O deselegante Gilmar Mendes

A questão merece realmente a qualificação de polêmica. Dificílima, sofrida para os dois lados, o menino, o mais envolvido e atingido, dizem os juristas (?) “não pode ser ouvido”. Tudo pode ser examinado, menos a antipatia, incompetência e a palavra que está no título destas notas, a respeito do presidente do Supremo.

Gilmar é o pior presidente que já passou pelo Supremo nos últimos 50 anos, excluído naturalmente Nelson Jobim. Gilmar é o homem que coloca duas vezes em liberdade Daniel Dantas. E aprisiona o menino Sean, que foi condenado a ficar longe de uma família numerosa, para sujeitá-lo a uma única presença, a do pai.

Verdadeiro, autêntico, biológico, mas isolado. E o habitual e quase obrigatório no caso, é mantê-lo ao lado da raiz biológica da mãe, que morreu muito moça e inesperadamente.

Essa a parte sentimental, emocional e também legal. Mas Gilmar Mendes, inseguro, arbitrário e arrogante, tinha que aparecer nas manchetes. O Ministro Marco Aurélio Mello concedeu liminar para o menino ficar no Brasil, “até que julguem todos os recursos judiciários”. E só a Justiça pode decidir. Há jurisprudência de que o Supremo “não revogue ou desfaça decisões do próprio Supremo”.

Mas Gilmar, quase no fim da presidência, não ia perder a oportunidade de contrariar outro Ministro, principalmente sendo Marco Aurélio. (A satisfação teria sido igual se a liminar fosse dada por Joaquim Barbosa).

Além do mais, “o poder decisório” de Gilmar Mendes, tem apenas 14 dias. Como o recesso tem essa duração (começou anteontem e termina dia 6, no dia 7 estará terminado), Gilmar “decidiu” não só com revanchismo mas também ilegalmente.

Que República e que presidente do Supremo.

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