O “caso” Bruno visto por muitos e diversos ângulos e seguidores. Até juristas se enganam. A Organização Globo amainou (?), comprou e pagou o SIGILO.

Satisfação geral com os comentários. Todos isentos e com bastante coragem para pedir que se espere o julgamento. Alguns me criticam pelo fato de citar apenas a Globo e abandonar as outras televisões.

Mas contraditoriamente dizem: “O que vale é a audiência e não o nome da estação, a sua melhor programação”. Por isso, não cito todas as televisões, sei que fazem o mesmo “carnaval”, só que com menor repercussão.

O Pedro transcreve o que chama de aula do jurista Walter Fanganiello Maiorevitch. Não o conheço pessoalmente, mas já li muita coisa dele. Como cita a França, é necessário que se estabeleça a diferença com o Brasil. Lá, os processos (como o do Bruno e outros) são CONDUZIDOS INICIAL E DIRETAMENTE POR JUÍZES.

É lógico que a polícia investiga, só que subordinada e supervisionada pelo juiz. Este, se considerar indispensável, determina a prisão preventiva ou provisória, tem Poderes para isso, mas também existem recursos a setores mais altos da Justiça. (Lógico, o juiz “conduz” a ação, mas não é “dono” irrevogável das decisões).

Também é despropositado citar uma Declaração de 1791, com mais de 200 anos. E estabelecida no auge da sangrenta implantação da República (todas foram sangrentas, menos a do Brasil) e o fim da monarquia. A “Place de la Concorde” viu tantas mortes durante essa época que nem teve tempo para tomar conhecimento da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. E foi precisamente na França que aconteceram os maiores erros judiciais, que fizeram história e abalaram o mundo.

Nos EUA, também existem várias formas de conduzir processos, desde a “Justiça Distrital”, (que aqui, antigamente se chamava de “distrito”, um pânico) passa para a “Justiça Municipal” e por aí em diante. (E sempre com juízes e promotores funcionando 24 horas por dia, e todos eleitos pelo voto direto).

A Globo reviu posições,
se envolveu no silêncio

Eu já havia dito aqui: tendo recebido “informações privilegiadas” a respeito do assassinato que teria sido praticado pelo jogador Bruno, a Organização Globo decidiu numa reunião AUTORITÁRIA e quase sigilosa: “Fizeram estardalhaço com o fato, AVANÇAMOS além do permissível ou permitido jornalisticamente”.

Como gostam de dizer: tive acesso ao que acontecia na “Vênus Platinada”, mas há dezenas e dezenas de anos, escrevo sobre o que acontece lá. (Mesmo ou principalmente com o doutor (?) Roberto vivo. Ele até gostava, era motivo para “culpar meus companheiros”).

Publiquei a revelação no domingo, não sabia que nesse mesmo domingo, o “Fantástico” iria publicar a entrevista (primeira e única) do Bruno, num avião OFICIAL, apenas ele, e o “Macarrão” bem longe.

Acreditavam que a “entrevista” do Bruno, fosse culpá-lo definitivamente, achavam que o “preço pago”, (como fazem os tablóides do mundo, chamados de “sensacionalistas”) seria agradavelmente satisfatório. Tomando conhecimento do conteúdo (?) da entrevista, felicidade mais completa.

O Bruno, falando e quebrando o silêncio, dava nova direção à questão, fazia reviravolta nos comentários, colocava sob suspeita os “linchadores”. Claro, não havia ABSOLVIÇÃO onde também não existia e não podia existir mesmo CONDENAÇÃO. Nem uma coisa nem outra, pois a polícia está apenas investigando, embora com um facciosismo inacreditável.

Embora continuando a repetir a entrevista de Bruno de hora em hora e no “Bom Dia, Brasil”, (tudo na televisão por assinatura) alguma coisa os desviou do roteiro original. Mas a Organização televisiva, se manteve impávida e altaneira.

Para não parecer que defendia o personagem que CONDENARA ávida e antecipadamente, a Globo teve que se impor várias restrições. Não queria dar a impressão de que mudara o posicionamento, mas se as coisas se encaminhassem a FAVOR do Bruno, exultaria e exaltaria sua nova posição. Em alguns pontos, ficaram jornalisticamente “amarrados”, não faz mal. Vejamos.

O “Jornal Nacional”, na segunda-feira, deu 47 segundos para a questão. E assim mesmo, exibindo um trecho da entrevista a favor de Bruno.

O “Bom Dia, Brasil” (que pretende ser pela manhã o que o “Jornal Nacional” é à noite) também quase mudo. Ficou um tempo curtíssimo (1 minuto) e não na abertura, como vinha fazendo com estardalhaço.

Ligeiramente, (um segundo) falaram sobre o afastamento das duas delegadas que trabalhavam na rumorosa investigação. Estranho para uma investigação que ficou 12 dias alimentando o clima de massacre.

Por que mesmo as “delegadas foram afastadas”? A TV Globo não soube.

O delegado que começou no “caso”, não saía da televisão (aberta e por assinatura), como arranjar tempo para investigar? Foi afastado, não ganhou nem um segundo no velório ou no abandono que lhe impuseram.

***

PS – Agora o mais importante, que a Globo desconheceu inteiramente. Um dos acusados, (não o Bruno, a repercussão seria maior e obrigatória) denunciou, “FUI AGREDIDO NA DELEGACIA”.

PS2 – A autoridade policial tomou providências, afastou os policiais, mandou o denunciante a exame de “corpo de delito”. Só que não contaram à Globo, como poderia revelar e condenar a agressão? (Pancadas no corpo e até no rosto, segundo a denúncia).

PS3 – Se tivessem deixado a Globo saber da investigação sobre “a denúncia de agressão policial”, ela daria ao fato a mesma dimensão que deu ao crime, aos supostos assassinos, a tudo o que se relacionava com o CRIME HEDIONDO.

PS4 – A TV Globo não existia na época, mas durante a ditadura do “Estado Novo” (e até antes), a polícia agia da mesma forma.

PS5 – Não existia mas tem arquivos maravilhosos, lembraria ou relembraria a agressão a Luiz Carlos Prestes em pleno Tribunal de Segurança Nacional.

PS6 – Aqueles policiais fardados de vermelho, deram dois bofetões (ou “tapas”, como se dizia na época) no rosto de Prestes, assombro geral. Mas ninguém disse nada ou protestou.

PS7 – Perdão, o advogado de Prestes, revoltado, se levantou e declarou: “Vou apelar para a Sociedade Protetora dos Animais, o que estão fazendo aqui é desumano”.

PS8 – Quem era esse advogado? O jovenzíssimo Sobral Pinto, ideologicamente contrário a tudo que Prestes representava. Designado pela OAB para defender o líder comunista, cumpriu integralmente sua missão. E mostraria porque se revelaria com um dos grandes advogados. E personagem nacional.

PS9 – Não posso deixar de lamentar a “omissão” do conhecimento da AGRESSÃO DENUNCIADA, que a TV Globo sofreu. Logo a isenta, ínclita e ilustre TV Globo, que impediu que a televisão Time-Life se instalasse no Brasil? E mais outra que tinha contrato com  o “Jornal do Brasil” dessa época, 1965.

NÃO DEIXEM DE LER AMANHÃ:
O carreirista José Serra tentou ser ministro da
Fazenda, VETADO 5 vezes seguidas. Quando
Dornelles saiu em 1985, entrou Dílson Funaro,
Jereissati (vetado pelo Doutor Ulysses),
Bresser Pereira, Gustavo Krause, Malan. Mais
tarde, o ex-amigo Ciro foi, ele, NUNCA

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