O número de comunistas no mundo vai aumentar

Paulo Solon

Em primeiro lugar, prezado Carlos Newton, não são os filiados do PCdoB que se tratam de camaradas, mas os comunistas do mundo inteiro. E o número destes vai aumentar, pois é o que acontece cada vez que um líder de algum país que não concorda com as teses capitalistas é assassinado, seviciado, imolado (como Saddam e Khadafi). A antipatia pelo capitalismo, que nada tem de democracia, já que o tirano é o dinheiro, vai aumentando sempre.

Ontem à noite, aproveitando minha estada no Rio, fui ver o excelente filme “A Árvore do Amor” (Shan sha shu lian), dirigido pelo chinês maoista Zhang Yimou e recomendado (pasmem!) pelo bonequinho da Globo aplaudindo de pé. (Os militares do golpe de 64 no Brasil teriam censurado tal película, como fizeram em relação aos russos “O Couraçado Potemkin”, “Alexander Nevsky” e ao italiano “1900-Novecento”).

Nitidamente o conhecido e competente diretor chinês de “Nenhum a Menos” identifica a árvore do amor com o fabuloso Mao Tse Tung, cujo retrato gigantesco, ou estátua, ou busto, aparece mais de 100 vezes no filme. Zhang Yimou já tinha dirigido “O Sorgo Vermelho”, de 1987, forte apologia ao comunismo e a Mao Tse Tung.

Neste filme, que está sendo também exibido na sala “vip” do Rio Design Barra, a jovem Jing é apresentada em sua escola dançando magistralmente com suas colegas (camaradas) proclamando que o grande líder Mao “ama o povo mais do que um pai ama seu filho”. Gostei de ver o bonequinho global aplaudindo de pé, como resultado da avaliação do crítico Rodrigo Fonseca.

Na verdade, o filme é também uma apologia à Revolução Cultural. A camarada Jing sobrevive a seu amado Sun, um capitalista que sempre lhe oferece dinheiro e presentes e que viveu às margerns da supracitada Revolução. Mas que , talvez por ter bastante dignidade, acaba sucumbindo.
A árvore do amor é inundada com a construçaõ de uma represa capitalista antiecológica, mas continua florescendo.

Em segundo lugar, o milionário soldado PM é absolutamente indigno de crédito, já que só pode ter ganho muito dinheiro roubando. A Presidente Dilma faz muito bem em não levar em consideração suas denúncias. Tal como costumavam dizer os dominicanos do Tribunal do Santo Ofício na idade média, “demoni, etiam vera discentim non est credendum”. Claro, o demônio, mesmo quando diz a verdade, não é digno de crédito.

Número três: Lula já deixou o poder, mas com mais de 80% de popularidade. Quem vive axaltando a democracia precisa entender o significado disto! Mas nada adianta não entender.

Dona Dilma exerce o poder com dignidade, sendo aplaudida no mundo inteiro, para desespero dos que a odeiam, chamando-a de “guerrilheira, comunistona e assaltante de cofres”. Dona Cristina Kirchner acaba de obter estrondosa vitória, agradecendo também a influência de Dona Dilma e do Presidente Hugo Chávez.

Ao lerem o que escrevi, os fascistões certamente vão ficar tamborilando os dedos. Mas vão ficar sem graça de confundir a verdade com o que eles gostariam que fosse verdade.

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