.

  17. Caríssimo Jacob,

    Muito obrigado pelo apoio, além de me alegrares por concordar comigo sobre a minha opinião a respeito dessa nossa deplorável e deletéria política.

    A lamentar, e profundamente, que o nível educacional do povo, onde eu me incluo, deixa muito a desejar para que possamos ter um planejamento de desenvolvimento do país, a começar exigindo mudanças substanciais no parlamento e escolha dos magistrados para os tribunais superiores.

    Enquanto bilhões de reais são gastos perdulária e irresponsavelmente com essas duas castas nacionais, a população constata a cada ano que aumentamos os percentuais de analfabetismo total e funcional, desemprego e inadimplência, pobreza e miséria.

    Um grande abraço, meu amigo.
    Saúde e vida longa.

  18. Francisco Bendl, o brasil de hoje é resultado da social democracia instalada aqui desde a constituição de 1988. Agora chegou a hora de mudar. Acho muito bom que vocês possam defender sua posição de esquerda social democrata, mas também tem outra parcela crescente da população que quer outro modelo, que não seja um socialismo, ainda que seja ligt.

  19. Alex Moura,

    A Constituição de 1.988 não tem um artigo ou item ou seja lá o que for, que menciona o socialismo ser implantado no Brasil!

    Apelidaram-na de Constituição Cidadã, na verdade uma maquiagem que nos daria mais direitos, enquanto aumentara as regalias, mordomias, proteções, impunidades e imunidades ao parlamento.

    Parte do seguinte princípio, Alex:
    Caso o país tivesse, pelo menos, tentado a social-democracia, os presidentes eleitos depois da sua promulgação jamais seriam eleitos!

    E não defendo uma social-democracia à esquerda, assim como inexiste uma à direita.
    O regime de governo assim denominado, exige altos pagamentos de impostos, na medida que oferece segurança, saúde e educação de qualidade para seus povos.

    Igualmente quem é eleito para o parlamento deve ser honesto, decente, trabalhador, e jamais pleitear diferenças salarias, mordomias e regalias, que o povo não tem, e que saberia a população rejeitar qualquer tentativa nesse sentido.

    Um parlamentar na Escandinávia anda de ônibus, não tem indenizações, não tem auxílio moradia, não recebe os salários milionários que pagamos para os nossos corruptos e desonestos, ladrões e incompetentes parlamentares!

    Lá, naquela região onde impera o frio, distante da nossa, do Cone Sul americano, o ser humano é igual aos demais, e não existem as desgraçadas castas que hoje dominam o país, corroboradas por elites perniciosas, danosas e lesivas ao povo e para esta nação.

    Não há outro modelo, Alex, que se possa chamar de bom ou ótimo ou aceitável ou razoável, onde os ser humano não seja o objetivo principal.

    A falácia, o sofisma, adotado pela maioria que, em primeiro lugar, se deve dar atenção à economia, que ela pujante será a mola mestre para o desenvolvimento, trata-se de um raciocínio tosco, destituído de essência!

    Pois de onde surgirá uma economia forte sem a presença da mão de obra do trabalhador, do consumidor, do contribuinte?
    De onde que teremos uma economia sólida, aberta, de oportunidades a todos, se o povo é analfabeto absoluto e funcional, pobre e miserável??!!

    Quer dizer, mais uma vez se adotará a política de Delfim Netto, que assinou o famigerado AI5 junto com outras 20 pessoas, alegando que primeiro o bolo deverá crescer, para depois dividi-lo??!!
    O tendencioso e desonesto Delfim dividiu o bolo, mas não foi com o povo, posso afirmar!

    Portanto, Alex, a social-democracia para este país é uma utopia, um sonho, algo irrealizável.
    Logo, de nada adianta – até porque inexiste ambas tendências políticas – tu quereres um outro modelo, pois o que vigora no Brasil é o sistema corrupto, desonesto, explorador e manipulador!
    E tanto pelo lado da direita quanto da esquerda!

