“O Estado de S.Paulo” recebeu 100 mil consultas sobre as “fake news”

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Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Pedro do Coutto

Em matéria publicada na edição de ontem de O Estado de S.Paulo, a direção do jornal revela que ao longo de quatro meses recebeu 100 mil consultas para confirmar ou desmentir mensagens postadas nas redes sociais da Internet. O fluxo das indagações atinge 770 dúvidas por dia. Esses dados refletem bem a dimensão do problema. E o canal de comunicação WhatsApp do “Estadão Verifica” não é o único existente para essa finalidade. Existem muitos outros. Portanto, chega-se à conclusão de que é muito alto o número de integrantes das redes sociais que buscam ter certeza da veracidade das postagens.

As redes sociais tornaram-se um instrumento fantástico de comunicação na atual campanha eleitoral. Mas há grande volume de postagens verdadeiras, em dimensão muito maior do que as fake news. Entretanto os estragos causados pelas matérias falsas podem se tornar decisivos tanto em relação ao direito de voto, quanto a vida pessoal de cada cidadão ou cidadã.

BONS SERVIÇOS – Sentindo o peso do problema foi que O Estado de São Paulo colocou-se à disposição de qualquer um que tenha dúvida sobre textos com os quais se deparou.

O” Estadão Verifica” vem prestando serviços que se tornam de importância essencial na tentativa de iluminar falsificações injetadas no espaço eletrônico.  O Estado de S.Paulo, contudo, chama atenção para o fato de a comunicação por WhatsApp ser por criptografia, o que quer dizer que não há como monitorar ou mensurar toda a desinformação que é veiculada em grupos e conversas privadas.

Trata-se, portanto, de algo extremamente complexo a ser focalizado e sobretudo interpretado de forma tão individual quanto coletiva. Como digo sempre a análise deve recorrer à sensibilidade de cada pessoa. Por isso é que existe o “Estadão Verifica” que responde às perguntas que lhes são enviadas. Mas nem todos os sistemas de verificação são capazes de cobrir todas as questões que lhes são enviadas.

ESPAÇO LIVRE – A dificuldade provém de ser a internet um espaço livre para o acesso e comunicação, seja de pessoas, seja de empresas, seja de partidos políticos, seja de candidatos.. Agora mesmo se viu um caso que explica bem confusões projetadas na opinião pública. O general Hamilton Mourão nunca foi torturador.

Trata-se de uma diferença essencial, mas cuja repetição alcança reflexos extremamente negativos. Porém, a afirmação veiculada através de uma entrevista de Haddad a televisão e jornais tinha um conteúdo totalmente falso. Tratava-se de uma fake news, e no caso, entretanto, a procedência foi identificada. Mas existem mensagens cuja identificação conduz a um processo de pesquisa de fundamental importância.

Ainda bem que existem sistemas que se propõem a combater e desmascarar os adeptos de ficções.

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