O RIO É NOSSO. O BRASIL É NOSSO. A OLIMPÍADA É NOSSA

Ganhamos com méritos, competência, grandeza, desprendimento, serenidade, respeitando e sendo respeitados. Agora, a incógnita dos próximos anos, e o que sobrará para o cidadão que pagou.

Diante do quadro que se colocara nos últimos 10 dias, tudo foi (ou pareceu) surpreendente. Numa análise superficial, Chicago “não podia perder”, por causa de Obama. O charme pessoal e o fato de ser presidente dos EUA. Não analisaram mais nada, era o fato consumado.

Tóquio se amparava no fato de ter “um projeto pronto e acabado desde a Olimpíada”, que sediara em 1954. Madri era “a Europa poderosa e invencível”. E finalmente o Brasil, “desconsiderado como país e como continente”, a América do Sul jamais sediara uma Olimpíada.

Esses eram os fatores dominantes e predominantes, que davam a impressão de decidir a tão sonhada conquista. Passada a fase da indecisão, da emoção e até da ambição dos que acreditavam ou admitiam, “meu nome e minha influência definiriam e decidiriam onde seria a Olimpíada de 2016”, veio a realidade, egos foram deixados de lado, e pela primeira vez pôde ser feita uma análise em profundidade.

É o que estou fazendo, examinando o que parecia a favor mas se revelou completamente ao contrário.

E que eu mesmo, de forma inacreditável, deixei passar sem qualquer comentário. De forma que tudo que está aqui, é esclarecimento, mas é também, inevitável mea culpa.

Quase não escrevi sobre a Olimpíada, me limitei, várias vezes a dizer: Torço pelo Brasil e pelo Rio, lamentando a presença de tantos aproveitadores, carreiristas, aventureiros. Tirando Lula, cuja importância é indiscutível, ali, só dois homens tinham influência e votos: Havelange e Samaranche. Este utilizou todo o seu prestígio em Barcelona 94. Havelange jamais se empenhou numa campanha Olímpica como essa de 2016.

Samaranche fez discurso emocionado, lembrando que tinha 89 anos e merecia esse favor. Mas já havia gasto todo o capital em 1994, ganhando com Barcelona.

* * *

PS – De qualquer maneira, o Brasil é olímpico, não é apenas o Rio. O pior é ter que suportar 7 anos de incompetência, de imprudência e de arrogância do Nuzman. Que República.

PS2 – Uma pena que Havelange faça 100 anos em 2015 e não em 2014 ou 2016. Ele comemora e o Brasil vai aplaudir, 1 ano depois da Copa e 1 ano antes da Olimpíada.

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