    Abraço.
    Saúde.

  20. Francisco, a nossa constituição é socialista, ainda que não tenha o nome socialismo nela, mas no conjunto e funções do estado está presente o governo acima de tudo, sendo o centro da sociedade e guia da economia, criando vários direitos e “coisas gratis”, e como consequência outras dezenas de impostos.

    Quanto a escandinavia, já que você parece ser fã do modelo, deveria olhar ao ponto principal que da estabilidade aos pais, que é a monarquia. É o rei que impede de partidos corruptos se instalem e fiquem eternamente se revesando no poder.

    A corrupção e privilégios não se espalham lá porque o rei tem o poder moderador e quando os políticos, junto com servidores e judiciario, resolvem agir e legislar em causa própria a população pode contar com o rei para dissolver o parlamento.

    • Caríssimo Alex,

      Então tu precisas ser mais preciso:
      ou social-democracia ou economia liberal ou monarquia ou parlamentarismo ou presidencialismo …

      As nações que ainda possuem a monarquia, em torno de 28, possuem o parlamentarismo como modelo político.

      Caso da Escandinávia, onde a Suécia, Noruega, Dinamarca possuem seus reis, mas o regime é parlamentarista, da mesma forma que a Bélgica, Países Baixos, Reino Unido, Espanha …

      Faz-se mister esclarecer, Alex:
      Monarquia parlamentarista constitucional refere-se as Monarquias modernas e democráticas iniciadas no final do século XIX e consolidadas a partir do século XX.
      Caracterizam-se pela descentralização do poder executivo em chefe de estado apartidário e chefe de governo partidário, eleito pelo povo. Em regra, o rei, chefe de Estado, compete as forças armadas, relações exteriores e a fiscalização do parlamento, podendo dissolver e convocar novas eleições em caso de crise política e apelo popular para dissolução.

      Países com esta forma de governo lideram os rankings de IDH, democracia e menos corruptos do mundo. Exemplos: Noruega, Dinamarca, Suécia, Holanda, Canadá, Austrália, Bélgica, Luxemburgo, Inglaterra, Nova Zelândia.

      Considerando o teu comentário acima, então a solução para a corrupção instituída no Brasil seria a monarquia parlamentarista constitucional.

      Em outras palavras:
      Jamais teremos o modelo escandinavo, pois nunca iremos nos orgulhar do nosso parlamento e sistema presidencialista.

      Agora, o modelo econômico poderia ser gradativamente sendo instituído, haja vista a transição desse sistema capitalista selvagem para um socialismo democrático, que ainda enseja protestos e reclamações de quem vê essa tendência política como demoníaca, e não menos injusta e promotora de diferenças sociais.

      Sim, considero-me um admirador da social-democracia, mas ela não é o meu sonho porque utopia, impossível de ser aplicada por essas bandas sul-americanas.

      • Francisco, não sou fã da social democracia, que alias é o sistema atual do brasil desde 1988, com o governo mandando em tudo e interferindo em cada detalhe da vida das pessoas e seus altos impostos.

        Eu apenas citei um fato ignorado por quase todo esquerdista brasileiro, que não é amante do pt e puxadinhos, que gostam e defende a social democracia. Eles citam os paises escanavos e nordicos, etc, mas nunca citam o ponto fundamental do sistema, que é a Monarquia. Sem um rei para fiscalizar os políticos, a enorme quantidade de dinheiro retirada da população para implantar o estado d e bem estar social é usado para financiar eternamente os grupos no poder.

        Acho interessante o sistema parlamentarista, desde que tenha um rei como poder moderador, que acaba funcionando como botão de reset para população quando ela não confia nos atuais politicos.

        A república é terra de ninguém, os politicos se apropriam dos recursos da sociedade e não tem quem possa impedi-los.

        Não quero uma social democracia, mas se fosse para ficar numa, que pelo menos fosse uma monarquia.

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