O PSDB do importante Paraná, veta Álvaro e Osmar Dias. Tira quase 2 milhões de votos de Serra, dá vários palanques para a candidata oficial. E entrega as duas vagas de senador a Requião e à mulher do Ministro. Serra fica em silêncio?

O estado sempre teve grandes lideranças. Mais recentemente, (depois da ditadura) eram Requião e os irmãos Alvaro e Osmar Dias. Agora, apenas numa decisão, o partido dito de oposição, tira o que se calcula em 1 milhão e 800 mil votos, da possível candidatura Serra e favorece nesse total, a também possível candidatura Dilma. Vejamos as informações irrespondíveis.

1 – O PSDB escolhe como candidato a governador, o prefeito Beto Richa. 2 – Este sai agora, assume o prefeito do PSB de Ciro. (Palanque para Dilma). 3 – A reunião do diretório regional do PSDB foi fraudada, metade, pelo menos, não pôde votar. (Não haverá mudança, a não ser com intervenção do diretório nacional, o que não acontecerá).

4 – Com isso, o senador Osmar Dias, que pretendia disputar a reeleição, tem que concorrer ao governo. (Palanque para Dilma). 5 – O senador Álvaro Dias, que apoiava (ou apoia?) Serra, ficará com o irmão, embora isso só em junho. (Mais reforço para Dilma).

6 – Como a luta, estado por estado, é por palanque, o PSDB, mais “dilmista do que serrista”, entrega tudo aos governistas. 7 – Com Serra fica apenas (se ficar) o prefeito Beto Richa, eleito e reeeleito. 8 – Com a credencial de ser filho de José Richa, o que tem lhe valido no plano municipal.

9 – Mas no plano estadual, (governador) vai precisar muito mais do Serra do que este dependerá dele. 10 – E no plano nacional, o candidato de oposição perde personagens e personalidades como Requião, Alvaro Dias, Osmar Dias, que nos últimos 20 anos, foram governadores, senadores, novamente governadores.

11 – Alvaro Dias é senador até 2014, o mandato de Osmar termina agora. 12 – Obrigado a disputar o governo, Osmar é um candidato fortíssimo, por ele e pelos apoios que acumula. 13 – Requião, que desde 1994, se apresenta para presidente, é sempre vetado pelo PMDB, que tem pânico de ser governo, de ir para o Planalto-Alvorada.

14 – Requião mostrava ao PMDB, em varias oportunidades, que tinha cacife. Tanto que não podendo disputar a presidência, se elegia governador, senador, outra vez governador em 2002 se reeelegendo em 2006.

15 – Paraná é importante nessa luta “por mais palanques”.

(O único que apavorado com os adversários, “quer palanque único”, é Serginho Cabralzinho. Mas levou uma tal “espinafração”, que perdeu até o caminho de casa, onde encontraria a mulher, “se Dilma apoiar Garotinho não terá nem o voto dela”.

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PS – Esse é o quadro rigorosamente verdadeiro do estado, com Serra praticamente perdendo o apoio (e o palanque no qual tanto falam) de três personalidades nacionais. Dois são senadores, o outro já foi tudo e continuará sendo.  

PS2 – Dona Dilma está vibrando, basta manter o que lhe deram prazerosamente. Quanto a Serra tem que recitar, mesmo contrariado: “o mundo gira e a lusitana roda”. E com isso fará a reviravolta palanqueira?

PS3 – Os candidatos, sejam quais forem, fazem as alianças mais esdrúxulas, os acordos mais disparatados, juntam canguru com galinha d’angola, como se fosse a coisa mais natural.

PS4 – Nenhum compromisso, proposta, projeto, só querem saber de palanques e tempo de televisão. Na Primeira Republica até 1930, os candidatos lançavam suas “plataformas” no Clube dos Diários, na Rua do Passeio. A tecnologia mudou muito, a mentalidade não mudou nada.

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